A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta quinta-feira (4) a quebra de sigilo bancário e o bloqueio de bens do ex-governador Anthony Garotinho (PR), da mulher dele, Rosinha Garotinho (PMDB), prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ), e de outras 86 pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Estado por improbidade administrativa, entre elas, a atriz Deborah Secco e mais cinco familiares.
A decisão é da juíza Mirella Letízia Guimarães Vizzini, da 3ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro, que acatou liminar solicitada pelo promotor Vinícius Cavalleiro, autor da denúncia.
Garotinho, Rosinha e outras 86 pessoas foram denunciados na última segunda-feira em inquérito que apura o desvio de cerca de R$ 58 milhões por meio de ONGs (organizações não governamentais) e empresas de fachada na época em que governaram o Estado.
Em seu blog, Garotinho classifica a iniciativa do Ministério Público de "jogada eleitoreira" e "espetáculo pirotécnico". "Os mesmos promotores da Tutela Coletiva da Capital, que armaram uma ação de improbidade administrativa contra Rosinha, e contra os quais, eu entrei com representação no Conselho Nacional do Ministério Público, estão preparando mais uma jogada. [...] É tudo jogada política para repercutir amanhã, nos jornais", escreveu o ex-governador. (Com informações de Diana Brito no Folha Online)
Movimento "Fora Adauto" ganha adesão de estudantes
O movimento "Fora Adauto" que acontece no Amapá, em virtude das denúncias do Ministério Público Estadual, que envolve possíveis desvios de R$200 milhões da Secretaria de Estado da Educação (SEED), acaba de ganhar a adesão da classe estudantil. A mobilização acontece em virtude da posição do governador do Amapá Waldez Góes (PDT/AP), em não afastar do cargo o secretário de Educação, Adauto Bitencourt.
Como forma de pressão, os estudantes colhem assinaturas nas escolas, pedindo ao governador a imediata exoneração do secretário Adauto. O movimento em apenas um dia colheu mais de 600 assinaturas. "Pretendemos chegar à todas as escolas pegando assinaturas para que possamos levar o maior número de assinaturas para o governador Waldez", afirma a estudante Stefanie Souza.
Mesmo com a decisão do juiz Paulo Madeira determinando o afastamento do secretário de Educação Adauto Bitencourt, e mais 12 pessoas, o movimento dos estudantes nas escolas, vai até o dia 10 de março, data em que será organizada uma grande manifestação dos movimentos sociais e a população em geral, em apoio ao Ministério Público Estadual.
Hoje, no que diz respeito às eleições de 2010, na maioria das vezes, são informações que não passam de ilações, boatos ou picuinhas.
Tudo gira em torno destas três palavrinhas.
Senão vejamos:
"Interlocutores do governador afirmam que Aécio demonstra incômodo com as versões de que estaria irritado com as pressões que sofre para ser vice. Insistem que Aécio teria recebido com surpresa o editorial de primeira página publicado pelo "Estado de Minas", ontem, com o título: "Minas a reboque, não!". O "Estado de Minas" apoia abertamente Aécio desde o início de seu governo."
Será mesmo que ele está irritado? Será que o Estado de Minas não combinou com Aécio a publicação do editorial destrambelhado?
Comentando o editorial do jornal mineiro, publicado aqui ontem (3), e que hoje publica em seu blog, o jornalista Ricardo Noblat acha que “como o Estado de Minas é incapaz de publicar qualquer coisa que contrarie Aécio Neves, dê-se como certo que o editorial expressa fielmente o pensamento dele”.
É assim que a lusitana está rodando no momento atual da política brasileira.
Para embananar, ainda, mais o juízo do leitor, o jornal O Globo publica em manchete um boato:
"Num gesto sem paralelo na história política recente do país, o presidente Lula pretende se licenciar do cargo em agosto e setembro, para se dedicar em tempo integral à campanha da ministra Dilma Rousseff, informa Ilimar Franco. Ao trocar o Planalto pelos palanques, o primeiro presidente eleito pelo PT deixará, ironicamente, a cadeira com José Sarney, o senador que, em 1984, trocou a presidência do PDS pela aliança com Tancredo Neves. Atual presidente do Senado, Sarney (agora no PMDB) é o único na linha sucessória que não disputará as eleições de outubro."
Ora bolas! Desde o ano passado esse boato circula em Brasília.
Semana passada ao retornar de Brasília, o jornalista Valter Xeu insistiu para que este sítio desse o furo, que segundo ele, era comentada em todos os locais frequentados por jornalistas. Recusei, por achar um absurdo.
Afinal, ninguém em são consciência pode afirmar que José Alencar vá renunciar a vice-presidência para disputar um cargo proporcional.
Será que Lula, em sua obsessão de eleger Dilma, na hipótese de Alencar renunciar, vá entregar a caneta e o Diário Oficial para ser manipulado por 60 dias por José Sarney, que no momento só pensa em reeleger sua filhota.
O que isso pode acarretar de positivo ou negativo para Lula e sua candidata?
Tudo nesse momento gira em torno do se isso ocorrer, se isso acontecer e assim segue o noticiário.
No meio de tantas ilações eis que surge uma informação viável.
