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02.03.2010 | 20:09:54
Sucessão no Maranhão

Goela abaixo

O jornal o Estado do Maranhão, na edição de sexta-feira passada, publicou a coluna Panorama Político do Ilimar Franco, que inicia com uma nota reveladora do medo que Sarney e Roseana Sarney sentem com respeito à candidatura de Flávio Dino ao governo do estado.

A íntegra da nota (Goela Abaixo) é a seguinte: “Em almoço da ministra Dilma Rousseff com o PCdoB, anteontem, o presidente do PT, José Eduardo Dutra pediu que o partido retire a pré-candidatura do deputado Flávio Dino ao governo do Maranhão e apóie a reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB). O presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), já havia feito o pedido ao presidente Lula em café da manhã no mês passado”.

Com a publicação no jornal dos Sarney, agora é oficial: o esperto senador deseja obstinadamente afastar Flávio Dino da disputa com sua filha pelo governo do estado. Eles têm pavor do que Dino representa: um político inatacável, que se destaca pelo brilhantismo de sua atuação na Câmara Federal e que hoje é ponto de referência em qualquer assunto que envolva os interesses maiores do Maranhão. Todos o procuram porque confiam nele. (José Reinaldo Tavares no Jornal Pequeno) Leia mais.

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02.03.2010 | 20:01:13
Sucessão no Ceará

PP confirma apoio à reeleição de Cid Gomes

O presidente regional do PP, deputado federal José Linhares, confirmou, nesta terça-feira: seu partido fechou apoio à reeleição do governador Cid Gomes (PSB). Ele explicou que Cid vem gerindo o Estado com “competência” e tocando uma série de projetos que mudarão o contexto da infraestrutura em várias regiões do Estado.

“O Cid é um grande gestor, além de um político hábil e que age sem preconceitos. É do PSB, que integra a base do Lula. Nós o apoiamos certos de sua vitória”, adiantou o parlamentar, que, no embarque, conversou com o consultor de marketing do PP, o jornalista Macário Batista, sobre estratégias da legenda para as próximas eleições.

Sobre as eleições para o Senado, o deputado federla José Linhares informou que o PP fechou apoio ao nome do presidente regional do PMDB, deputado federal Eunício Oliveira. Com relação ao segundo nome, disse que o assunto será resolvido até o fim do mês. (Blog do Eliomar em O POVO Online)

Pimentel já admite disputar Senado

Sempre reticente quanto à disputa pelas vagas no Senado que serão preenchidas nas eleições deste ano, o ministro da Previdência, José Pimentel (PT), deu o primeiro sinal de que está disposto a entrar na briga. Ontem, mal chegaram as "águas de março" que Pimentel dizia esperar, o ministro disse ser "um militante do partido" e que acataria a decisão do PT - que há meses ostenta a ideia, mesmo sem apoio explícito do governador Cid Gomes (PSB) e do PMDB de Eunício Oliveira, de lançar candidato a senador.

Mesmo sem se apresentar como o nome para ocupar o posto, Pimentel foi categórico quanto à decisão do PT. "O Partido dos Trabalhadores vai ter candidato ao Senado no estado do Ceará".

Ele também indicou que o partido está pronto para firmar posição de manter a vice-governadoria na possível chapa para reeleição de Cid. "O PT já tem muita maturidade para enfrentar esses debates", avaliou.
(Gabriel Bomfim e Eliomar de Lima em O POVO) Leia
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02.03.2010 | 19:45:48
Sucessão no Pará

Novo chefe da Casa Civil tem árdua missão

Responsável a partir de hoje pela articulação política do governo Ana Júlia Carepa, o novo chefe da Casa Civil, Everaldo Martins, terá muito trabalho e precisará se dividir em duas frentes: a primeira, mais urgente, é garantir votos na Assembleia Legislativa para aprovar dois pedidos de autorização de empréstimo que serão usados na contrapartida das obras do Programa de Aceleração do Crescimento no Pará (PAC).

A segunda frente tem como objetivo atrair, para a aliança com o PT, partidos que resistem a um acordo. Entre esses o maior é o PMDB que foi decisivo para a eleição de Ana Júlia nas eleições de 2006 e é visto pela direção nacional do PT como essencial para garantir a reeleição, além de ajudar na campanha de Dilma Rousseff à presidência. Não por acaso, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e o ministro das relações Institucionais, Alexandre Padilha, entraram em campo para garantir o avanço das negociações, mas até agora sem muito sucesso. (Diário do Pará) Leia 
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02.03.2010 | 19:40:24
Sucessão no Acre

PMDB terá chapa pura nas eleições

Em coletiva realizada ontem de manhã na sede do partido em Rio Branco, o deputado federal Flaviano Melo, presidente regional do PMDB e principal liderança da sigla no Estado, disse que depois esperar, “o quanto foi possível”, os demais partidos de oposição, o PMDB terá candidato ao governo, às duas vagas do Senado e chapa própria para deputado estadual e federal.

O vereador Rodrigo Pinto foi confirmado como pré-candidato ao governo, o senador Geraldinho Mesquita como candidato à reeleição e o ex-deputado federal João Correia como pré-candidato à segunda vaga do Senado.

Outrora considerado o maior partido das Américas e detentor de todos os cargos majoritários do Estado na década de 1980, o PMDB promete ressurgir das cinzas com sua campanha do 15 e do azul nas eleições deste ano no Acre. (Charlene Carvalho no Página 20) Leia mais.

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02.03.2010 | 19:30:25
Sucessão no Paraná

PT deixa o governo de Requião

A executiva do PT do Paraná decidiu, em reunião ontem à noite, determinar que os filiados deixem o governo de Roberto Requião (PMDB). Entre eles estão os secretários da Agricultura, Valter Bianchini, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto. Na mesma reunião, o partido optou por avançar nas conversas de aliança com o senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo, enviando-lhe um documento com diretrizes básicas de um programa de governo.

Apesar de reforçar que a participação no governo foi uma decisão correta e que há concordância com a maioria dos programas e políticas públicas, o PT justificou que o rompimento se deve às acusações feitas por Requião ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que pretendia fazer pagamento superfaturado para construção de um ramal ferroviário entre Guarapuava e Ipiranga. O ministro negou a acusação e disse que estudaria possível ação judicial. (Evandro Fadel na Agência Estado) Leia
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02.03.2010 | 14:13:39
Aperfeiçoamento

PSDB aprova projeto que cria benefício extra ao Bolsa Família e PT critica uso eleitoral

O Bolsa Família, programa considerado o carro chefe do governo federal nas eleições deste ano, virou alvo nesta terça-feira da disputa política entre petistas e a oposição. Sem o apoio do PT, os tucanos conseguiram aprovar na Comissão de Educação do Senado projeto que cria um benefício adicional ao Bolsa Família para os alunos que tiverem bom desempenho escolar.

O PT acusa a oposição de fazer uso político da proposta em ano eleitoral. Como os tucanos foram os criadores do Bolsa Família na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os petistas afirmam que o objetivo dos tucanos é mostrar que o projeto elaborado por eles é mais viável do que aquele aperfeiçoado durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. (Gabriela Guerreiro na Folha Online) Leia mais.

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02.03.2010 | 13:21:02
Direto da Varanda: Chico Bruno

A situação do PT que Dirceu não explicou

“Finalmente, há Estados em que a situação continua indefinida como Amapá e Roraima, mas que não mudam o cenário nacional”.

Esta frase está escrita em uma análise feita por José Dirceu, em seu blog, acerca da situação do PT nas 27 unidades da Federação.

Infelizmente, José Dirceu não descreveu o que acontece com o PT nesses dois Estados, talvez por que raciocina “que [Amapá e Roraima] não mudam o cenário nacional”. 

Por isso, me proponho a tentar a explicar o que ocorre com o PT do Amapá e de Roraima.

Realmente a situação do PT nestas duas unidades da Federação é complicada.

Em Roraima o líder do Governo Lula no Senado, Romero Jucá (PMDB) vai disputar a reeleição na chapa do governador Anchieta Junior (PSDB).

O que deixa o PT local numa situação delicada, pois a Executiva Nacional pode fazer o partido em Roraima ceder aos encantos de Jucá.

Além da candidatura a reeleição do governador tucano, são pré-candidatos: o ex-governador e deputado federal Neudo Campos (PP), cujo partido faz parte da base aliada de Lula, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB), que faz oposição ao governo petista, e o médico cardiologista Petrônio Araújo (PHS).

O PT corre o risco em Roraima de não participar da eleição majoritária ou lançar uma candidatura a governador apenas para ter um palanque para Dilma.

No Amapá, o PT faz parte do grupo comandado pelo senador José Sarney (PMDB), que tem três pré-candidatos ao governo e na verdade não tem nenhum, pois todos dependem da decisão do governador Waldez Góes (PDT) se fica governador ou concorre ao Senado, que, segundo a imprensa, será proferida no próximo dia 27.

Enfiado até o pescoço neste imbróglio, o PT do Amapá está pelo menos em situação mais confortável do que o de Roraima, haja vista, que pode deixar o grupo de Sarney e voltar a fazer uma aliança com o PSB, seu tradicional aliado até 2002.

Como a afirmação de Dirceu tem um pouco da visão de políticos e jornalistas Sul/Sudeste que desprezam os pequenos Estados do Norte do país, é que me dispus a fazer esses esclarecimentos. 

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02.03.2010 | 12:48:57
Direto da Varanda: Chico Bruno

Dilma em campanha

Estou assistindo a cerimônia de inauguração de unidade industrial da Case New Holand (CNH) da Fiat, em Sorocaba, pelo TV NBR, o canal 146, da SKY, com a presença de Lula e comitiva.

Tomei um susto ao ver a mestre de cerimônia Cristiane Pelajo anunciar a fala de Dilma.

Daí vale a pergunta:

Porque a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) discursou, logo após a fala do ministro da área Miguel Jorge?

Não encontro nenhuma razão para o discurso da ministra, a não ser que tenham negociado sua fala como contrapartida da presença de Lula.

Só o TSE não enxerga a campanha presidencial subliminar de Dilma.

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02.03.2010 | 11:26:03
Direto da Varanda: Chico Bruno

Será que o PSDB vai morrer na praia?

Em 2002, Serra disputou a presidência da República e perdeu para Lula.

A campanha de Serra pegou a corda de que não deveria ser o candidato de FHC e cometeu o erro estratégico de não defender o governo em que atuou durante sete anos, dos ataques de seus concorrentes Lula, Ciro e Garotinho.

Em 2006, Serra nadou, nadou e morreu na praia atropelado por Geraldo Alckmin. Neste episodio quem errou foi o PSDB, que fez uma escolha equivocada.

Agora em 2010, Serra é um gato escaldado.

Os acontecimentos de 2002 e 2006 estão frescos em sua memória. Vai ser difícil tirar Serra da estratégia que ele traçou. Até agora ele não pegou as cordas que arremessaram. Segue impávido na sua.

Fosse Serra petista e seria mais fácil tocar a estratégia traçada, pois no PT, dos dias de hoje, o pragmatismo é o norte.

Está aí a pré-candidatura de Dilma Rousseff, tirada da cartola de Lula, para provar a tese.

Já o tucanato é o contrário. É um saco de gatos. Todos miam ao mesmo tempo e ninguém se rende a estratégia de Serra.

Basta ver que a pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana trouxe de volta uma eventual candidatura do governador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.

Alegam os tucanos que defendem a tese, que Aécio iria embaralhar o xadrez da sucessão, pois existe a possibilidade da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), perder o PMDB para Aécio.

A tese, gestada em Minas, trabalha com a hipótese do PSDB abrir mão da candidatura ao governo de Minas e apoiar o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB).

Segundo os tucanos mineiros, Dilma não teria o apoio do PSB, pois Aécio atrairia Ciro Gomes para ser o candidato a vice-presidente de sua chapa.

Com Ciro na chapa, Aécio pretenderia dividir o eleitorado do Nordeste, única região em que Dilma lidera as pesquisas.

Interessado nessa composição, o PMDB mineiro garantiria a Aécio dois terços dos diretórios peemedebistas.

Afinal ao sacrificar a candidatura tucana ao governo de Minas, Aécio estaria firmando o compromisso de que o PSDB tratará o PMDB como aliado de primeira hora numa eventual vitória.

Os tucanos mineiros apostam, ainda, que Aécio atrairá o PDT e o PP, que já tinham conversado sobre a possibilidade de apoiá-lo, antes de ele optar pela candidatura ao Senado.

