Deputado Cadoca deve, não nega, mas não paga desde 2008
O deputado federal Carlos Eduardo Cadoca [PSC-PE] pode reeleger-se para a Câmara dos Deputados, mas já sabe que não contará com pelo menos dois votos. Os eleitores ressabiados com o parlamentar são os publicitários Ricardo Carvalho e Elizabeth Carvalho, donos da RTV Produções.
Tudo por causa de dívidas de campanha não pagas. Os empresários fizeram o guia eleitoral para o ex-candidato a prefeito do Recife Cadoca, nas eleições de 2008. E até hoje não receberam. Tiveram que vender um apartamento, de número 1601, no Pier Maurício de Nassau, ums das duas torres gêmeas, no Recife Antigo. Em janeiro do ano passado.
O imóvel foi vendido, na bacia das almas, a um sócio de Maurício Rands.
Com os cerca de R$ 400 mil arrecadados, pagaram fornecedores e prestadores de serviço, para manter o nome limpo na praça.
Por conta disto, nestas eleições, a publicitaria Beth Carvalho promete fazer campanha contra o político.
"Já mandei fazer as camisetas e os adesivos para carros. Vão dizer assim. Não vote em Cadocalote. Ele deve e não paga. Era o apelido carinhoso que ele tinha na campanha", explica ao Blog de Jamildo.
O clima de mal estar já era visível no Carnaval. Na prévia do bloco Siri na Lata, o deputado Cadoca apareceu na festa, mas o anfitrião, Ricardo Carvalho, fez questão de não falar com ele.
Beth explica que não tem nada pessoal contra Cadoca. "Só não é justo que a gente tenha que se desfazer do patrimônio de uma vida. O José Roberto Berni (marqueteiro da campanha) entrou na Justiça contra ele, mas ele disse que não ia dar em nada porque ele não tinha nenhum bem no nome dele".
Com a palavra, caso ache que deve, o deputado federal. (Blog de Jamildo)
Atualização às 19:52
O deputado Cadoca informou em nota ao Blog de Jamildo que não deve nada de sua campanha de 2008.Leia a nota.
Já faz tempo que conhecemos Franklin Martins. Só de Rede Globo foram dez anos; de Rede Bandeirantes, mais dois. Sempre sério, de cara fechada, bravo. Agora, temos o novo Franklin Martins: posando para fotos ao lado de Raúl e Fidel Castro, rei e príncipe herdeiro da monarquia hereditária comunista cubana, ele sorri bonito, um sorriso largo, feliz. Sabe que fica até mais simpático? Já José Dirceu, mineiro maneiro, mão de ferro revestida de macio veludo, bom de papo, excelente contador de histórias, é diferente: temperado pela vida na clandestinidade, endurecido nas articulações políticas e no comando de um partido clivado por tendências as mais diversas, imperturbável diante de um combate que se estende do campo político ao judicial, diante de Fidel Castro chora feito criança. Não é um choro de medo: é um choro de emoção, de júbilo, de quem, diante da barbuda presença, atinge o ápice da felicidade. O presidente Lula é mais complexo, mais cheio de nuances do que seus companheiros Franklin Martins e José Dirceu. Gosta de estar ao lado de Fidel Castro, seu ídolo e aliado de tantos anos, mas não vai se derreter por ele. Lula oculta melhor os sentimentos: ninguém sabe o que lhe passa no coração ao lado do poderoso Obama, do divertido bravateiro Hugo Chávez, da rainha Elizabeth, do presidente Sarkozy - quem mais, no mundo, tem seu próprio mercador de armas? Lula poderia é ter-nos poupado da cena deprimente: enquanto Raúl Castro falava da morte de um preso político, ele ria. A morte é trágica e exige respeito.
Conheci o senador Rui Palmeira quando eu tinha 10 anos. Certa noite bateram palmas em minha casa, fui atender. Eram em torno de oito homens e uma mulher, a maioria de terno branco, conversavam entre eles, falavam alto, me perguntaram se o Coronel Mário Lima estava em casa. Chamei meu pai num grito, ele veio atender, educadamente mandou entrar a comitiva, eram amigos. Esclareceram para meu pai que estavam a fim de reunir-se, o único local seguro imaginado era a casa do comandante do 20º Batalhão de Caçadores. O grupo fazia oposição ao governador Silvestre Péricles, temiam mais violência, queriam um local onde pudessem discutir sem receios. Entre os de terno branco estavam: Rui Palmeira, Freitas Cavalcanti, Melo Mota, os irmãos Gomes de Barros, Oséas Cardoso, Arnon de Mello, sua esposa Dona Leda Collor de Mello e outros correligionários. Fiquei prestando maior atenção nas discussões acaloradas, às 10 horas fui dormir, a reunião varou a madrugada. No outro dia meu pai comunicou ao governador e ao comandante da Guarnição sobre a reunião. Houve outra, depois outra, fizeram de minha casa o Quartel General da campanha. Veio a eleição, resultado surpreendente com a grande vitória de Arnon de Mello para governador, para senador um médico de Major Isidoro, Ezequias da Rocha, derrotou o poderosíssimo General Góes Monteiro. Leia mais.
30 de agosto de 1999. Lucas Marques Gomes é enterrado numa cova simples do cemitério da Costa Verde, em Várzea Grande, Mato Grosso.
30 de setembro de 1999. Um mês depois de enterrado, Lucas Marques Gomes constitui uma empresa, a LM Gomes Gráfica. É o primero passo para que o cadáver ganhe uma "licitação" e passe a fornecer serviços para a Assembléia Legislativa de Mato Grosso.
No comando da Assembléia, o deputado José Geraldo Riva passa a mandar emitir cheques e a pagar religiosamente os "serviços" prestados pela gráfica do cadáver de Lucas na antevéspera do Natal, pouco antes da morte do prestador de serviço completar cinco meses. O valor do primeiro pagamento é de R$ 7 mil. Leia mais.
Dos empréstimos concedidos no ano passado pelo BNDES, as grandes empresas representaram 9,7% das operações e ficaram com 83% do dinheiro. Há casos espantosos, como o do frigorífico JBS Friboi, do qual o BNDES comprou 99,9% das debêntures emitidas. O maior desembolso foi para o projeto que tem contestação do TCU, mas que o governo resolveu manter assim mesmo: a refinaria Abreu e Lima.
O BNDES é um velho canal pelo qual o Brasil transfere dinheiro para a elite empresarial. O dinheiro é mais barato do que o custo pago pelo Tesouro por sua dívida, ou seja, é subsidiado.
Nunca antes na história desse BNDES houve tantas operações de grande volume para empresas grandes por motivos discutíveis.
Nesta crise, o banco voltou a ser hospital de empresas, um papel que havia sido renegado na década passada pelos prejuízos que provocou. Leia mais.
Luiz Inácio Lula da Silva está certo quando insinua, sem muita sutileza, que falta coragem a Barack Obama para levantar unilateral e incondicionalmente o bloqueio a Cuba. Lula estaria ainda mais coberto de razão se completasse o raciocínio. Pois tal coragem é a mesma que inexiste nos irmãos Raúl e Fidel Castro para convocar eleições livres e multipartidárias na brava ilha caribenha.
Mesmo em escalas muito diferentes, a modalidade de valentia que nosso presidente propõe ao colega americano é do tipo que ele, Lula, precisaria juntar para atualizar os índices de produtividade no campo, para impedir que os bancos cobrem 10% ao mês no juro especial — quando remuneram o poupador a uma taxa 10 vezes menor e quando a inflação está em 4% ao ano — e para dar um jeito no absurdo que pagamos ao falar no celular, recorde mundial.
Vejam que escrevi “do tipo”. As coisas para as quais, numa analogia, parece faltar coragem a Lula são menos complexas e difíceis do que o imbróglio entre Cuba e os Estados Unidos, e mesmo assim a administração do PT, rumo a oito anos na cadeira, não encontrou ainda força suficiente para completar a missão. É dura a vida de quem governa. Ninguém faz só, e sempre, o que quer. Leia mais.
É possível um candidato desconhecido ser eleito presidente da República por um partido nanico? É viável mobilizar militantes para uma empreitada quase impossível? Com pouco tempo de televisão e recursos escassos, pode-se desafiar candidaturas consideradas favoritas? O Partido Humanista da Solidariedade (PHS) quer responder sim às três perguntas ao lançar, hoje, o advogado Oscar Silva como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
Maranhense que vive há 37 anos em Brasília, Silva aceitou entrar na aposta de um partido com 110 mil filiados. Para financiar sua campanha, ele espera que cada um dos militantes doe R$ 100 e pretende realizar uma campanha de R$ 10 milhões. Nada de marqueteiros estrangeiros ou renomados. Tudo será tocado internamente pelo PHS.
Nessa toada quase quixotesca, a meta é tentar barrar a lógica de que política se faz refém dos partidos grandes. Como nessa mesma política o que se faz em casa não se repete na tribuna, a legenda que conta com três deputados federais gira em torno da esfera do governo federal. Na campanha, a proposta não é essa. (Tiago Pariz no Correio Braziliense) Leia mais
Enquanto a campanha presidencial precipita mais uma disputa retórica entre ideólogos petistas e tucanos em torno da ampliação do Estado, dados recentes e antigos mostram que os dois partidos poderiam, se quisessem, selar um empate. Apesar da ampliação recorde de gastos promovida no ano passado, que embala o discurso da ministra-candidata Dilma Rousseff em defesa do poder estatal, há menos diferença acumulada entre os governos Lula e FHC do que sugerem os ataques contra o "Estado mínimo", de um lado, e "o inchaço da máquina pública", de outro. Ambos elevaram os dois indicadores mais universalmente adotados para mensurar o peso da administração pública na vida nacional -o volume das receitas e das despesas do governo como proporção do Produto Interno Bruto, ou seja, da renda e da produção do país. Levantamento feito pela Folha aponta que tucanos e democratas, críticos dos aumentos de impostos nos anos Lula, aplicaram em seu governo uma elevação da carga tributária até hoje não superada. Os petistas lideram na alta de gastos, mas proporcionalmente ainda estão abaixo dos rivais em áreas como saúde e educação. (Gustavo Patu na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Ex-cliente de José Dirceu, o empresário Nelson dos Santos usou o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), em 2003, para permitir a entrada do grupo Contem na Eletronet, empresa com uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas, que o governo quer utilizar como "espinha dorsal" do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). Naquela época, eram sócios da Eletronet o governo, por meio da Lightpar, com 49% de participação, e a AES, com 51%. Uma crise financeira na matriz levou a companhia norte-americana a desinvestir, deixando, no Brasil, de pagar empréstimos ao BNDES. A dívida chegou a US$ 1,2 bilhão. Nessa fase, Nelson dos Santos passou a atuar com o BNDES como consultor da AES Corporation, negociando a dívida. Santos já era próximo ao então presidente mundial da AES, Joseph Brandt, e foi escalado para construir relações dentro do PT. Foi quando ele conheceu José Dirceu. As negociações entre a AES e o BNDES começaram em 2003, na gestão do então presidente do banco, Carlos Lessa. Em agosto, o acordo foi fechado: a instituição assumiria metade da dívida da AES, que investiria na criação de uma companhia. (Julio Wiziack e Marcio Aith na Folha de S.Paulo) Leia mais.
Futura superestatal, Telebrás está na penúria
O governo terá que investir pesado caso queira que a Telebrás, que já foi uma gigante no setor de telecomunicações, venha a ser reativada para tocar o Plano Nacional de Banda Larga. A situação da empresa é precária: prejuízos acumulados, passivo judicial milionário e patrimônio líquido negativo (todos os ativos da empresa, somados, não pagam os passivos). Funcionando em um conjunto de salas alugadas de um prédio comercial no centro de Brasília, a Telebrás tem 231 funcionários (dados de setembro de 2009), sendo que, desses, apenas quatro trabalham efetivamente na empresa. Os demais estão cedidos para outros órgãos públicos, principalmente para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Com isso, a empresa está em uma situação estranha: excluindo terceirizados, há duas vezes mais pessoas na alta cúpula que funcionários trabalhando: são 12, contando presidente e membros dos conselhos de administração e fiscal. Foram reservados R$ 719 mil para remunerar a alta administração da estatal entre abril de 2009 e março de 2010. (Humberto Medina na Folha de S.Paulo) Leia mais.
Assentar todas as famílias acampadas do país foi só uma das promessas não cumpridas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando o tema é reforma agrária. Em 2003, logo depois de ter assumido o Palácio do Planalto, o petista subiu em um palanque da Contag, a principal entidade sindical de lavradores, e fez a seguinte promessa, recebida com euforia pelos presentes: "Vocês não perdem por ter um pouquinho mais de paciência, porque nós vamos assentar todos as pessoas que estão acampadas neste país, para que a gente possa consagrar a reforma agrária". Na mesma fala, completou: "Nós sabemos quantos são, sabemos onde estão acampados, conhecemos as lideranças da maioria desses acampamentos e pretendemos começar o processo de reforma agrária assentando esses que já estão há mais tempo na fila esperando uma oportunidade". Além disso, o governo Lula cumpriu a meta anual de assentamentos apenas em 2005 e, ao contrário do que anunciou seguidas vezes, não atualizou até agora os índices de produtividade utilizados na avaliação de uma área passível de desapropriação para fins de reforma agrária. (Eduardo Scolese na Folha de S.Paulo) Leia mais.
Quem acompanha o noticiário do mundo da informática tem um pé na felicidade. Na semana passada, por exemplo, apareceram três boas notícias. 1) A editora MacMillan trabalha num projeto para lançar livros didáticos on-line que poderão ser adaptados pelos professores, de acordo com a conveniência dos alunos. 2) Aproxima-se o dia em que os celulares terão um pequeno projetor de vídeo. Apareceram três modelos, caros e ruins, mas é assim que as novidades chegam ao mercado. 3) A Apple poderá baixar para US$ 0,99 o preço dos episódios de seriados de TV. Isso pelo mundo afora. Em Pindorama, só notícias ruins. 1) O comissário José Dirceu recebeu R$ 620 mil por serviços de consultoria prestados ao empresário que comprou por R$ 1 parte da empresa falida Eletronet, que foi dona de uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas. 2) Diante das notícias de que o governo reanimaria a Telebrás para implantar um projeto federal de universalização da banda larga utilizando a rede da Eletronet, um lote de mil ações da estatal, que valia R$ 0,04, chegou a R$ 2,61. A primeira alta escandalosa de ações da Telebrás ocorreu no final de 2007 (200% num só dia), portanto o governo sempre soube que havia gente ganhando dinheiro com os ventos do Planalto.
A pré-candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, registrou crescimento de cinco pontos percentuais na sua taxa de intenções de voto de dezembro para cá. Atingiu 28% e encurtou de 14 para 4 pontos percentuais a distância que a separa de seu principal adversário, José Serra, do PSDB, hoje com 32%. Esse é o principal resultado da pesquisa Datafolha realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, com 2.623 pessoas de 16 anos ou mais. Confirmou-se a curva ascendente de Dilma, não importando o cenário nem quais são os candidatos em disputa. Apesar do crescimento da petista, é impreciso dizer que o levantamento indica um empate estatístico entre Dilma e Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os dois só estariam empatados tecnicamente em 30% na raríssima hipótese de o tucano estar no seu limite mínimo e sua adversária no limite máximo, segundo a estatística Renata Nunes, do Datafolha. (Fernando Rodrigues, Marcos Paulino, Alessandro Janoni e Malu Delgado na Folha de S.Paulo) Leia mais.
O PTB deve fechar aliança nacional com o PSDB para apoiar a candidatura do governador de São Paulo, José Serra. O presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, já conversou com o candidato tucano sobre a parceria no primeiro turno, ampliando a coligação dos partidos de oposição, hoje composta apenas pelo DEM e pelo PPS, além do PSDB. O acordo não está sacramentado, mas Jefferson antecipou ao Estado que esse é seu desejo e a tendência natural da base petebista.
"Meu coração tende pelo PSDB e o sentimento da base partidária é ficar com os tucanos, seja Serra ou Aécio o candidato", revelou o presidente do PTB. Com a adesão, o PT da pré-candidata Dilma Rousseff perderá 42 segundos no programa eleitoral gratuito no rádio e na TV. (Christiane Samarco em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Empenhada em impedir desgastes que respinguem na campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a cúpula do PT quer agora proibir prévias para a escolha de candidatos ao Senado. A decisão promete polêmica, já que em três Estados - Rio, Pernambuco e Mato Grosso - petistas se engalfinham com o objetivo de garantir a indicação do partido para uma das duas vagas em disputa.
Sob o argumento de que é preciso evitar queda-de-braço na seara do PT e blindar Dilma na corrida ao Palácio do Planalto, o Diretório Nacional do partido deverá aprovar resolução, na próxima sexta-feira, vetando as prévias para o Senado. A tendência é deixar o veredicto sobre as candidaturas para os encontros estaduais, em abril. (Vera Rosa em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Mesmo sem ter nenhuma função operacional desde 2003, quando foi extinta a empresa de fibras ópticas Eletronet, a estatal Eletrobrás Participações (Eletropar), antiga Lightpar, gastou R$18 milhões até o ano passado, em pagamento de salários e honorários de administradores e conselheiros, viagens e cursos, material de escritório, propaganda, impostos e outras despesas burocráticas.
Braço de participações do Grupo Eletrobrás, a Eletropar detém 49% das ações da Eletronet, que tem como sócia a Star Overseas Ventures, de Nelson dos Santos. Ele teria pago R$620 mil ao ex-ministro José Dirceu para fazer lobby a favor da Eletronet no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). (Bruno Villas Bôas em O Globo) Leia mais.
Começa amanhã - e com má notícia - mais um acerto de contas com o Leão. A defasagem na tabela do Imposto de Renda (IR) nos últimos 15 anos fez com que, no ano passado, os contribuintes tenham recolhido à Receita Federal até R$5.061,12 mais do que deveriam. A tunga é provocada pela diferença de 63,62% entre a inflação acumulada de 1995 e 2009, de 195,15%, e as correções promovidas pelo governo nas faixas da tabela, de 80,39%. Todos os brasileiros com carteira assinada que receberam salário mensal superior a R$5.860,88 no ano passado sentiram este peso no bolso. Os cálculos foram feitos pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco Nacional) a pedido do GLOBO.
O descompasso provoca ainda outro fenômeno: trabalhadores com salário entre R$1.434,60 e R$2.347,28, que pagaram IR em 2009 a uma alíquota de 7,5% ou 15%, poderiam estar isentos se a correção da tabela tivesse acompanhado a inflação nestes 15 anos. Isso porque a faixa de isenção, de R$1.439,59 em 2009, subiria para R$2.347,28. A pessoa com essa renda paga hoje R$83,25 ao mês (R$999 ao ano).
A distorção atinge em cheio a classe C, que, com renda mensal entre R$1.115 e R$4.807, representa hoje 46% da renda nacional. Da mesma forma, a alíquota máxima de 27,5%, que incide sobre salários a partir de R$3.582, se aplicaria apenas a salários maiores do que R$5.860,87.
O levantamento do Sindifisco mostra que uma pessoa física com renda mensal de R$5.860,88, por exemplo, paga R$948,80 de imposto por mês. Com a correção, esse valor cairia para R$527,04. Ou seja, há uma cobrança adicional de R$421,76 por mês ou R$5.061,12 por ano. As simulações levam em conta a renda bruta, sem considerar descontos com dependentes, educação ou saúde. (Martha Beck) Leia mais em O Globo.
No último mês à frente da Casa Civil, a ministra e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, não vai poder contar muito com seu principal cabo eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para levá-la a tiracolo em eventos públicos. A agenda do presidente, em março, está repleta de viagens internacionais, restringindo sua pregação em palanques nacionais. Sem Lula, Dilma tentará ganhar impulso próprio. Antes de deixar o cargo, em 2 de abril, a ministra tem uma função da qual poderá colher dividendos políticos: a apresentação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, um conjunto de obras que deverá ter investimento de cerca de R$140 bilhões para a próxima gestão.
Lula tem três viagens internacionais programadas para este mês, que deverão lhe deixar fora cerca de 10 dias. Amanhã, participa da cerimônia de posse do presidente do Uruguai, José Mojica. Dia 11, será a vez de o presidente prestigiar a posse de Sebastán Piñera, no Chile. E entre os dias 14 e 19 Lula irá para Israel, Palestina e Jordânia. (Chico de Gois em O Globo) Leia mais.
Pré-candidata do PT à Presidência, a ministra Dilma Rousseff não descola do presidente Lula nas viagens pelo país e lidera as pesquisas no Nordeste, mas será que o povo sabe quem é ela? Em Caetés, município onde Lula nasceu e obteve seu maior percentual de votação em Pernambuco (89,497%), moradores de áreas rurais e urbanas tiveram dificuldade de identificar a ministra em uma fotografia mostrada pelo GLOBO, que abordou aleatoriamente moradores da terra do presidente. A petista foi confundida com a mãe do governador Eduardo Campos (PSB), com uma ex-servidora do posto de saúde e até com Marisa Letícia, mulher de Lula.
- Oxente, essa não é a Olga? A boca é igual à de Olga. Ela é de onde? Acho que é Olga mesmo...
As tentativas de identificação, carregadas de incertezas, são de Corina Guilhermina da Silva, de 78 anos, a Tia Corina, parente de Lula que ficou conhecida na campanha presidencial de 2006 por ostentar grande fotografia do então candidato à reeleição na fachada de seu casebre e ser proprietária de um sítio onde Lula brincava quando criança. Corina, que tem diabetes, teve as pernas amputadas e vive na área urbana de Caetés, cidade que era distrito de Garanhuns quando Lula era criança. (Letícia Lins e Isabela Martin em O Globo) Leia mais.
PSDB já tem candidatos próprios em 14 estados; e PT, em dez
Dirigentes e candidatos do PT e do PSDB vão intensificar as articulações este mês para fechar palanques competitivos nos estados para seus presidenciáveis. Os dois partidos avançaram, mas estão com problemas em estados emblemáticos. Para compensar a resistência do governador José Serra (SP) a antecipar o lançamento de sua candidatura presidencial e deixar claro para aliados que está no jogo, o PSDB estabeleceu como prioridade os maiores colégios eleitorais. Fechou palanques fortes em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, com candidatos próprios ou não. Mas não sabe como resolver palanques em estados como Pernambuco e Ceará.
O PT, por sua vez, está pondo em prática a política do comando do partido de, em nome da candidatura de Dilma Rousseff, abrir mão de candidaturas próprias em favor das alianças. Até agora, o PSDB tem 14 candidatos próprios definidos nos estados. O PT, 10.
PT: problemas em SP, Rio e MG
Já o PT, mesmo com um leque de alianças mais amplo que a oposição e com a pré-candidata Dilma Rousseff já lançada, está com problemas em estados estratégicos. Até agora, o partido não tem solução para seus palanques em Minas e São Paulo, além de um complicador - Anthony Garotinho (PR) - no Rio, onde já tinha fechado com o peemedebista Sérgio Cabral.
- Não é momento de apresentar dificuldades. Não podemos criar problemas para nós mesmos. A eleição da ministra Dilma é o principal objetivo - diz o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). (Adriana Vasconcelos, Gerson Camarotti e Maria Lima em O Globo) Leia mais.
PT desiste de candidaturas em 12 estados
Nas cúpulas do governo e do PT, o pragmatismo para garantir a manutenção da Presidência da República comanda as articulações para formação dos palanques estaduais. Mesmo que, para agradar aos aliados, os petistas tenham que abrir mão de candidaturas com chances reais de vitória. Na política de consolidar o maior arco de apoios possível à candidatura da ministra Dilma Rousseff, o PT dá prioridade às alianças e já desistiu de candidatura própria em 12 estados. Em cinco deles, apoia o PMDB, parceiro considerado fundamental para a vitória sobre os tucanos. Dos dez candidatos próprios que tem, por enquanto, a maioria está no Norte e Nordeste.
Em Minas, caso mais complicado para o PT
Minas, segundo maior colégio eleitoral, é o caso mais complicado, porque há disputa interna no PT, além do problema com o PMDB. O PT tem dois pré-candidatos, o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. E o PMDB insiste na candidatura do ministro Hélio Costa (Comunicações).
- O melhor caminho para Dilma é a solução negociada no PT, com o PMDB. No momento não há preferência por candidaturas em Minas. A preferência é pelo nome que unificar a candidatura nacional - disse Dutra.
- Os palanques regionais não podem atrapalhar o nacional. Não podemos criar marola. Vamos priorizar a eleição para o Congresso - diz o líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE). (Maria Lima, Adriana Vasconcelos e Gerson Camarotti em O Globo) Leia mais.
E no Pará, Jader ameaça se lançar candidato
Ainda fora do eixo Rio/São Paulo/Minas, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, diz que outro caso de difícil solução é o Pará. Por enquanto a chapa está formada com a governadora Ana Júlia Carepa (PT), tendo como candidatos ao Senado o ex-deputado mensaleiro Paulo Rocha (PT), e o deputado Jader Barbalho (PMDB). Mas Jader reclama que seu grupo foi traído por Ana Júlia e ameaça lançar candidatura própria ao governo.
Jader está usando sua maioria na Assembleia para barrar um empréstimo que Ana Júlia quer do BNDES de R$320 milhões para compensar as perdas na arrecadação com a crise. Dutra disse que vem conversando sempre com o peemedebista, mas ainda sem acordo.
"Ciro deixou uma pequena fresta", diz Arruda sobre SP
Apesar das constantes críticas de Ciro Gomes (PSB-CE) à aliança do PT com o PMDB, José Eduardo Dutra acha que houve, na semana passada, uma evolução positiva da proposta de ele ser o candidato de Dilma ao governo de São Paulo contra o tucano Geraldo Alckmin.
- Ciro não abriu uma porta ou uma janela, mas deixou uma pequena fresta. Com a capacidade que ele tem de aglutinar nove partidos em São Paulo, pode construir uma candidatura competitiva com chances de ameaçar o tucanato em São Paulo e ser um fator muito positivo para Dilma - disse Dutra. (O Globo) Leia mais.
À espera de Ciro, PT expõe Mercadante e Marta
Diante do impasse sobre a possível candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo, o PT vai colocar em seu programa gratuito na TV este mês suas opções próprias para a disputa: o senador Aloizio Mercadante para a vaga ao governo e a ex-ministra Marta Suplicy para o Senado, ao lado da pré-candidata à sucessão do presidente Lula, Dilma Rousseff.
Ao mesmo tempo, Lula deverá insistir com Ciro para que ele seja candidato a governador com apoio do PT, mas lhe dará como opção para desistir da candidatura ao Planalto a coordenação da campanha de Dilma e um ministério relevante caso ela seja eleita. A conversa está prevista para até a segunda quinzena de março. (Soraya Aggege em O Globo) