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15.03.2010 | 20:11:56
Direto da Varanda: Chico Bruno

Projeto de partilha do petróleo seria inconstitucional

Um dois muitos passarinhos que convivem no jardim de minha varanda, questionou a constitucionalidade do regime de partilha.

Segundo ele, a Constituição prevê que a exploração de petróleo deve ser feita por concessão ou autorização – assim, seria necessária uma proposta de emenda constitucional (PEC) para implementar o novo regime, e não um projeto de lei como foi feito.

Se essa ilação for correta, basta ir ao STF para melar tudo o que foi feito até agora. Simples e acaba com os faniquitos do Cabralzinho.

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15.03.2010 | 20:00:26
Direto da Varanda: Chico Bruno

Wagner diz a Shimon Peres que Bahia deseja mais investimentos de Israel

O governador da Bahia, Jaques Wagner, que integra a comitiva oficial do governo brasileiro ao Oriente Médio, participou, nesta segunda-feira (15), de encontro do presidente Lula com o presidente de Israel, Shimon Peres, seguido de uma conferência na cidade de Jerusalém sobre comércio entre Israel e Brasil. 

Ao cumprimentar o presidente de Israel, (foto) Wagner disse que existem excelentes oportunidades de investimentos para que a Bahia aumente sua parceria comercial com Israel. Hoje, o Brasil é o maior parceiro comercial de Israel na América Latina, com uma série de grandes companhias israelenses já exportando para o Brasil. 

Um novo acordo de livre comércio entre Israel e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) entrará em vigor no início de abril. Israel é o primeiro país fora da América Latina a assinar um acordo como esse com o Mercosul. O Brasil deu sua aprovação final ao pacto comercial no dia 4 deste mês, uma semana depois do Paraguai. 

Wagner considera que há diversos exemplos de parcerias exitosas entre empresas brasileiras e israelenses e que existem excelentes oportunidades para a ampliação de tais parcerias em setores como os de alta tecnologia, semicondutores, instrumentos óticos e de alta precisão, telecomunicações, nanotecnologia, biotecnologia e fármacos. 

Além de produtos químicos e papel, a Bahia exporta café, calçados, carne congelada e jóias. Após a queda nas exportações em 2009, determinada pela crise financeira internacional, as projeções indicam a retomada e o crescimento dos negócios a partir de uma agenda de trabalho para 2010 que ficará sob a coordenação do cônsul Roy Nir. 

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15.03.2010 | 19:14:29
Viagem ao Oriente Médio

Chanceler de Israel boicota discurso de Lula no Parlamento

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, decidiu nesta segunda-feira boicotar o discurso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ao Parlamento israelense, conhecido como Knesset.

Segundo a imprensa israelense, a medida foi tomada em protesto à decisão de Lula de não visitar o túmulo de Theodor Herzl, fundador do sionismo.

O chanceler também boicotou um encontro entre Lula e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Segundo o chanceler, o líder brasileiro teria desprezado Israel por recusar o tradicional convite feito pelo governo israelense. (Guila Flint e Silvia Salek, da BBC no Estadão.Com) Leia mais.

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15.03.2010 | 18:56:08
Direto da Varanda: Chico Bruno

Liminar suspende propaganda do PT em São Paulo

O corregedor regional eleitoral de São Paulo, Alceu Penteado Navarro, concedeu uma liminar suspendendo a propaganda do PT estadual na televisão. O pedido foi feito pelo PMDB e deverá ser julgado pelo plenário do tribunal.

Propaganda do PT veiculada na sexta (12) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República. 

"Essa mineira tem a alma e a cara de São Paulo. Tem a cabeça moderna, gosta de trabalhar duro e fazer as coisas bem feitas. Dilma é assim. São Paulo é assim", declara o presidente, na propaganda.

Segundo a decisão, a inserção ultrapassa os limites da legislação sobre a propaganda partidária. De acordo com a lei, essas inserções são destinadas a difundir programas partidários, transmitir mensagens sobre a execução do programa da legenda e divulgar a posição do partido sobre temas político-comunitários.

O diretório estadual do PT em São Paulo informou apenas que foi notificado da decisão no fim da tarde. O G1 aguarda uma manifestação do partido. Na decisão, o corregedor faz a ressalva de que o partido não está impedido de veicular inserções com conteúdo diferente.

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15.03.2010 | 18:50:35
Direto da Varanda: Chico Bruno

CBN Salvador agora em FM

Na próxima quinta-feira (18), às 18h, será inaugurada, com um coquetel para formadores de opinião, agências de publicidade e dirigentes do Sistema Globo de Rádio, a CBN Salvador (FM 100,7).

A CBN Salvador, que até pouco tempo atrás, era retransmitida por uma emissora AM do Grupo Lomes, agora, faz parte da Rede Bahia.

No novo dial, a CBN Salvador continuará com três horas diárias (das 9h às 12h) de programação local de segunda a sexta-feira. Aos sábados, a programação local começa às 10h e vai até ao meio-dia.

Uma boa notícia para o rádio jornalismo baiano.

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15.03.2010 | 13:38:30
Direto da Varanda: Chico Bruno

Hoje vamos de Amapá.

Por lá, os finalmente da campanha eleitoral estão parados a espera do Dia do Fico ou do Não Fico do governador Waldez Góes (PDT).

Waldez faz doce. Uma hora é outra não é candidato ao Senado.

Em vista disso, os três candidatos postos a mesa aguardam a decisão de Waldez.

Só a partir daí é que podem definir o que fazer.

Enquanto isso corre às margens do Rio Amazonas vistosos boatos de toda natureza.

O PSB, que não tem nada com o que está acontecendo nas hostes governistas, distribuiu uma nota eleitoral.

Na nota, o partido prevê a implosão da base aliada de Waldez, chefiada pelo senador José Sarney (PMDB), “como resultado da fragmentação do grupo em torno de três candidaturas ao governo do Amapá”.

Os socialistas podem até estar certos, mas é preciso olhar pelo retrovisor.

Em 2006, o PSB concorreu ao governo contra a reeleição de Waldez.

Nessa eleição, a base do governador lançou outras candidaturas apenas para tirar o tempo de TV do candidato do PSB. Waldez ganhou no 1º turno com 54% contra 38%.

Em 2008, o PSB concorreu à prefeitura de Macapá contra vários candidatos da base aliada de Waldez: Roberto Góes o candidato explícito, e os enrustidos Moises, Lucas e Pelaes.

No segundo turno os votos de Roberto, segundo colocado e Lucas, terceiro colocado elegeram Roberto prefeito de Macapá. O resultado foi 52% para o vencedor e 48% para o representante do PSB.

Isso quer dizer que a base aliada de Waldez, cujo chefe é  Sarney, pode adotar a mesma fórmula de 2008.  

Amanajás (PSDB), Lucas (PTB) e Pedro Paulo (PP) seriam candidatos ao governo do Amapá. Cada um carregaria um candidato a senador da base: Papaléo, Waldez e Borges. Sendo que somente o um tem chances de se eleger, pois a outra vaga ao Senado deve ser da oposição.

Isso levaria a eleição para o segundo turno, quando todos se uniriam contra o candidato ao governo da oposição. 

Essa lógica não pode e não deve ser desprezada.

Na nota, o PSB descartou essa opção. Aposta na ruptura dos candidatos de Waldez e procura atrair alguns partidos de oposição e da própria base aliada.

Pelo que está exposto e pelo que está dito na nota dos socialistas, só resta ao PSB à opção de lançar candidatura própria.

Vale lembrar aos socialistas, que entre a eleição de 2006 e a de 2008 a votação do PSB cresceu significativamente de 38% para 48% ou melhor, foram 10 pontos percentuais a mais.

Isso quer dizer que em 2010, qualquer que seja a opção da base aliada de Waldez, o PSB tem chances de retomar o governo do Amapá.

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15.03.2010 | 11:43:00
Em Tempo: Alex Ferraz

Quando ser criminoso é o mínimo

Tenho péssimas relações com atividades burocráticas e, mais do que isso, com as finanças. Todas as minhas tentativas empresariais (poucas, para o bem do meu coração) redundaram em acachapante fracasso, não raro com sequelas que me tornaram um pária para o modo correto de se comportar no sistema. Digo isso para confessar aos leitores que já estive nas malhas da lei por não conseguir cumprir um compromisso financeiro de uma empresa que, mal administrada, faliu. E amarguei punições terríveis: advogados, juízes e até oficiais de Justiça no meu encalço, impedimento para abrir contas em banco (isto, até agradeci), ter cartões (idem), viajar para o exterior etc. Virei um criminoso dos mais perigosos. E tudo isso porque fiquei devendo uma merreca ao Estado e a um banco cujo dono se encarregou de levar à falência com muito mais eficiência do que eu.
E daí? Bem, daí que fico arrependido por não ter seguido a carreira política. Primeiro, não precisaria estudar patavina; segundo, porque, por mais falactruas que eu fizesse, jamais sofreria qualquer tipo de sanção e poderia continuar me candidatando indefinidamente, sempre ganhando fortunas, e “armando” para ganhar mais e mais.
Ah, sim. Todo esse falatório com cara de ressaca de segunda-feira teve um mote: semana passada, no Mato Grosso, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva, que já foi condenado quatro vezes num total de 114 processo movidos contra ele por corrupção, foi condecorado pelo governador Blairo Maggi com a maior comenda do estado. É mole? (Tribuna da Bahia)

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15.03.2010 | 11:10:18
O começo de tudo

Imunidade que vira impunidade

Partidos que tiveram a imunidade tributária suspensa pela Receita Federal em 2007, acusados de irregularidades e fraudes contábeis, não pagaram ao Fisco um centavo da multa devida nem restituíram impostos que deixaram de recolher. Dos sete partidos autuados - PT, PSDB, PMDB, DEM, PR, PP e PTB -, seis já recorreram ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda. Como os recursos têm efeito suspensivo, automaticamente fica sustada a cobrança das dívidas. Os partidos devem disputar a eleição de outubro sem qualquer punição.

O presidente do Carf, Carlos Alberto Barreto, observa que o julgamento dos recursos pode ficar para 2011. O conselho tem mais de 50 mil processos para analisar e, como essas ações teriam valor inferior a R$10 milhões, estariam fora da sua lista de prioridades. (Demétrio Weber em O Globo) Leia mais.

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15.03.2010 | 11:02:06
Informe JB: Leandro Mazzini

"A base do PV é maior que a da Universal", diz Cesar Maia

O ex-prefeito do Rio Cesar Maia voltou à ativa e prepara, discretamente, sua campanha para o Senado. Segue agenda forte no interior, acompanha pesquisas, acredita na subida de Gabeira na corrida para o Palácio Guanabara e avalia adversários no seu melhor estilo: fazendo previsões matemáticas e gesticulando – e muito. Nesta entrevista, prevê campanha “conflitiva” para o governo, "proativa" para o Senado, e deixa provocação aos candidatos de eleitores evangélicos, que têm "voto orientado".

O senhor é candidato ao Senado? E por quê?

Sou pré-candidato. Candidato a gente só é depois da convenção. A ideia é que eu faça de novo uma outra passagem pelo Poder Legislativo. Fiquei muito tempo no Poder Executivo. O político só se forma quando tem o Poder Legislativo como matriz, e de outro lado, com a experiência em outros meios, como secretário de Fazenda, como prefeito três vezes, como deputado federal. Eu posso ir para o Senado, se o eleitor assim desejar, cumprir duas funções vetoriais. (Jornal do Brasil) Leia mais.

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15.03.2010 | 10:50:30
Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo

Na ponta do lápis

A decisão de um tribunal arbitral que obriga sócios da Valepar, que controla a Vale, a entregarem ao grupo Opportunity, de Daniel Dantas, ações da empresa que podem chegar a até R$ 3 bilhões está tendo o efeito de uma bomba na Previ, o maior fundo de previdência do país, derrotado na disputa.
Ainda que tentem anular a sentença dos árbitros na Justiça, os fundos podem ser obrigados a provisionar, ou seja, a reservar, em seu balanço, a quantia bilionária até o dia do veredicto final. O valor exato da bolada ainda será definido.

Homens de preto
"O clima na Previ é de luto", diz um profissional envolvido na discussão. Os três árbitros -inclusive Gustavo Tepedino, indicado pelos fundos e pela Bradespar (leia-se Bradesco), também derrotada- votaram unanimemente em favor do Opportunity.
Uma eventual briga na Justiça para anular a decisão promete ser longa. A ideia prosperou com a divulgação de que um dos árbitros, Francisco Rezek, já atuou para o Opportunity. Ele diz que as partes sabiam do fato antes da sentença e que nunca se opuseram à sua atuação.

Na lata
Rezek deve se reunir nesta semana com Teophilo de Azeredo Santos, presidente do Centro Brasileiro de Arbitragem, já que polêmicas como essa podem afetar a credibilidade da arbitragem no país. "Tudo o que eu queria é que as pessoas que estão por trás disso [a ameaça de pedir a anulação da sentença arguindo a sua suspeição] mostrassem a cara", diz. Fundos e Bradespar não se manifestam.

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15.03.2010 | 10:42:49
Boca no trombone

PT em São Paulo é um "desastre", diz Ciro

O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB), 52, é popular no Rio de Janeiro. Num táxi, discute com o motorista a filiação de Romário ao PSB e escuta, atento, a recomendação de lançar Zico, "que nem precisaria de campanha". Com a verve nordestina típica e uma a truculência à mídia arrefecida --ou dominada depois de disputar duas campanhas à Presidência--, um Ciro Gomes "mais sereno", como ele se auto-classifica, falou à Folha sobre a sucessão presidencial e em São Paulo.

A tal serenidade não impede Ciro de ser ácido. Ele admite que sua candidatura ao governo de São Paulo seria artificial. Defende que o PT e o PSB lancem no Estado dois candidatos ao governo. Só mesmo "se o mundo se acabar" e não tiver outro jeito, ele encararia a sucessão paulista. O PSDB paulista, afirma, amarga uma eficiência medíocre o o PT, dispara, "é um desastre" no Estado, por conta da crise de credibilidade após o escândalo do mensalão e do caso dossiê em 2006 --quando petistas negociaram a compra de um dossiê contra políticos do PSDB em meio à sucessão. (Malu Delgado na Folha de S.Paulo) Leia íntegra da entrevista.

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15.03.2010 | 10:05:44
Nos bastidores

Palocci abre as portas do empresariado para Dilma

Não fosse o episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro, ele poderia ser o candidato de Lula à Presidência. Para se recuperar do prejuízo político, submergiu, optou pelo trabalho nos bastidores e se transformou, hoje, no "escudeiro" daquela que ocupou seu espaço. É um "abridor de portas" para aliados e "o interlocutor" escalado pelo presidente para identificar resistências e aparar arestas no meio empresarial em favor de Dilma Rousseff.
Essas são definições, com pequenas variações, feitas sobre Antonio Palocci Filho, 49, por ministros, petistas, aliados e empresários ouvidos pela Folha. Há, porém, os que torcem o nariz para o ex-ministro da Fazenda. Na área econômica, a pergunta que se faz é: qual Palocci irá integrar a campanha de Dilma, o conservador do passado ou um adaptado à nova fase do governo Lula?
Sem falar em grupos do PT que criticaram sua intervenção em encontro de empresários de comunicação, quando condenou a ideia de "controle de mídia" lançada pelo partido.
Reservadamente, Palocci disse que não podia deixar prosperar a ideia. "Era comprar briga com a mídia num ano eleitoral, uma loucura", disse a interlocutores, citando que foi a primeira vez que falou sobre algo relacionado à campanha sem consultá-la. "Sabia que ela também é contra." (Valdo Cruz na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia
mais.

Empresários veem ex-ministro como "avalista" de Dilma

"Diga-me com quem tu andas, e eu direi quem tu és". Com essa citação bíblica o empresário Jorge Gerdau define a importância do papel do ex-ministro Antonio Palocci Filho na futura campanha à Presidência da chefe da Casa Civil de Lula, Dilma Rousseff.
Empresário com excelente trânsito com o presidente Lula, Gerdau diz que, em um "mundo em que há sempre tendências extremistas, ter uma pessoa de bom senso e equilíbrio ao lado como o Palocci traz tranquilidade ao mercado".
Ao ser questionado se temia uma guinada "extremista" por parte de Dilma, caso ela ganhe as eleições presidenciais, o dono do Grupo Gerdau, uma multinacional brasileira, diz que não: "A experiência que ela obteve no governo Lula, quando soube conduzir com equilíbrio esse processo, mostra que não deverá haver mudanças significativas".
Seguindo a mesma linha de Gerdau, o presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Benjamin Steinbruch, diz que o ex-ministro da Fazenda será o "interlocutor e apresentador" de Dilma no meio empresarial.
A expectativa de Steinbruch é que a ministra, sendo vitoriosa nas eleições, tenha a seu lado Palocci. "Ele seria um dos avalistas da ministra. Não que ela precise de avalistas, mas avalista no sentido de continuar com o histórico de interlocução, flexibilidade e abertura que o governo do presidente Lula teve com a classe empresarial", diz o empresário. Assinante da Folha de S.Paulo ou do UOL leia
mais.

Entre petistas, Palocci gera desconfiança

Antonio Palocci manteve seu prestígio com o presidente Lula, mas ainda é tratado com desconfiança por petistas e por integrantes da área econômica do governo.
Alijados do Ministério da Fazenda em seu período de governo, economistas do PT têm questionado, reservadamente, qual Palocci estará na campanha de Dilma. "O Palocci do passado ou um novo Palocci, disposto a trabalhar com os acertos desta segunda fase do governo ou de olho no passado?", indaga um deles.
Na avaliação desse grupo, Palocci ficou refém dos "economistas liberais" que levara para o Ministério da Fazenda -referência a Joaquim Levy e Marcos Lisboa- e fez uma administração focada na inflação e no arrocho fiscal, sem preocupação com políticas voltadas para o crescimento econômico.
O ex-ministro, que nos bastidores foi criticado pelo próprio chefe por conta dos juros altos, usa em sua defesa o argumento de que dividir o governo em duas etapas é "subestimar o presidente Lula".
Em conversas reservadas, Palocci desabafa: "Você acha que fiz algo sem falar com o presidente? Claro que, de vez em quando, tínhamos divergências sobre a dose, mas ele apoiava a política".
Palocci reconhece, porém, que houve momentos em que o presidente cobrou que a dose de juros estava exagerada e sacrificando o crescimento.

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15.03.2010 | 09:59:30
Direto da Varanada: Chico Bruno

Maldade

"Fogo amigo. Interessado em equacionar o problema de sua reeleição no Ceará, o senador tucano Tasso Jereissati ainda não desistiu de ver o nome de José Serra substituído por Aécio Neves como candidato presidencial do PSDB."

A nota acima, publicada no Painel da Folha, é pura maldade. Só pode ter sido repassada por quem quer desestabilizar as relações entre Serra e Jereissati.   

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15.03.2010 | 09:55:20
Painel: Renata Lo Prete

Na beira da estrada

Revelado ontem pela Folha, o esquema das empreiteiras para driblar concorrências públicas vai além das obras do metrô nas capitais do país. A Polícia Federal suspeita que os "consórcios paralelos" tenham atuado também em rodovias. Ao menos em dois lotes da duplicação da BR-101, há disparidade entre a participação societária das construtoras (a fatia definida no processo de licitação) e a participação operacional (efetivamente verificada no canteiro de obras).
Documentos das empreiteiras indicam que a Camargo Corrêa tem 50% societários, mas apenas 21,8% operacionais nas obras do lote 6 da BR-101. E 33% e 26%, respectivamente, nas obras do lote 8.
Trava. Como a Operação Castelo de Areia foi trancada por determinação da Justiça, os peritos não podem continuar a análise dos papéis sobre a ampliação da estrada que percorre o litoral de norte a sul. Procurada, a Camargo Corrêa não se manifestou. (Folha de S.Paulo)

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15.03.2010 | 09:38:59
Mau uso

Políticos viram despachantes de luxo e apadrinham rádios comunitárias

Legalizadas há 12 anos, as rádios comunitárias são cada vez mais usadas como instrumentos de política eleitoral, num processo que vem sendo chamado de novo coronelismo eletrônico. Ligadas a entidades que quase sempre têm um político municipalista por trás - um prefeito ou um vereador, as rádios comunitárias são concedidas depois que os políticos federais desempenham o papel de despachantes de luxo no Ministério das Comunicações.

Alegando que precisam agir para vencer a intrincada burocracia de Brasília, senadores e deputados pressionam para agilizar a tramitação do processo de autorização das rádios comunitárias e ganham status de seus padrinhos políticos. É desse jeito que passam a integrar uma teia de captura de votos. A estimativa é de que cerca de 50% das 3.911 rádios comunitárias, que hoje funcionam legalmente no País, tenham contado com as bênçãos de padrinhos políticos. (Ana Paula Scinocca e Eugênia Lopes em O Estado de S.Paulo) Leia mais.

Da 'oração da propina' às ondas da Casa da Bênção FM

Um dos símbolos do escândalo do mensalão do DEM em Brasília, o ex-deputado distrital Rubens Brunelli (PSC), o parlamentar que puxou a famosa "oração da propina", exemplifica com perfeição a ligação de políticos locais com as rádios comunitárias. A mãe do ex-deputado, Ruth Brunelli, aparece como principal proprietária da Associação Casa da Bênção, que mantém rádio de mesmo nome em Taguatinga, cidade satélite do DF.

Brunelli renunciou ao mandato para escapar da cassação, depois que foi divulgado um vídeo em que ele e o também ex-deputado Leonardo Prudente (DEM-DF) pedem vida longa e proteção para o secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, pivô do escândalo que levou o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) para a prisão. Barbosa é o pivô do escândalo - ele gravou a coleta e distribuição de propinas no governo Arruda. (Ana Paula Scinocca e Eugênia Lopes em  O Estado de S.Paulo) Leia mais.

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15.03.2010 | 08:06:10
Empacado

Maior projeto do PAC no campo fica só no papel

O maior projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a área de produção de alimentos, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou na "inauguração" de "menina dos meus olhos", está, literalmente, empacado. Fica em uma área de 20 mil hectares, em terras dos municípios de Dianópolis e de Porto Alegre do Tocantins (TO).

O plano inicial do projeto Manuel Alves de fruticultura irrigada previa a geração de 15 mil empregos diretos e 30 mil indiretos, numa fabulosa produção de frutas para exportação. Por enquanto, só 47 lotes estão produzindo, mas muito pouco. Emprega uma média de quatro pessoas por lote, o que dá uma geração de 168 empregos. Pior: o próprio Ministério da Integração Nacional admite que, sem escritura, os empreendedores terão dificuldade para conseguir financiamento.

"As instituições de crédito certamente não financiarão os altos investimentos em terreno que não é do produtor", admitiu o ministério ao Estado. "Para emissão da escritura há necessidade do georreferenciamento dos lotes, processo demorado e em fase de conclusão", disse a assessoria da pasta. (As informações são de O Estado de S.Paulo) Leia mais na Gazeta do Povo.

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15.03.2010 | 07:57:11
Sucessão catarinense

PMDB decide se terá prévias

Com direito à presença do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que estava em viagem ao Exterior, o diretório estadual do PMDB se reúne na manhã de hoje em um encontro que pode confirmar ou acabar de vez com as prévias marcadas para o dia 27 de março.

Nesta data, se nada mudar, os delegados do partido devem escolher entre Dário Berger e Eduardo Pinho Moreira o candidato do partido ao governo estadual.

A reunião de hoje foi convocada para referendar a pré-convenção, mas o governador deve renovar o apelo para que a prévia não aconteça. Luiz Henrique teme que ela torne irreversível a candidatura própria do partido e inviabilize a tríplice aliança.

O clima nos principais partidos da base governista só piorou nos oito dias em que o governador esteve nos Estados Unidos em missão oficial. (Upiara Boschi no Diario Catarinense) Leia
mais.

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15.03.2010 | 07:51:05
Palanque para Marina

Montserrat concorre pelo PV

Candidata à Presidência pelo PV, a senadora Marina Silva (AC) ganhou no fim de semana um palanque no Rio Grande do Sul. Em pré-convenção, o partido escolheu o psiquiatra Montserrat Martins como seu candidato ao Palácio Piratini.

Montserrat tem 50 anos, é graduado pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre e bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFRGS. No mesmo encontro no sábado, o PV reuniu candidatos à Assembleia Legislativa e ao Congresso.

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15.03.2010 | 07:45:46
Sucessão gaúcha

Collares critica união com PMDB e prega apoio a Tarso

Além de prefeitos do Interior, a dissidência pedetista agregou um líder histórico do partido. O ex-governador Alceu Collares diz que uma coligação com José Fogaça (PMDB) seria “um desastre acachapante” para o PDT:

– O PMDB é carente de bons gestores e gente competente. Quando governaram o Estado, Pedro Simon, Antônio Britto e Germano Rigotto não atingiram juntos (um crescimento de) 6% do produto interno bruto. É uma coisa grave.

Collares afirma que, como a candidatura própria se tonou inviável, a melhor opção seria uma aliança com Tarso Genro (PT).

– Qual foi a grande obra de Fogaça em Porto Alegre? É uma cidade que tem buraco por todo canto. Isso é falta de sorte ou incompetência. Ou as duas coisas.

Provável candidato a vice na chapa de Fogaça, Pompeo de Mattos responde que o PDT vem se empenhando em formar líderes para, assim, bancar uma candidatura própria em outra ocasião.

– O PDT vive o melhor momento após a morte de Leonel Brizola. Porque a nova geração está assumindo. (Zero Hora)

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15.03.2010 | 07:43:17
Sucessão gaúcha

PMDB e PDT enquadram descontentes

Em sua maior investida para domar a dissidência, a cúpula do PDT se reúne hoje com dezenas de prefeitos para pregar apoio à candidatura de José Fogaça (PMDB). Enquanto isso, uma reunião do PMDB discutirá formas de domar outro problema: as exigências que o PDT apresentará para fechar a coligação em busca do Piratini.

Pelo menos 30 dos 64 prefeitos pedetistas estarão às 17h, na sede do partido em Porto Alegre, ouvindo da executiva estadual os argumentos para apoiar Fogaça. Quem não comparecer terá de se manifestar por escrito. Mesmo em caso de rejeição ao prefeito da Capital, a ordem no partido é para que todos se engajem na campanha.

– Não pode discutir, perder e sair. Tem que discutir, perder e aderir – resume o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT), provável candidato a vice na chapa de Fogaça. (Zero Hora ) Leia
mais.

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15.03.2010 | 07:29:26
Direto da Varanda: Chico Bruno

Lula se recusa a homenagear o fundador de sionismo e causa incidente diplomático

Ontem (14), ao chegar a Israel, Lula decidiu não participar de uma cerimônia de colocação de uma coroa de flores em homenagem ao fundador do Sionismo, Theodor Herzl, que ocorreria terça-feira (16), em Jerusalém.

Os organizadores do evento estão irritados com a recusa pois, neste mesmo dia, Lula vai ao túmulo de Arafat depositar flores. Lula alegou falta de tempo. Os israelenses alegaram, diplomaticamente, que é falta de informação, que Lula não deve saber quem é Theodor Herzl. 

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15.03.2010 | 07:23:04
Bom dia! Manchetes de 2ª feira

Ibsen quer transferir para União perdas com pré-sal

Autor da emenda que tira R$ 7 bilhões por ano da economia fluminense, o deputado Ibsen Pinheiro quer agora que a União banque os prejuízos dos estados produtores de petróleo. A nova proposta, que será encaminhada ao Senado pelo senador Pedro Simon, prevê que a conta seja paga com a receita federal dos royalties. Ibsen disse que está "perfumando o bode para que ele passe no Senado". Já o senador Francisco Dornelles afirmou que o deputado nada entende de petróleo. O governador do Rio, Sérgio Cabral, considerou a notícia
“sensacional”. Ontem, ele mandou espalhar por pontos da capital, como o Cristo, faixas contra a emenda original.

Compras de armas na América do Sul aumentam 150%

As compras de armas na América do Sul cresceram 150% nos últimos cinco anos, enquanto no mundo o aumento foi de 22%, segundo o Instituto Internacional de Pesquisas da Paz.
A escalada na região foi a maior do mundo no período, segundo o estudo. Chile, Brasil e Venezuela lideram as compras na América do Sul. No ranking global, o Brasil ocupa a 30ª posição. Com as encomendas feitas, a posição brasileira deve subir no próximo relatório.
No cômputo global, porém, a fatia da América, EUA inclusos, representa só 11% dos novos arsenais, aponta o levantamento.
O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) afirma que as aquisições têm como objetivo proteger a Amazônia e o pré-sal.

Acordo prevê compensação por perdas de royalties

Autor da proposta que mudou a divisão de royalties do petróleo entre Estados e municípios, o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) quer negociar uma saída política para as perdas do Rio e do Espírito Santo. Pelo acordo, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) vai apresentar amanhã uma emenda, elaborada por Ibsen, que propõe usar parte do dinheiro de royalties pagos à União para compensar os dois Estados - Rio e Espírito Santo produzem 90% do petróleo brasileiro. Segundo o deputado, a proposta pode reduzir a irritação da bancada fluminense, uma vez que garantiria a compensação das perdas alegadas e evitaria o veto do presidente Lula. Para o governo do Rio, porém, não se pode mudar o que já foi contratado.     

Revolta nas ruas

O termômetro popular das ruas mostrou as quantas anda o sentimento do cidadão fluminense contra a emenda Ibsen, que praticamente acaba com o repasse de royalties do petróleo paro o estado. Nas áreas de lazer da orla, por exemplo, houve quase unanimidade contra a decisão da Câmara. Além de questionamentos sobre a constitucionalidade, ficou claro o temor de que, entre outras coisas, de que a redução drástica do repasse acabe inviabilizando o pagamento de aposentados e pensionistas. Também houve quem lembrasse que a proporção do recebimento é uma questão de justiça para com o estado que arca com os custos de extração e de manutenção da indústria petrolífera. A reação chegou até ao futebol: antes do clássico no Maracanã, os presidentes do Vasco e do Flamengo, Patrícia Amorim e Roberto Dinamite, prometeram participar da manifestação contra a medida, na quarta-feira.

Crise política emperra votações na Câmara

Distritais são pressionados a apreciar projetos parados desde a operação Caixa de Pandora. Dois deles precisam ser aprovados até o fim do mês, ou o GDF perderá empréstimos de R$ 69 milhões para obras públicas.

GP forma consórcio e cria grande empresa de lácteos

Uma nova empresa de laticínios, para brigar com as grandes companhias do setor, começa a ganhar contornos, com a assinatura, ontem à noite, de um acordo entre a Monticiano Participações, da GP Dairy, e da Laep Investments, detentora do licenciamento da marca italiana Parmalat.
Inicialmente está sendo criado um consórcio operacional das fábricas da Leitbom, laticínio com sede em Goiás adquirido em 2008 pela GP Dairy, e da Glória Alimentos e Ibituruna, duas empresas da Laep, holding que controla também a Parmalat Brasil, em processo de recuperação judicial. O consórcio fará compra de matéria-prima e distribuição conjunta para as 5 fábricas da Leitbom e para as três fábricas da Glória e da Ibituruna, em Votuporanga (SP), Guaratinguetá (SP) e Governador Valadares. Na segunda etapa, as marcas das empresas controladas pela Laep irão para a Monticiano. Em troca, a Laep receberá participação acionária minoritária de 40% no capital da Monticiano. Para essa etapa, faltam acertos, como o licenciamento da marca Parmalat para a Monticiano.

Família italiana teme pela vida de Roberta

Parentes em Rimini estão aflitos por causa de ameaças enviadas à cunhada de Jennifer, morta perto do TIP. O JC teve acesso às mensagens e publica alguns exemplos. Amanhã fará um mês que o corpo da alemã está no IML, sem sepultamento. 

Mar rende expansão de negócios para Minas

No rastro do pré-sal, indústrias do Vale do Aço entram para o seleto grupo de fornecedores de peças para estaleiros.

Proposta transfere à União perdas do Rio na divisão do petróleo

Autor da emenda Ibsen anuncia proposta no Senado para compensar perdas de Estados e municípios com recursos federais.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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