Se esse imbróglio de se tornar realidade, dizem os defensores da tese, que o PT precisaria rever seu posicionamento, haja vista que Minas é quem irá decidir a eleição presidencial.

A tese é bonita, mas não traz nenhuma informação de como ficaria a situação em São Paulo, com Serra mais uma vez preterido.

Se o tucanato não fosse um saco de gatos, o correto seria fundir a tese mineira, sem Ciro e o PDT, com a estratégia de Serra, consolidando uma chapa café com leite com Aécio de vice, apoiando Hélio Costa para governador de Minas e trazendo o PP para uma aliança.

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02.03.2010 | 11:23:12
Marco Antônio Villa na Folha de S.Paulo

A oposição e seus desafios

A oposição vai ter uma difícil tarefa. Não será nada fácil vencer a eleição de outubro. A aliança política que dará sustentação à candidatura oficial vai de Paulo Maluf a José Rainha. O grande capital vai se somar às centrais sindicais. Os especuladores estrangeiros estarão de mãos dadas com os dirigentes dos "movimentos sociais". O presidente Lula usará -como já está usando- a máquina oficial. Para ele, não será uma simples eleição: joga o seu futuro político. Se a sua preposta perder, ele dificilmente terá chances de voltar à Presidência em 2014.
É sabido que a ministra Dilma Rousseff é uma candidata politicamente pesada, sem jogo de cintura, com dificuldade de comunicação e inexperiente em campanhas eleitorais. Foi uma jogada arriscada de Lula. Ele tinha outras alternativas dentro do PT. A opção por Dilma foi para ter controle absoluto da campanha e de uma eventual Presidência.
A candidata é neófita no PT, não tem história no partido. Nos sete anos como ministra, não estabeleceu relações mais estreitas com o Congresso Nacional, muito menos com as principais lideranças partidárias. Basta consultar sua agenda em 2009. Leia mais.

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02.03.2010 | 11:21:39
Nas Entrelinhas: Alon Feuerwerker

Chega de sofrimento

Registrei em dezembro (“Rumo ao plebiscito”) que a oposição previa mudanças dramáticas nas pesquisas que viriam. Foi captado por estes tímpanos que a terra há de reciclar. Assim, se há alguém sem razão para surpresa com o estreitamento da margem entre José Serra e Dilma Rousseff, é a própria oposição.

Tal previsão, entretanto, não produziu um movimento capaz de colocar no jogo, para valer, o pessoal que deseja tirar o PT do Palácio do Planalto (cuja reforma, aliás, anda de vento em popa). As últimas pesquisas foram ruins? Sim, mas está longe de ser o maior problema de tucanos e democratas. Grave é não terem ideia de como tentar brecar o avanço do governismo e pelo menos zerar o vetor da iniciativa política. Se têm, escondem muito bem.

Por que a oposição não consegue retomar a iniciativa? Será porque o governo de Luiz Inácio Lula da Silva é bom? No passado, o PT conseguia opor-se até a aumento salarial para professor. Quem deseja, de verdade, travar a luta política acaba dando um jeito de encontrar a brecha. (Correio Braziliense) Leia mais.

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02.03.2010 | 11:07:16
Brasília-DF: Luiz Carlos Azedo

Pela metade

A última pesquisa DataFolha sobre a corrida para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pôs em xeque o favoritismo do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que caiu de 37% para 32% na preferência dos eleitores. E aumentou ainda mais a expectativa de poder em torno da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), que subiu de 23% para 28% de intenções de voto. Petistas comemoram o resultado com uma espécie de “já ganhou”, que em outras circunstâncias seria um suicídio, mas neste ambiente pré-eleitoral é tudo o que precisam para manter o amplo bloco de forças da coligação governista sem ter que definir agora quem será o vice de Dilma. 
O governador José Serra, porém, recebeu o resultado da pesquisa com sangue-frio, não teme um xeque-mate. O que os adversários dizem ser um copo que se esvazia, avalia como um copo cheio o suficiente para matar a sede de poder da oposição. Ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), que alguns responsabilizam pela redução da diferença em relação a Dilma em São Paulo, Serra disse ontem que a petista ainda vai crescer um pouco mais. Porém, não o suficiente para derrotá-lo.
Entre os aliados de Serra, também é grande a expectativa em torno dos dois encontros com o governador de Minas, Aécio Neves, previstos para amanhã, em Brasília e em Belo Horizonte, nos quais tudo poderia acontecer. Paulistas torcem para que Aécio aceite a vice; mineiros, que Serra desista da candidatura presidencial. Por ora, é mais provável ficar tudo como está. (Correio Braziliense)

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02.03.2010 | 11:01:57
Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo

Em tese

O lançamento de Aécio Neves (PSDB-MG) como vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB-SP) poderia reverter a queda dele, demonstrada pelo Datafolha, nas pesquisas presidenciais? De acordo com aliados dos líderes tucanos que estudam os números, o crescimento que Serra teria em Minas se reverteria hoje em dois pontos no levantamento nacional. "Ajuda, mas não resolve", diz um tucano. O impacto maior seria político, especialmente se Aécio conseguisse embaralhar a aliança partidária que hoje se forma em torno de Dilma Rousseff.

Em números

Pelos dados mais recentes do Datafolha em Minas, Serra tinha, em dezembro, 39% das intenções de voto no Estado. Aécio tinha 57%. Ou seja, na melhor das hipóteses, transferiria 18 pontos para Serra -o que equivaleria aos cerca de dois pontos nacionais, já que Minas tem 10% do eleitorado do país.

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02.03.2010 | 10:54:10
Vinícius Torres Freire na Folha de S.Paulo

Aécio, fiel ou infiel da balança?

NA melhor das hipóteses para a oposição, a disputa do eventual candidato tucano José Serra contra a lulista Dilma Rousseff será muito apertada, como ficou muito evidente nos resultados da pesquisa Datafolha, publicada no domingo por esta Folha. Trata-se de um aperto que pode em breve se tornar sufocante para o PSDB e seu ainda inefável candidato.
Os empecilhos maiores da oposição ora parecem os seguintes:
1) pelo menos 42% dos entrevistados pelo Datafolha dizem que votariam "com certeza" num candidato apoiado por Lula. No Nordeste, são 56%. É a região onde há mais resistência ao tucanato, menos base política para o PSDB e, enfim, onde as transformações socioeconômicas dos anos Lula foram sentidas com mais intensidade pelo cidadão comum;
2) Lula, tido como "bom/ótimo" por 73% dos ouvidos na pesquisa, ainda não apareceu oficialmente na TV pedindo votos a Dilma, dia após dia, como no horário eleitoral. Um terço do eleitorado ainda não sabe que Lula apoia Dilma;
3) afora a hipótese de nova catástrofe na economia mundial, a sensação de bem-estar material no Brasil vai crescer ao longo do ano;
4) a oposição não tem "discurso", como se diz. Leia mais.

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02.03.2010 | 10:48:53
Tudo pelo voto

Maquiagem camufla os atrasos nas obras do PAC

O governo federal maquiou balanços oficiais para encobrir um mega-atraso nas principais obras do PAC. Três de cada quatro ações destacadas no primeiro balanço do programa não foram cumpridas no prazo original.
Lançado em 2007 com o objetivo de impulsionar a economia, o Programa de Aceleração do Crescimento é usado hoje pelo presidente Lula para certificar o que seria a capacidade de gerenciamento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Pré-candidata ao Planalto, foi apelidada por Lula de "mãe do PAC".
No início do mês passado, Dilma comandou a divulgação do balanço de três anos do programa afirmando que 40% das ações previstas haviam sido cumpridas até aquele momento. Nas principais obras, apontava conclusão de 36%.
Mas esse documento oficial, fartamente ilustrado, passa ao largo dos gargalos de calendário: nele é divulgada uma profusão de carimbos verdes com a palavra "adequado" para cada uma das principais obras, com pequenas exceções de carimbos amarelos ("atenção") e vermelhos ("preocupante"). (Eduardo Scolese e Ranier Bragon na Folha de S.Paulo) Leia mais.

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02.03.2010 | 10:34:42
Relatório

EUA citam Arruda e Sarney como exemplos de corrupção

O Departamento de Estado dos EUA divulgou ontem um relatório em que diz ver a corrupção no Brasil como "preocupante" e que "escândalos políticos domésticos" não param de ser revelados pela imprensa.
O diagnóstico, que se refere a 2009, é elaborado anualmente por ordem do Congresso americano e traça um painel da situação das drogas e da lavagem de dinheiro no mundo, entre outros crimes. O documento usa dados da inteligência dos EUA e informação oficial dos países citados.
"Num caso sofisticado, o presidente do Senado, que também é ex-presidente do Brasil, foi acusado de uma série de impropriedades, até mesmo de ter uma conta bancária ilegal no exterior", diz o relatório sobre José Sarney (PMDB-AP).
"Políticos do bloco de oposição, como o governador de Brasília (sic), também estão sob investigação por práticas de corrupção", afirma o governo americano acerca do governador afastado do DF, José Roberto Arruda (sem partido).
Segundo o Departamento de Estado, "processos por crimes de corrupção no governo continuam lentos e poucas condenações na esfera administrativa foram registradas em 2009".
O governo dos EUA diz que o Brasil é um dos maiores destinos de lavagem de dinheiro, junto com França, Alemanha e Canadá. A chancelaria continua acreditando que a região da Tríplice Fronteira é fonte de financiamento para terroristas e recomenda leis para criminalizar atividades com esse fim.
O relatório aponta ainda o aumento do consumo de drogas no Brasil e o uso do país como rota para o tráfico internacional. Afirma também que é o segundo maior consumidor de cocaína, atrás apenas dos EUA.
Segundo o governo americano, o crescimento decorre do grande número de voos internacionais, "das incontáveis pistas clandestinas de pouso e de uma enorme e violenta rede de criminalidade que faz a distribuição da droga".
A Polícia Federal disse que não poderia comentar o relatório sem antes ler o conteúdo e o que diz a respeito do Brasil.
(Vinícius Queiroz Galvão na Folha de S.Paulo)

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02.03.2010 | 10:31:29
Sucessão de Lula

Marina mira mulheres, cristãos e classes C e D

As classes populares (C e D) e sobretudo o eleitorado feminino cristão são hoje alvos prioritários do PV na pré-campanha da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República.
Coordenadores da pré-campanha constataram que devido ao altíssimo grau de desconhecimento do eleitorado sobre a candidatura é necessário aumentar o grau de exposição de Marina neste segmento, no qual historicamente a penetração do PV é baixa.
Conforme dados da última pesquisa Datafolha, de fevereiro, 44% dos entrevistados não conhecem Marina. Entre os 56% que sabem quem ela é, 30% a conhecem "só de ouvir falar" e 19% "só conhecem um pouco". O melhor desempenho de Marina é entre o eleitorado com curso superior (13% das intenções de voto) e o que recebe de cinco a dez salários mínimos (11%). Os piores índices são justamente entre os eleitores com ensino fundamental (7%) e rendimentos de até dois salários mínimos (8%).
A estratégia do PV explica a participação de Marina na semana passada nos programas de Ratinho e de Netinho, do SBT, e ontem à noite no programa católico de Gabriel Chalita, na TV Canção Nova. Nestes programas, ela tem falado sobre a biografia, as dificuldades da infância e adolescência, os elos com a religião católica -seu sonho era ser freira -, e sobre como enfrentou preconceitos de gênero na família. (Malu Delgado na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal e do UOL leia
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02.03.2010 | 10:26:48
Painel: Renata Lo Prete

Cara de paisagem

Embora incomodada, a cúpula do DEM decidiu não reagir publicamente à sugestão, feita por Fernando Henrique Cardoso, de que Tasso Jereissati seja vice de José Serra caso Aécio Neves rejeite a missão.
O silêncio tem dois motivos. Primeiro, os "demos", empenhados em convencer Aécio, avaliam que a intervenção do ex-presidente não contribui para o sucesso da tarefa. O segundo motivo diz respeito à imagem do partido. Alquebrado, o DEM sabe que não está em condições de exigir assento na chapa. Mas uma coisa é abrir mão para Aécio, o vice dos sonhos. Outra é ver o PSDB passar a procurar opções dentro de casa sem nem mesmo consultar seu parceiro preferencial. (Folha de S.Paulo)

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02.03.2010 | 09:29:38
Educação

Federais ainda têm 45% das vagas

A terceira e última etapa de inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para instituições federais de ensino superior começou ontem com quase metade das vagas ainda disponíveis. Das 47,9 mil oferecidas, sobraram 21.701 vagas (45,3% do total) após duas rodadas de matrículas em todas as 51 instituições que participam da seleção.

As inscrições no site vão até amanhã e os resultados serão divulgados na sexta-feira. Pela primeira vez a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é usada como forma de seleção unificada para parte das universidades federais.

O Ministério da Educação atribuiu o fenômeno à falta de compromisso social de muitos estudantes, que teriam feito a inscrição no sistema online mesmo sem a intenção de se matricular nos cursos. Segundo o ministério, o baixo índice de matrículas confirmadas surpreendeu, pois o mesmo sistema é utilizado há alguns anos no Programa Universidade Para Todos (ProUni) sem que tivesse havido um número significativo de inscrições não confirmadas. (Luciana Alvarez em O Estado de S.Paulo) Leia
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02.03.2010 | 09:22:45
Dora Kramer em O Estado de S.Paulo

Pacto sinistro

Qual seria a opinião da combativa Dilma Rousseff se um presidente soi-disant de esquerda, de país democrático, autor de um plano de defesa dos direitos humanos que visitasse o Brasil durante a ditadura militar e ignorasse os presos e torturados, tripudiasse de suas agruras, para se confraternizar com o regime?
A dúvida não inclui o então sindicalista Luiz Inácio da Silva, que já se manifestou mais de uma vez sobre sua alienação a respeito do que se passava no País para além do ufanismo do "Brasil grande" em que a economia era celebrada e as liberdades, as garantias e os direitos civis ignorados.
Mal comparando, é mais ou menos como ocorre hoje em relação ao caráter excludente entre os conceitos de ética e governabilidade.
Refém do autoritarismo, prisioneira nos subterrâneos do arbítrio, a jovem militante Dilma teria todos os motivos para desconfiar da sinceridade dos propósitos democráticos do governante em questão.
Pois é exatamente essa semente da suspeição que Lula plantou nas mentes que tanto o admiram no plano internacional com as declarações desumanas que fez em Havana a respeito da greve de fome, da morte e em apoio ao tratamento que a ditadura cubana conferiu ao caso do dissidente Orlando Zapata.

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02.03.2010 | 09:20:09
Editorial: O Globo

Lição democrática

A Justiça da Colômbia deu, na última sexta-feira, uma bela lição sobre como devem funcionar as instituições republicanas na América Latina. Por sete votos a dois, a Corte Constitucional desautorizou a Lei 1.354, de 2009, que determinava a convocação de um referendo sobre a segunda reeleição consecutiva do presidente Álvaro Uribe. Diante da elevada popularidade de Uribe, ela seria aprovada, e ele, reeleito.

A decisão na Colômbia inverteu a tendência dominante na América Latina, nos últimos anos, de estender, através de referendos e alterações constitucionais, a permanência no poder de líderes eleitos. O pioneiro foi o presidente da Venezuela, que fez aprovar a reeleição ilimitada. Com isso, já está há dez anos no poder e pretende ficar pelo menos outro tanto.

Nada a ver com a democracia representativa. Bolívia e Equador, discípulos de Chávez, caminharam na mesma direção. A corte colombiana restabeleceu o princípio da alternância das forças políticas no poder, essencial ao regime democrático. Leia mais.

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02.03.2010 | 09:09:53
Arrudagate

Foi um dinheiro que Roriz mandou eu receber

Apontada entre os políticos que teriam embolsado propina do mensalão do DEM no Distrito Federal, a deputada distrital Eurides Brito (PMDB) decidiu quebrar o silêncio e partir para a ofensiva contra o exgovernador Joaquim Roriz (PSC). Ela diz que era de Roriz o dinheiro que recebeu de Durval Barbosa e guardou na bolsa num dos vídeos mais conhecidos da Operação Caixa de Pandora da PF. Eurides acusa o ex-aliado de tramar o escândalo para atingir o governador afastado José Roberto Arruda (ex-DEM) e avisa que não vai renunciar ao mandato.

Para a assessoria de Roriz, a versão da deputada é “fantasiosa”.

O GLOBO: Como explica o vídeo em que aparece guardando maços de dinheiro na bolsa? EURIDES BRITO: Foi um dinheiro que o Roriz mandou eu receber. Fiz uma dissidência no PMDB para apoiar Arruda (em 2006). O tempo ia passando, e as bases indo para o Arruda. Um dia, procurei o governador (Roriz) e disse que não podia esperar mais. Ele bateu no meu ombro e disse: “Pode ir. Se precisar de mim para alguma reunião, pode me convidar que eu vou”. (Bernardo Mello Franco em O Globo) Leia mais.

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02.03.2010 | 08:58:42
Sucessão mineira

PT e PMDB perto de um acerto

Ministro das Comunicações, Hélio Costa diz que aliança entre os dois partidos não é mais problema e que em 15 dias farão pronunciamento sobre o nome do candidato ao governo. Ele também garantiu que o vice-presidente José Alencar (PR) não será candidato a governo do estado, nome lançado como alternativa para o impasse entre PMDB e PT. “Isso já é assunto velho”, afirmou. Segundo ele, os entendimentos entre as duas legendas avançaram positivamente. “Estamos muito bem posicionados e caminhando para um entendimento”. Ele disse que a aliança PMDB/PT em Minas não é mais problema para a direção nacional dos dois partidos e que está “fechado” com a candidatura da ministra Dilma em Minas.

Segundo aliados dos dois pré-candidatos ao governo pelo PT – o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel –, a orientação para abrir mão em favor de uma possível candidatura de Costa partiu do próprio presidente Lula, que não quer palanque dividido no segundo maior colégio eleitoral do país. (Alessandra Mello no Estado de Minas) Leia mais.

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02.03.2010 | 08:10:07
Cautela e caldo de galinha

Na mesma praça, na mesma data, o mesmo político...

Em março de 2006, José Serra, que na época era prefeito de São Paulo, fazia o PSDB e seus aliados viverem um momento muito parecido com o que enfrentam hoje: estavam todos também à espera de o tucano decidir se iria ou não se candidatar ao Planalto. Há exatos quatro anos, em 2 de março de 2006, reportagem publicada pelo GLOBO mostrava que o partido colocava nas mãos de Serra a decisão sobre sua candidatura à Presidência. E mais: que a cúpula do PSDB queria que ele assumisse sua pré-candidatura até o dia 10 daquele mês, mas o então prefeito pedia mais tempo para se decidir. Ele acabou abrindo mão da disputa dentro do PSDB com o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, escolhido candidato e depois derrotado pelo presidente Lula na disputa.

— A repetição dos fatos mostra que ele tem uma personalidade que gera um comportamento mais cauteloso. Como toda característica, a cautela tem um lado positivo e outro negativo. (Carolina Benevides em O Globo) Leia mais.

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02.03.2010 | 08:01:07
Fórum Democracia e Liberdade de Expressão

Palocci critica ideias governistas sobre imprensa

Um dos coordenadores da campanha presidencial da petista Dilma Rousseff, o exministro e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) disse ontem, no Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, que discorda do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 no tema comunicação. Para ele, não há necessidade de um órgão para fazer com que a mídia cumpra a Constituição.

— Vez ou outra aparece no governo e em outros setores a ideia de interferência estatal na qualidade da comunicação, como aconteceu no Plano Nacional de Direitos Humanos. Não quero condenar o PNDH, mas não concordo com a forma como foi colocada a questão da mídia — disse Palocci, antes de frisar que o Estado não pode dizer a maneira adequada de os jornais funcionarem.

Palocci lembrou que os veículos de comunicação têm seus próprios leitores para fazer esse controle.

— Tenho uma visão diferente da que foi colocada no PNDH3. (Soraya Aggege, Leila Suwwan e Tatiana Farah em O Globo) Leia mais.

Especialistas veem riscos à liberdade de imprensa

Jornalistas, intelectuais e dirigentes de veículos de imprensa demonstraram ontem preocupação com o futuro da liberdade de expressão no Brasil. Enquanto jornalistas de Venezuela, Equador e Argentina narravam a situação de cerceamento à imprensa em seus países, os brasileiros mostraram temor diante das propostas de novas leis que regulem o setor.

No 1° Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Millenium, em São Paulo, os especialistas afirmaram que o Brasil corre risco de se aproximar da política de comunicação do governo Hugo Chávez, que suspendeu concessões de emissoras de rádio e TV, ou do projeto de lei que tramita no Congresso argentino, com limitações ao trabalho da imprensa. (Soraya Aggege, Leila Suwwan e Tatiana Farah em O Globo) Leia mais.

Ministro rechaça controle de imprensa

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que o governo federal não aprovará mecanismos de controle social dos meios de comunicação. E descartou a adoção de medidas de controle propostas pelo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), como o cancelamento da concessão de emissoras, em caso de violações de direitos humanos.

— Essa questão é puramente da alçada do Congresso Nacional. Você pode fazer a sugestão que quiser, mas quem decide sobre esses direitos e concessões no Brasil é o Congresso. Não há a menor possibilidade, pelo menos neste Congresso e no próximo, que isso venha a acontecer no Brasil — disse Costa, em entrevista no 1° Fórum Democracia e Liberdade de Expressão. (Leila Suwwan, Soraya Aggege e Tatiana Farah em O Globo) Leia mais.

Cumplicidade contra liberdade

Dono da RCTV, emissora fechada pelo governo de Hugo Chávez, Marcel Granier se queixa do silêncio dos países vizinhos, principalmente do Brasil.

O GLOBO: O senhor queixouse do presidente Lula, por ele posar em fotos abraçado aos irmãos Raúl e Fidel Castro. MARCEL GRANIER: Pareceume muito contraditório e prejudicial a sua imagem de democrata. O presidente Lula, sendo democrático, presidente de um país que crê na liberdade e nos direitos humanos, se abraçar a Fidel Castro, um ditador que tem presos políticos e que permite e se esforça pela morte desses presos políticos. (Tatiana Farah em O Globo) Leia mais.

O governo elogia a tirania

Para o sociólogo Demétrio Magnoli, um eventual governo Dilma Rousseff poderá trazer riscos à liberdade de imprensa porque fortalecerá correntes “stalinistas” do PT.

O GLOBO: De que forma a candidatura Dilma pode representar um risco à liberdade de expressão? DEMÉTRIO MAGNOLI: O PT vive um processo de regressão política, rumo a uma restauração de ideias stalinistas a respeito da democracia, de que a imprensa é uma coisa burguesa que deve ser superada. Minha preocupação é que um hipotético governo Dilma seja muito mais dependente do partido do que o governo Lula, que tem uma ampla autonomia diante do PT. Dilma vai depender muito mais do que Lula do partido.

Mas ela pensa assim? MAGNOLI: Não está claro o que pensa Dilma. Ela é um personagem derivado da força de Lula. Ao mesmo tempo, é uma novata no PT, chegou pouco antes da eleição de Lula. Ela não disse com clareza o que acha sobre esses assuntos. Temo que diga as coisas que o PT quer ouvir. (Leila Suwwan em O Globo) Leia mais.

Manifestantes fazem protesto contra evento

Cerca de 20 manifestantes vestidos de palhaços dançaram, cantaram e reclamaram do 1° Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, realizado ontem num hotel na região da Avenida Paulista. O grupo — formado por entidades sindicais, de gênero e etnia, além do PSOL e do MST — pedia maior democratização dos meios de comunicação e a não criminalização dos movimentos sociais.

— Queremos afirmar a liberdade de expressão, que hoje está condicionada ao poder econômico—disse João Brant, do grupo Intervozes, um dos organizadores do ato.

Nos cartazes, críticas aos meios de comunicação. Nas palavras de ordem, os manifestantes gritavam contra o “circo da mídia burguesa”, referindose ao evento de ontem. (O Globo)
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02.03.2010 | 07:53:01
Lula

Solidariedade só internacional

Em contraste com a atitude adotada no Brasil, de não visitar zonas de catástrofe, o presidente Lula desviou voo de volta do Uruguai, onde foi à posse de Mujica, para se solidarizar com Bachelet no Chile.

Numa visita relâmpago ontem à noite ao Chile, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com a presidente Michelle Bachelet no aeroporto internacional de Santiago, ofereceu a ajuda do Brasil e procurou tranquilizar os turistas brasileiros que, desde a madrugada de sábado, estão impedidos de deixar o país. Lula, que se tornou o primeiro chefe de Estado a visitar o Chile após o terremoto, afirmou que se houver demora para reabertura dos aeroportos o governo enviará aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para fazer o transporte.

O presidente estava no Uruguai para a posse do presidente José Mujica, cancelou sua agenda oficial e viajou para o Chile, onde se reuniu por uma hora com Bachelet no aeroporto — cuja estrutura foi danificada pelo tremor. Lula anunciou que até amanhã deverão chegar ao Chile equipes brasileiras de resgate, para ajudar na busca de vítimas sob os escombros, e aparelhos de hemodiálise, um dos pedidos feitos diretamente por Bachelet. (Flávio Freire, Regina Alvarez e Fábio Fabrini) Leia mais em O Globo.

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02.03.2010 | 07:35:30
Campanha presidencial

Proposta do PMDB para Dilma reivindica energia e infraestrutura

O PMDB espera neste mês começar a demarcar seu território tanto na campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como em um eventual governo da petista. O grupo de correligionários escolhidos pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para elaborar o programa de governo do PMDB tem reunião marcada para o dia 16 para começar a desenvolver um documento que será apresentado ao PT.

Com isso, o partido espera cumprir três objetivos. No longo prazo, quer delinear suas áreas de atuação preferenciais se a aliança com os petistas sair vitoriosa nas eleições de outubro. Duas áreas são mais claras: energia e infraestrutura. A estratégia é ter grande atuação temática neste ano durante a campanha para, no caso de vitória, já ter-se firmado dentro do núcleo de poder que tomará as decisões específicas sobre esses setores a partir de 2011. (Caio Junqueira no Valor) Leia mais.

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02.03.2010 | 06:48:04
Sucessão de Lula

Ciro comemora resultado do Datafolha

O deputado federal e pré-candidato a presidente da República pelo PSB, Ciro Gomes, disse ontem, em João Pessoa, que a última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada domingo, “começa a anunciar que a ameaça da volta ao passado está diminuindo”. Sem citar o nome do governador paulista José Serra (PSDB), de quem é desafeto, Ciro disse temer uma possível volta ao passado.

De acordo com a pesquisa Datafolha, José Serra tem 32% das intenções de voto, contra 28% da pré-candidata pelo PT, Dilma Rousseff, em um cenário que Ciro (12%) também estaria na disputa. A diferença entre Serra e Dilma caiu de 14 para 4 pontos porcentuais, em relação à pesquisa divulgada em dezembro. No cenário em que Ciro não é candidato, a diferença aumenta, sendo que Serra teria 38% e Dilma, 31% das intenções de voto. “Apesar de eu ter a menor estrutura de poder, sou um candidato que frequenta a faixa dos 12% estáveis, o que significa quase 20 milhões de brasileiros dando a este modesto nordestino a oportunidade de participar do debate eleitoral”, disse Ciro. Segundo ele, o resultado da pesquisa do Datafolha em nada vai alterar sua candidatura ao Palácio do Planalto.

Ele esteve em João Pessoa para manifestar apoio à pré-candidatura do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) ao governo da Paraíba. O pré-candidato disse ainda que tem 30 anos de vida pública limpa e que ajudou a implantar o Real e a concretizar o projeto de governo do presidente Lula. “Tenho contribuição a dar ao país”, afirmou o deputado. (Jornal do Commercio)

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02.03.2010 | 06:40:47
Informe JB: Vasconcelo Quadros

Joaquim Roriz na alça de mira

Procuradores e policiais que trabalham na Operação Caixa de Pandora acreditam que as declarações da deputada distrital Eurides Brito (PMDB) colocam o ex-governador Joaquim Roriz na mira da Justiça. Gravada pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa ao embolsar um naco do mensalão, a deputada disse que o dinheiro é resultado de um acerto entre ela e Roriz em 2006, quando o governador preso, José Roberto Arruda, ainda estava em campanha.
O mensalão do DEM, segundo apontam as investigações, é um prolongamento do esquema operado por Durval para Roriz, que foi quatro vezes governador do DF. A Polícia Federal quer que a deputada confirme em depoimento o que escreveu em seu blog. (Jornal do Brasil)

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02.03.2010 | 06:32:18
Sucessão gaúcha

Contra isolamento, PT ampliará diálogo

Um dos primeiros pré-candidatos a sair a campo para preparar a campanha eleitoral que se inicia em julho, o ex-ministro Tarso Genro (PT) patina na busca de aliados no primeiro turno da eleição.
Apesar de petistas manterem aceso o discurso da aliança, partidos cobiçados, como PDT e PTB, praticamente sepultaram a possibilidade de coligação no Estado.
De março a junho, o petista andará por nove regiões do Estado em busca de empresários, de prefeitos e de sindicalistas. Em cada roda de conversa, Tarso e sua equipe deverão ouvir sugestões para o programa de governo. O giro, porém, também é uma aposta dos petistas para tentar compensar o isolamento, flertando com aliados de partidos disputados com o PMDB. (Marciele Brum no Zero Hora) Leia
mais.

“Nenhum partido está garantido”

À frente do PT estadual, o deputado Raul Pont afirma que ainda há possibilidades de coligação do PT com outros partidos. A seguir, leia a síntese da entrevista:
Zero Hora – O senhor acredita que ainda é possível fechar aliança com partidos como PDT?
Raul Pont –
Não tenho nenhuma certeza definitiva. O PDT é quem tem a chave na mão. Sem o apoio do PDT, Fogaça não sai da prefeitura. O nosso apelo é no sentido da identidade de programa. Mais do que isso não podemos fazer. Não está nada resolvido.
ZH – Qual é a estratégia para o PT não ficar sozinho?
Pont –
Não estamos sozinhos. Por enquanto, ninguém está acompanhado de ninguém. Todos os candidatos estão sozinhos com os seus respectivos partidos. Ninguém está mais isolado do que ninguém. Neste momento, Luis Augusto Lara só tem o apoio do PTB, Beto Albuquerque, do PSB, Yeda Crusius, do PSDB, José Fogaça, do PMDB, e nós, o do PT.
ZH– Se o partido não conseguir coligações, como evitar prejuízos?
Pont–
Só vamos saber isso quando encerrarmos o prazo de inscrições. Neste momento, todos os partidos estão em pé de igualdade. Nenhum partido está garantido. (Zero Hora)

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02.03.2010 | 06:25:56
Bom dia! Manchetes de 3ª feira

Incêndio, saques e prisões aumentam tensão no Chile

Os saques e as prisões se multiplicaram ontem no Chile, elevando o clima de tensão nas áreas mais atingidas pelo terremoto de sábado. Uma onda de desespero tomou conta dos 600 mil moradores de Concepción, onde a situação de terra arrasada é agravada pela falta de luz, água e comida há três dias, relata o enviado especial Flávio Freire. Um supermercado foi incendiado por saqueadores. A cidade foi ocupada por tanques do Exército e por sete mil militares, e o toque de recolher foi estendido das 20h ao meio-dia. A presidente Michelle Bachelet fez um apelo, afirmando que pilhagem e delinquência são inaceitáveis. A contagem oficial já chega a 723 mortos, e estima-se que as buscas de pessoas presas nos escombros ainda demorem ao menos uma semana. Um avião que levava uma equipe de resgate caiu, matando as seis pessoas a bordo.

Governo maquia dados e esconde atraso do PAC

O governo federal maquiou balanços para encobrir um mega-atraso nas principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento, relatam Eduardo Scolese e Ranier Bragon.
Confrontando o primeiro balanço do PAC com os seguintes, houve atraso em 75% das obras - algumas cujo cronograma foi estendido mantiveram carimbos com a palavra "adequado".
Há metas que passaram de conclusão da obra a "entrega do projeto" e ações atrasadas que sumiram de balanços. O PAC é gerido por Dilma Rousseff (PT), pré-candidata ao Planalto.
Segundo o governo, a avaliação do PAC concentra-se nos riscos à realização das obras, e o cronograma é só um dos elementos. Os atrasos são atribuídos a fatores como fortes chuvas.

Sobra vaga em universidade federal

A terceira etapa de inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para entidades federais de ensino superior começou ontem com quase metade das vagas ainda disponíveis. Das 47,9 mil oferecidas, sobraram 21.701 (45,3% do total) após duas rodadas de matrículas. Um exemplo é a Universidade Federal de Pelotas, que colocou todas as vagas do curso de direito no Sisu, mas apenas 18% foram preenchidas até agora, e a escola adiou o início das aulas. O Ministério da Educação culpou a falta de compromisso social de estudantes que se inscreveram sem intenção de se matricular. Segundo o MEC, o baixo índice de matrículas surpreendeu, pois o mesmo sistema é usado no Programa Universidade Para Todos sem que tivesse havido um número significativo de inscrições não confirmadas. O MEC afirmou que não haverá vagas ociosas porque foi instituída uma lista de espera após a terceira etapa.     

Chile, enfim, pede socorro

Passados quase três dias do violento terremoto de 8,8 graus na escala Richter, que deixou até agora 723 mortos, o Chile rendeu-se à dimensão da catástrofe e solicitou oficialmente ajuda às Nações Unidas. A lista de prioridades inclui pontes móveis, telefones via satélite, geradores elétricos, tendas e hospitais de campanha, equipamentos cirúrgicos e centros de diálise. A primeira ajuda veio da Argentina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a Santiago depois de saber da presidente Michelle Bachelet que os danos tinham sido maiores. Lula prometeu ajudar na reconstrução e garantiu que os brasileiros serão repatriados.

Câmara vai aceitar cassação de Arruda

A dois dias da sessão que analisará o parecer de Chico Leite (PT), maioria dos deputados distritais ouvidos pelo Correio assegura o voto a favor da abertura de processo. Mas emissários arrudistas fazem pressão para adiar ao máximo a votação, na expectativa de que o governador saia da prisão na PF. É uma estratégia a fim de reverter o quadro político desfavorável e obter o apoio de ex-aliados como Paulo Roriz (DEM), Batista das Cooperativas (PRP) e Cristiano Araújo (PTB).

Investimentos no ano eleitoral já sobem 82%

Os investimentos do governo federal cresceram bastante no primeiro bimestre, empurrados pelo calendário eleitoral e pelo aumento de gastos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No período, eles somaram R$ 4,306 bilhões, 82,3% a mais do que os R$ 2,361 bilhões gastos entre janeiro e fevereiro do ano passado, em valores corrigidos pela inflação. Do total investido, 84% se referem aos chamados "restos a pagar", recursos que sobraram do exercício fiscal anterior, normalmente associados a obras em andamento. Os números são da organização não governamental Contas Abertas, com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).
O consultor Gil Castello Branco, da Contas Abertas, diz que o aumento dos investimentos no primeiro bimestre é expressivo, levando-se em conta que houve uma alta de mais de 80% acima da inflação sobre um número que já havia sido recorde para o período desde 2001. Segundo ele, o fato de haver eleições presidenciais neste ano joga um papel importante nesse processo. "Em anos eleitorais, os governos tentam antecipar ao máximo os investimentos para o primeiro semestre". No primeiro bimestre de 2006 - ano de eleições presidenciais -, as inversões da União foram 68,5% maiores que as do igual período de 2005, em termos reais. A legislação impede que o governo contrate novas obras a partir de julho - depois disso, só é permitido gastar com aquelas em andamento.

Toque de recolher não impede saques

Exército tenta restaurar a ordem em Concepción, um dos locais mais atingidos pelo terremoto no Chile. Morador foi moto a tiros. Avião da Presidência do Brasil deu carona a 30 brasileiros. Uma aeronave de socorro caiu, matando seis pessoas.

Prefeitura lança edital para ônibus rápido em BH

Empresas de engenharia têm até 1º de abril para apresentarem à BHTrans propostas de implantação do BRT (bus rapid transit, em inglês) na Avenida Cristiano Machado. Ganha quem oferecer o menor preço e o estudo tem de estar concluído em nove meses. Os embarques e desembarques serão em plataformas. A primeira fase prevê a ligação de 5,4 quilômetros da Lagoinha à Estação São Gabriel. E a segunda, até a Estação Vilarinho, totalizando 12,1 quilômetros. Está previsto ainda um ramal na Avenida José Cândido da Silveira.

Saques e incêndios levam caos a região arrasada no Chile

O caos tomou conta de Concepción, uma das cidades mais atingidas pelo terremoto de sábado passado. As duras medidas baixadas pelo governo da presidente Michelle Bachelet, como o envio de milhares de militares à região e a decretação de um toque de recolher, não surtiram o efeito desejado: os saques continuam.
Sentada sobre um amontoado de ferros retorcidos, Viviana Campos observa o avanço dos blindados pela Avenida Las Carreras, uma das principais de Concepción. Ao ver que o exército do Chile finalmente havia chegado à cidade arrasada, a enfermeira de 32 anos comemora:
– Queremos que acabem com isso tudo, queremos que nos tragam um pouco de paz, um pouco de ordem – diz ela.

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