"A coordenação da campanha de Dilma Rousseff está preocupada com sua visibilidade nos meses de abril e maio, considerados delicados, porque ela estará fora do governo e não poderá se expor a tiracolo do presidente, como agora."
Essa é uma notícia factível, que precisa ser mais esmiuçada pela mídia ao contrário das ilações, boatos ou picuinhas que pululam o jornalismo político.
Enquanto isso, em São Paulo, o principal estado do país, ninguém sabe quem disputará o governo estadual. Tucanos e petistas não lançaram nomes ao governo estadual.
Em Minas Gerais, o candidato ao governo do estado do PSDB aguarda pelo adversário.
E assim, sucessivamente, isso está acontecendo em quase todas as 27 unidades da Federação.
Esse é um dado concreto, desprezado pela mídia e que influenciará no desempenho dos candidatos a presidente da República.
Essa análise é muito mais importante do que as picuinhas, ilações e boatos que pululam a mídia.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta quinta-feira (4), que não tem fundamento a manchete de O Globo que diz que o presidente Lula deve se licenciar nos meses de agosto e setembro para participar da campanha de Dilma Rousseff (PT) a presidência da República.
- Isso não faz sentido. Se o Lula não se licenciou nem quando era candidato, por que ia se licenciar agora?, questionou Sarney.
David Nicholl, um neurologista britânico, coordenou em 2006 a campanha internacional da comunidade médica contra a alimentação forçada de prisioneiros na base americana de Guantánamo. Ele explicou que, nos EUA e na Grã-Bretanha, as regras de ética médica proíbem tal prática. Em Cuba, a ética médica, como tudo mais, oscila ao sabor da vontade do Partido-Estado e ninguém inseriu tubos alimentares em Orlando Zapata, o preso político que morreu após 85 dias de greve de fome. Um artigo do Granma, o jornal oficial castrista, responsabilizou os EUA e os dissidentes cubanos pelo desfecho. Lula, em visita a Cuba, lamentou que "uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome", algo equivalente a culpar a própria vítima. Marco Aurélio Garcia preferiu banalizar o mal, explicando com sua peculiar cupidez que "há problemas de direitos humanos no mundo inteiro". Essa gente não tem vergonha na cara?
A linguagem da ditadura militar no Brasil era idêntica à do regime cubano e de seus bonecos de ventríloquo brasileiros. Vladimir Herzog morreu em virtude de seus atos subversivos e, no fundo, por responsabilidade do "comunismo internacional". Herzog era qualificado como um "terrorista", mesmo se nunca cometeu um ato de violência, tanto quanto Zapata era qualificado como um "mercenário". Lula et caterva estão ecoando as vozes dos tiranos "de direita", quando reverberam as sentenças dos seus amigos tiranos "de esquerda". As coisas que disseram em Havana constituem uma desgraça nacional. Eles falam sobre nós: nossa história e nosso passado recente. (O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Vendo o tempo passar sem resolver o impasse sobre quem será candidato a senador pelo PT, o vereador Luciano Siqueira (PCdoB) afirmou que espera que os aliados cheguem logo a um consenso, sem prévias. Ele teme que a demora e o constante embate entre o ex-prefeito João Paulo e o secretário estadual das Cidades, Humberto Costa, possam dividir o PT e prejudicar a harmonia na frente governista. “Ambos têm qualidade para uma candidatura ao Senado. Eu só espero que o PT resolva em tempo hábil suas dificuldades internas e não constranja os demais 14 partidos da frente. O PT se divide no bate-chapa e fica a sequela. O PT dividido e brigado não ajuda a ninguém”, enfatizou o comunista, ontem, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.
Questionado se a celeuma constrange a base aliada, Siqueira afirmou que este ainda não é o caso. “Não digo que constranja, mas preocupa. É um assunto interno do PT e não nos cabe, mas é lógico, a qualquer observador, de que uma prévia, disputa interna no PT, para indicar um nome, pode criar muita dificuldade”, esclareceu. Apesar de ter sido vice de João Paulo por oito anos, Luciano afirma que não há predileção por nenhum dos dois pré-candidatos, e lembrou que a vaga do PT na majoritária não é garantida. “Porque isso não está escrito na Bíblia nem na Constituição”, brincou. (Beatriz Gálvez na Folha de Pernambuco) Leia mais.
Caso Lula se licencie do cargo para se dedicar exclusivamente à campanha de Dilma Rousseff, como apurou Ilimar Franco, colunista de O Globo, espera-se que o senador José Sarney (PMDB-AP) seja sensato o bastante para não ocupar temporariamente a presidência da República.
O vice José Alencer e o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB) não assumirão porque serão candidatos nas eleições de outubro.
Se Sarney recusar a honraria, assumirá o presidente do Supremo Tribunal Federal.
Melhor. (Ricardo Noblat em seu blog)
Atualizado às 12:50
Em tempo:A fotomontagem é ilustração postado pelo sítio.
Passar a presidência do país Sarney é puro entreguismo, Lula!
Depois de no início de seu primeiro mandato reabilitar politicamente o senador José Sarney (com ACM junto) e, mais recentemente, salvar deslavadamente a pele do presidente do Senado na crise que ele viveu no ano passado, com uma série de revelações sobre os meandros da Câmara Alta do país e os cargos distribuídos para seus parentes e apaniguados, eis que o presidente Lula anuncia a disposição de licenciar-se do cargo para entregar a Presidência da República, o cargo político máximo do país, entre os meses de agosto e setembro, ao cacique do Maranhão, que é eleito pelo Amapá.
Lula justifica o “presente” que dará a Sarney e o desgosto a que submeterá a sociedade brasileira alegando o interesse em envolver-se de corpo e alma na campanha de sua candidata Dilma Roussef. Com índices de popularidade nos píncaros da glória, Lula pensa, de fato, que pode tudo e que usa o mandato, outorgado a ele em duas eleições pela população, da forma que exclusivamente lhe convém. Inclusive, entregando a Presidência do país a um personagem que representa o que há de mais atrasado na política brasileira, muito combatido na história pelo PT, no afã de, a qualquer custo, eleger um sucessor.
Se a tarefa de fazer Dilma presidente da República exige tamanho entreguismo ou vale-tudo, é bom que o eleitorado brasileiro vá logo colocando as barbas de molho. (Raul Monteiro no Política Livre)
A subprefeita Soninha posa com adesivo nos seios em ensaio para a revista 'Playboy' (Foto de Luís Crispino)
A ex-vereadora Soninha Francine (PPS), 42, é uma das estrelas da "Playboy" que chega às bancas no dia 9. Depois de afirmar, há um mês, que "nem a pau" aceitaria um convite para posar nua na revista, a subprefeita da Lapa cedeu, em parte. Ela fez um retrato sem blusa e só de calcinha "minúscula" para a seção "Mulheres que Amamos" da publicação. (Coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo)
Sindicatos ligados a trabalhadores da construtora Odebrecht estão pressionando o governo venezuelano a pagar uma suposta dívida de US$ 267 milhões com a empresa brasileira. Segundo eles, o atraso provocou a demissão de 1.400 da obra de uma gigantesca ponte sobre o rio Orinoco (leste do país), com 11 km de extensão. "Se o governo não dá os recursos, a Odebrecht não pode manter a capacidade de trabalho, tem de despedir. Nos últimos dois, três meses, a obra vem sendo feita pelos recursos da própria empresa", disse o sindicalista Gabriel Caña. Ontem, Caña e outros oito sindicalistas estiveram na Assembleia Nacional em busca de apoio para serem recebidos pelo ministro de Obras Públicas, Diosdado Cabello. Uma deputada se comprometeu a negociar o encontro. Os sindicalistas afirmam que 1.400 trabalhadores já perderam o emprego desde o segundo semestre do ano passado, devido ao atraso nas obras. Atualmente, a construção da ponte empregaria 1.100 funcionários. Segundo Caña, outros 500 devem ser dispensados. "Como representantes dos trabalhadores, estamos obrigados a protegê-los e também a colaborar com a empresa para que o Estado repasse os seus recursos", disse Caña à Folha. (Fabiano Maisonnave na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Braskem adia projeto
A Braskem vai adiar em um ano, para 2014, o projeto de produção de 1,1 milhão de toneladas de polietileno na Venezuela em razão das dificuldades de obtenção de financiamento para o empreendimento. O negócio integra a parceria Braskem e Pequiven, braço petroquímico da estatal PDVSA, controlada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. Bernardo Gradin, presidente da companhia brasileira, afirma que a crise internacional comprometeu a modalidade de financiamento em que o projeto é a própria garantia do crédito, o que no jargão financeiro é chamado "project finance". Ele refutou a avaliação de que o problema esteja relacionado ao que se pode denominar de "risco Chávez". Segundo ele, outros projetos que buscam financiamento nas mesmas condições também não foram viabilizados. Entretanto, reconheceu que o projeto da Braskem com a Idesa no México para a construção de um complexo petroquímico está em fase mais adiantada do ponto de vista da conclusão da engenharia financeira. (Agnaldo Brito na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Na conversa que teve com José Serra na noite de terça, Aécio Neves foi menos peremptório do que em público ontem, quando disse não cogitar a possibilidade de ser vice em chapa encabeçada pelo governador paulista. Em privado, concentrou-se em repetir o argumento de que "ajuda mais" o colega tucano "ficando em Minas", pois: a) Dilma é mineira; b) Lula é forte no Estado; c) "há o fator Alencar". Prometeu ainda se dedicar "de corpo e alma" à eleição de Serra. No PSDB, há quem recomende encerrar a discussão sobre Aécio na vice, para que a expectativa não se transforme em frustração. Outros, porém, argumentam que ele não poderia mesmo dizer nada diferente agora, e que ainda há tempo para uma composição. Isso não. Por convicção ou conveniência, aliados de Serra não creditaram a Aécio o editorial do "Estado de Minas" desancando a candidatura do governador de São Paulo e descartando a hipótese de o mineiro aceitar ser vice. (Folha de S.Paulo)
"...De todo modo, a pesquisa [Datafolha] (tanto a geral como a específica com a turma do Bolsa Família) desmente a irrelevância da candidatura Ciro Gomes. Com ele fora do páreo, a vantagem de Serra sobe para 7 pontos, fora da margem de erro, em vez dos 4 no cenário com Ciro. Entre os beneficiados pelo Bolsa Família, tira-se Ciro e Serra sobe 5 pontos, ao passo que Dilma apenas oscila na margem de erro (1 ponto). (Folha de S.Paulo)
O PT tem pronta a composição de sua nova chapa para a eleição em São Paulo, enquanto aguarda para enterrar definitivamente o projeto de lançar o deputado Ciro Gomes (PSB) ao Palácio dos Bandeirantes. Quase certo de que Ciro vai recusar o convite para sair candidato no maior colégio eleitoral do País, o partido bateu o martelo no nome do senador Aloizio Mercadante (SP) para disputar o governo paulista. Já a candidata ao Senado será a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.
A estratégia será estampada nas próximas inserções estaduais a que o PT tem direito no rádio e na televisão. Marta e Mercadante vão dividir com Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, os vídeos que vão ao ar nos dias 12,15,17 e 19 deste mês.
A chapa foi chancelada durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Montevidéu, no início desta semana, para a posse do novo presidente uruguaio José Mujica. A convite de Lula, Mercadante foi o único parlamentar a integrar a comitiva. O objetivo era arrematar o trabalho de convencimento para que ele aceite abrir mão de disputar mais um mandato no Senado. Dias antes, a ideia de levar de imediato a nova chapa para a televisão havia passado pelo crivo da Direção Nacional do PT e do marqueteiro João Santana. (Clarissa Oliveira e Julia Duailibi em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Nova sede da EBC vai custar pelo menos R$ 9,5 milhões ao ano
Mesmo com índices ínfimos de audiência, a TV Pública vai gastar recursos públicos para arcar com as despesas de uma nova sede em Brasília. O novo endereço da TV Brasil ou TV Lula, como é conhecida a TV Pública, custará aos cofres públicos R$ 798,5 mil por mês. Ou seja, serão R$ 9,5 milhões ao ano só com o pagamento de aluguel.
A ideia é abrigar em um único espaço de 17,4 mil metros quadrados todas as empresas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na capital: três emissoras de rádio, uma agência de notícias e os estúdios da TV Brasil e da NBR, a televisão a cabo responsável por noticiar os atos do governo federal, como os discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A EBC, que foi criada em 2007 para viabilizar a TV Pública, hoje funciona espalhada por cinco prédios em Brasília.
"É antieconômico cada parte da empresa ficar em um lugar", diz a presidente da EBC, Tereza Cruvinel. O endereço escolhido pela EBC para abrigar os 1.473 funcionários que trabalham em Brasília é em um antigo shopping center na área central da cidade. (Eugênia Lopes em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
TV Brasil, emissora pública, grava propaganda de ministros candidatos
Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que opera a TV Brasil, está sendo usada pelo Planalto para gravar depoimentos de ministros, inclusive os que são candidatos nas próximas eleições, para fazer um balanço e falar das ações à frentes das pastas. A TV Brasil é uma emissora pública.
Os depoimentos, de caráter político-eleitoral, estão sendo exibidos num espaço no blog do Palácio do Planalto, o que pode ajudar suas campanhas e, colateralmente, a candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Intitulado 7 anos em 7 minutos, o programa é uma espécie de outdoor digital idealizado pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom). Até agora, o blog já pôs no ar o vídeo de seis ministros, dos quais quatro são candidatos em outubro próximo. Dilma, que deixará o governo no dia 2 de abril, ainda não gravou seu depoimento.
"A proposta é fazer um vídeo de sete minutos de cada ministro para pôr no blog do Planalto", explica José Roberto Garcez, diretor da EBC Serviços, responsável pela confecção dos programas. É a EBC Serviços que opera o canal a cabo NBR, que noticia atos e políticas do governo federal, e os programas Café com o Presidente, Bom Dia, Ministro e Voz do Brasil. "Eventualmente esses vídeos dos ministros poderão ir para a NBR", diz Garcez. (Eugênia Lopes em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Ontem (3) durante o lançamento do novo Portal Brasil, do governo federal, que o presidente Lula apelidou de "google brasileiro", fiquei orgulhoso.
É que a foto do banner, que decorava o palco do evento, é uma da série feita para a campanha publicitária do Portal Brasil pelo fotógrafo baiano Felipe Barreira.
Felipe, é filho dos meus amigos Arelano e Cristina. Ralou muito em Salvador em busca de ver a sua competência recompensada. Mas, como aqui a banda toca na base da igrejinha, Felipe não encontrou uma brecha para mostrar seu trabalho.
Quando tomou a iniciativa de ir tentar a sorte em Brasília, me alinhei entre os que o incentivaram.
Sabia que ele iria longe rapidamente. A foto de Lula e ao fundo o banner é de Antônio Cruz, da ABr.
“O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, detonou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigindo que os candidatos apresentem certidão criminal. “Só falta exigir também firma reconhecida”, ironizou o líder, que não economizou palavras fortes para classificar a decisão: “Babaca, idiota, uma ideia de jerico, que só vai aumentar a burocracia. Coisa de quem não tem o que fazer”. Explicou, no entanto, que é a favor da divulgação dos fichas-sujas.” (Vasconcelo Quadros no Informe JB do Jornal do Brasil)
Em tempo: A declaração mostra que o baiano eleito por São Paulo não respeita o TSE.
O deputado federal Ciro Gomes (PSB), pré-candidato do PSB à Presidência, bombardeou ontem a articulação do PT e do presidente Lula para que seja o candidato da base ao governo de São Paulo, e assim se contrapor ao projeto tucano no estado. Ele disse que a radicalização da disputa do PT com o PSDB contaminou e amesquinhou a política nacional, e que não se prestará a ser candidato em São Paulo para bater no governador José Serra, principal adversário da pré-candidata petista, Dilma Rousseff. Ciro disse que, se depender dele, será candidato a presidente.
- Sou da turma que acredita que time que não joga não faz torcida - disse.
E lamentou que os aliados só deem valor "à briga paroquial de São Paulo": - Se alguém acha que eu vou me prestar a esse papel subalterno de agredir o Serra, esqueça! Não sou tão brilhante como o presidente Lula, mas tenho uma biografia que prezo muito e pela qual tenho que zelar. Não vou bater em ninguém - disse Ciro, para em seguida se contradizer, e voltar a provocar o governador tucano:
- É claro que o Serra não será candidato. Já sei disso há muito tempo. Ele está fazendo a conta miúda. Só pensa em si e na carreirinha dele. O Brasil que se exploda.
O deputado negou que tenha participado de uma conversa com o governador Aécio Neves (PSDB) sobre uma provável chapa dos dois, com ele (Ciro) de vice: - Isso não é provável (a chapa). Embora ele seja muito meu amigo, não acho provável. (O Globo)
Por aliança com Dilma, PR cobra apoio a Garotinho e palanque duplo no Rio
A cúpula do PR, partido da base aliada do presidente Lula, comunicou ontem à chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a decisão do partido de apoiar sua candidatura presidencial, mas, em troca, cobrou um preço alto: que o candidato do partido ao governo do Amazonas, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), tenha tratamento de aliado preferencial; e que, no Rio, a canditura do ex-governador Anthony Garotinho também seja tratada como da base governista, ainda que não seja a prioritária no estado. Com a proposta, o PR decidiu que não vai retirar a candidatura de Garotinho, como chegou a ser discutido com o PT, comprometido com a reeleição de Sérgio Cabral (PMDB).
O PR também apresentou como fatura o compromisso da candidata governista e do PT de ajudar o partido a aumentar suas bancadas de deputados federais e de senadores. (Gerson Camarotti e Cássio Bruno em O Globo) Leia mais.
Para Lula, Dilma subirá mais nas pesquisas quando deixar governo
Na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, irá crescer ainda mais na preferência do eleitorado depois que deixar o governo, em 2 de abril, e passar a percorrer o país, o que a tornará mais conhecida. A coordenação da campanha de Dilma prepara uma agenda de viagens para a candidata nos moldes da Caravana da Cidadania, quando Lula percorreu todo o interior do país para se tornar conhecido. As primeiras viagens de Dilma, quando deixar o governo e não tiver mais o palanque oficial, devem começar por Minas Gerais e Nordeste.
Embora tenha ponderado que ainda é cedo para avaliar a disputa presidencial, Lula disse que a pesquisa Datafolha, divulgada no domingo e que apontou que a diferença entre Dilma e o governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência, recuou de 14 pontos percentuais para apenas 4 pontos, está dentro da avaliação do Palácio do Planalto.
- A pesquisa estava dentro de uma visão que tínhamos no governo. A Dilma vai crescendo à medida que ela vai ficando conhecida da opinião pública. E ela vai ficar mais conhecida quando sair do governo e começar a andar o Brasil livremente e fazer campanha - declarou.
Mais um mês de inaugurações
Dilma tem ainda mais um mês para participar de inaugurações de obras ao lado do presidente Lula. Ela deve deixar o governo em abril. Como a campanha só começa oficialmente em julho, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, já anunciou que nesses três meses irá percorrer com ela os estados brasileiros para que se torne conhecida.
- Acho que a performance da Dilma está bem, mas o jogo não está ainda definido. Não se sabe qual é a escalação dos times ainda.
Lula elogiou o fato de Serra e Dilma conviverem harmonicamente e menosprezou boatos de que o governador paulista poderia nem entrar na disputa por causa de sua queda nas intenções de voto - ele tem 32% da preferência, enquanto a petista soma 28%.
- O fato de Dilma e Serra aparecerem juntos é um fato inusitado típico da democracia brasileira. As pessoas que são candidatas e que são polêmicas já não se veem mais como inimigas, como antigamente. As pessoas se tratam como brasileiros civilizados que disputam o mesmo cargo.
Para Lula, é uma bobagem achar que algum candidato desiste de disputar um cargo por causa de pesquisas desfavoráveis.
- É uma grande bobagem imaginar que uma pesquisa deixa um candidato com medo com oito meses de antecedência de uma eleição. O jogo está começando, e o jogo está bom. Há um certo equilíbrio. Ninguém consegue ser presidente por antecipação. (Chico de Gois em O Globo)
Um dos articuladores da chapa puro-sangue, o presidente do PPS, Roberto Freire, afirma que as pressões para que José Serra e Aécio Neves se definam é estratégia do Palácio do Planalto. Freire acha que a chapa da oposição será essa mesma, mas defende que os dois só assumam na data limite para as desincompatilizações, no início de abril. “Por que agir de forma afobada, angustiada? A surpresa mostrada pelas pesquisas é que Serra, sem se declarar candidato, lidera em todas contra uma candidata que há dois anos está em campanha. Ao arrepio da lei, desrespeitando as regras eleitorais, o presidente Lula anda com Dilma a tiracolo até em inauguração de pedra fundamental”, cutuca.
Freire diz que Dilma tem mais dificuldades que Serra em formar a chapa, pois depende da convenção do PMDB, que só ocorre em junho. A escolha do vice da candidata do PT, segundo ele, dependerá de quem for melhor para o mercado financeiro e para os grandes grupos econômicos. Acha que a estas alturas o nome do presidente da Câmara, Michel Temer “já caiu no telhado”. (Jornal do Brasil)
Criminalistas aguardam ansiosos o julgamento de um recurso do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, previsto para ocorrer hoje na quinta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa de Dantas pede a anulação das duas ações penais contra ele, incluindo a condenação de primeira instância a dez anos de prisão por corrupção ativa, geradas pela Operação Satiagraha, deflagrada pela Polícia Federal em 8 de julho de 2008. Uma possível decisão favorável ao banqueiro, além de anular todos os processos da Satiagraha, pode legitimar uma estratégia que se proliferou na Justiça nos casos de crimes econômicos: os pedidos de suspeição de juízes.
O pedido de suspeição a ser julgado hoje no STJ foi feito contra o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, responsável pelo julgamento das ações penais geradas pela Satiagraha. De Sanctis coleciona pedidos de suspeição contra si: foram 15 desde 2004, quando a vara da qual é titular passou a julgar apenas crimes financeiros e de lavagem de dinheiro. (Cristine Prestes no Valor) Leia mais.
Articulação pela inclusão de Tasso na chapa começou em Minas
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) deve reunir hoje a cúpula do PSDB e do DEM na festa da inauguração da Cidade Administrativa, a maior obra civil de seu governo, com a perspectiva de ser um dos mentores, e não candidato a vice, da chapa tucana.
De acordo com interlocutores do governador, Aécio há um mês articula o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) como o vice do governador paulista José Serra. A presença de Tasso na chapa poderia beneficiar Serra não apenas pela origem nordestina do parlamentar , mas pelo desestímulo a uma candidatura presidencial de Ciro Gomes (PSB-CE), um antagonista de Serra, mas aliado de Tasso na política cearense.
Após a inauguração da Cidade Administrativa, que leva o nome do presidente Tancredo Neves, avô de Aécio e cujo centenário de nascimento se relembra hoje, Aécio deve viajar a São João Del Rey, origem da família Neves, na companhia de Ciro e do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, também do PSB. (César Felício no Valor) Leia mais.
Inconformidade com candidatura Hélio Costa une Patrus e Pimentel
O PT mineiro tentará adiar a definição de seu rumo eleitoral em Minas Gerais este ano, como forma de ganhar tempo para impedir a consolidação do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), como o candidato lulista ao governo mineiro. A articulação contra Costa deve unir hoje, na reunião da Executiva estadual do partido, as alas vinculadas ao ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e ao ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, que também são pré-candidatos ao governo estadual.
O roteiro estabelecido pelos dirigentes petistas, prevê que o encontro estadual da sigla será transferido de 9 de abril para o fim do mês ou até mesmo maio. Até lá, a expectativa é que o peso relativo do PMDB dentro da aliança diminua. O adiamento já foi tratado pelo presidente estadual do PT, o deputado federal Reginaldo Lopes, que é vinculado a Pimentel, com o presidente nacional da sigla, o ex-senador José Eduardo Dutra. (César Felício no Valor) Leia mais.
O presidente Lula não perde uma oportunidade. Ao receber a secretária de estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, levou a tiracolo a ministra Dilma Rousseff.
Estaria no horizonte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a hipótese de se licenciar do cargo para apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão. Segundo a coluna Panorama Político [jornalista Ilimar Franco], do jornal O Globo, Lula deixaria o cargo entre os meses de agosto e setembro. Com a provável candidatura do vice-presidente, José Alencar, ao Senado, a presidência ficaria nas mãos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), uma vez que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que o antecede na linha sucessória, deve concorrer a vice-presidente na chapa petista. Segundo a coluna, o presidente Lula quer evitar problemas com a Justiça Eleitoral e se dedicar integralmente à tarefa de eleger a sucessora presidente.
Em tempo:Desde o ano passado esse boato circula em Brasília. Semana passada ao retornar de Brasília, o jornalista Valter Xeu insistiu com a tese, que segundo ele, era comentada em todos os locais frequentados por jornalistas. Agora, o Ilimar Franco decidiu apostar na tese. Mais tarde, no Direto da Varanda analisarei essa esdrúxula tese.
O que antes era apenas uma impressão, agora é certeza: o PMDB gaúcho não vai se engajar na campanha da ministra Dilma Rousseff, mesmo que essa seja a ordem da cúpula nacional. Não importa se o vice de Dilma será o deputado Michel Temer. Afinidades são afinidades e a maioria dos líderes do PMDB gaúcho não consegue processar a ideia de subir no palanque de Dilma. Foi isso, em síntese, o que disseram os deputados estaduais do PMDB reunidos na noite de terça-feira com o prefeito José Fogaça no apartamento de Luiz Fernando Záchia.
A ideia era ouvir Fogaça e fazer um relato sobre o sentimento captado nas bases de cada um. O que mais se ouviu foi que a aliança com Dilma era intragável. O próprio Fogaça relatou que em recente visita a Pelotas ouviu dos dirigentes do PMDB que não há como fazer campanha para Dilma. (Zero Hora) Leia mais.
Convencido de que o matrimônio com o PDT nas eleições de outubro está condicionado à inclusão do deputado Pompeo de Mattos como vice de José Fogaça, o PMDB decidiu passar por cima das resistências internas ao parlamentar para não correr o risco de perder o apoio dos pedetistas.
Apesar de parte dos peemedebistas considerar Pompeo uma figura “folclórica”, os caciques do PMDB chegaram à conclusão de que o melhor a fazer para não complicar a aliança com o PDT é acatar a indicação dos pedetistas e tentar aproveitar ao máximo a penetração política do deputado no Interior.
A resignação do PMDB ficou explícita na noite de terça-feira, quando líderes do partido se reuniram com Fogaça para discutir o cenário eleitoral. No churrasco organizado na casa do deputado Fernando Záchia, a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa e os secretários estaduais Marco Alba (Habitação) e Márcio Biolchi (Desenvolvimento) debateram com o prefeito da Capital as vantagens e desvantagens de ter Pompeo ao seu lado na disputa pelo Palácio Piratini. (Fabiano Costa e Marciele Brum no Zero Hora) Leia mais.
Trajetória de polêmicas marca carreira política
Em 28 anos de trajetória política, o deputado Pompeo de Mattos (PDT) coleciona histórias que explicariam a resistência do PMDB.
Barrado na primeira posse em Brasília, em 1999, por andar pilchado, o advogado e bancário foi protagonista de polêmicas que envolveram desde o suposto assédio sexual à neta de Leonel Brizola, Juliana Brizola, até a suspeita de vazamento de depoimento sigiloso na CPI do Tráfico de Armas. No primeiro caso, a crise o levou a renunciar à presidência estadual do PDT, em 2004. No segundo, o campeão de votos chorou em público e chegou a ser ameaçado com a perda do mandato em 2005. Foi inocentado por falta de provas.
Na rotina, o ex-prefeito de Santo Augusto também chama a atenção por seu estilo. À frente da prefeitura, instituiu um dia em que servidores deviam trabalhar pilchados. (Zero Hora) Leia mais.
“Estou cheio de ideias diferentes”
Provável vice de José Fogaça (PMDB) na campanha ao Piratini este ano, Pompeo de Mattos [PDT] conversou por telefone com ZH sobre as resistências a sua indicação. A seguir, a síntese da entrevista:
ZH – Por que há resistência a seu nome no PMDB? Pompeo – É natural. Não sou do PMDB. Tem gente no PMDB que gostaria de estar no meu lugar. A coligação não é dos iguais, mas dos diferentes. Tem gente que imagina que eu, como vice do Fogaça, posso crescer. Crescendo, ocuparia espaço que alguém do PMDB, legitimamente, almeja. ZH – Por que o senhor costuma gerar polêmica? Pompeo – Sou diferente. Qual deputado usa bota e bombacha? Sou mais votado que muitos no PMDB e PT. Minha credencial é essa. O próprio PT deseja mais do que ninguém uma composição com o meu nome. ZH – O senhor pretende fazer algo diferente em seu gabinete? Pompeo – Não tenha dúvida. Não será lugar comum. Nada que crie constrangimento ao governo. O vice deve saber ser discreto. ZH – O senhor conseguirá ser discreto? Pompeo – Por que não? ZH – Se eleito, o que o senhor pretende fazer no Palacinho? Pompeo – Estou cheio de ideias diferentes. Não quero falar, porque vai parecer que sou pedante. Sequer sou candidato confirmado. Estou com muita criatividade. Se chegarmos lá, vou devolver o Palacinho ao povo. (Zero Hora)
Lula deve se licenciar para ajudar Dilma; Sarney assume
Num gesto sem paralelo na história política recente do país, o presidente Lula pretende se licenciar do cargo em agosto e setembro, para se dedicar em tempo integral à campanha da ministra Dilma Rousseff, informa Ilimar Franco. Ao trocar o Planalto pelos palanques, o primeiro presidente eleito pelo PT deixará, ironicamente, a cadeira com José Sarney, o senador que, em 1984, trocou a presidência do PDS pela aliança com Tancredo Neves. Atual presidente do Senado, Sarney (agora no PMDB) é o único na linha sucessória que não disputará as eleições de outubro.
Serra avisa ao PSDB que é candidato
O governador de São Paulo, José Serra, confirmou à cúpula do PSDB que é candidato à Presidência. O tucano deixou clara a disposição de concorrer em jantar com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e em conversas com senadores. Mesmo assim, lideranças do partido receiam que ele recue. Na aproximação com Aécio, nome que Serra quer como vice, o tucano paulista participa hoje da inauguração do novo complexo administrativo de Minas Gerais. Ontem, em homenagem a Tancredo Neves, Serra criticou a tese da "herança maldita" usada pelo PT contra a gestão Fernando Henrique Cardoso. Disse que o PT se beneficiou do Plano Real, do Proer e da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Hillary avalia que Irã engana o Brasil
Brasil e EUA expuseram ontem suas divergências sobre o Irã. Após três horas de conversa com o chanceler Celso Amorim, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, insinuou que Teerã está manobrando a disposição do Brasil e defendeu sanções do Conselho de Segurança da ONU. "Observamos que o Irã vai ao Brasil, à Turquia e à China e conta histórias diferentes para cada um", disse Hillary. “Acredito que só depois da aprovação das sanções o Irã negociará de boa-fé." Amorim insistiu no diálogo e rejeitou a ideia de que o Brasil estaria sendo "enrolado" pelos iranianos. "Temos a visão de que, de modo geral, as sanções têm efeitos contraproducentes", disse o chanceler. Para Lula, “não é prudente encostar o Irã contra a parede".
Para EUA, Irã usa o Brasil
As divergências entre Brasil e Estados Unidos sobre o programa nuclear do Irã provocaram ontem dura reação do governo brasileiro contra Washington. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reiterou que o Brasil tem posições orientadas por sua convicção, e por isso "não vai se curvar" às pressões dos EUA, que defendem sanções contra o Irã. A secretária de Estado, Hillary Clinton, ouviu a afirmação e acusou os iranianos de mentirem sobre planos para a fabricação de armas nucleares e usarem o Brasil como escudo para fugir das punições.
Distritais só vão julgar Arruda depois do STF
Alinhada com a defesa do governador, Câmara Legislativa aguardará a decisão do Supremo sobre o habeas corpus para, no fim da tarde, votar o pedido de impeachment. Ministro Marco Aurélio recebe do advogado Nélio Machado a promessa formal de Arruda de se manter fora do Buriti, mas afirma que não há negociação no STF.
Gestores fogem de riscos e contêm aplicações na bolsa
A instabilidade dos mercados neste início de ano e a incerteza sobre a tendência das aplicações fizeram os gestores de recursos reduzir drasticamente suas apostas na bolsa. Historicamente, os fundos multimercados, que buscam ganhos em diversos tipos de ativos, aplicam entre 10% e 15% do patrimônio em ações. "Essas posições estão hoje próximas a zero", afirma Fernando Lovisotto, diretor da consultoria RiskOffice, especializada em gestão de risco. "Voltou a sensação de medo", acrescenta o sócio e economista da Modal Asset Management, Alexandre Póvoa. A opinião dos dois especialistas reflete o pensamento da maioria dos gestores de fundos multimercados. Os problemas fiscais na Europa e o plano do presidente americano, Barack Obama, para o setor financeiro acabaram com o bom humor que se via no mercado nas primeiras semanas de 2010, levando o Índice Bovespa a fechar ontem em 67.641 pontos, com queda de 1,38% no ano. A palavra de ordem é reduzir os riscos das carteiras. Ninguém quer ser pego de surpresa, como aconteceu no início da crise global.
Chile volta a tremer
Novos abalos, o maior de 6 graus na escala Richter, levaram pânico a Santiago e diversas cidades, ontem, quatro dias após o terremoto que matou mais de 800 no país. Casal chileno, “preso” em Jaboatão, critica consulado e empresa aérea.
Aécio cita tancredo e descarta vice: "Não adianta empurrar"
Ao participar em Brasília de solenidade dedicada ao centenário de Tancredo Neves, que teve um busto inaugurado no Salão Nobre do Senado, o governador de Minas voltou a descartar a possibilidade de compor uma chapa encabeçada pelo colega paulista, José Serra, com quem se encontrou durante a sessão. Neto e herdeiro político de Tancredo, Aécio declarou que sua participação na campanha presidencial terminou em dezembro. E foi ainda mais incisivo ao relembrar uma frase do avô: "Não adianta me empurrar. Porque empurrado eu não vou".
Como a polícia descobriu os matadores de Eliseu
Policiais civis levaram exatas cem horas para rastrear a quadrilha responsável pela morte do secretário de Saúde de Porto Alegre. Desde que Eliseu Santos, 63 anos, foi morto com dois tiros, na noite de sexta-feira, mais de 30 agentes e peritos palmilharam endereços, coletaram fios de cabelos, recolheram amostras de sangue e saliva e pernoitaram dentro de carros à espreita de suspeitos. Tudo, até identificar um dos assassinos e comprovar que é dele o DNA coletado na cena do crime. Zero Hora descreve os bastidores de uma das mais rápidas e científicas investigações da crônica policial gaúcha.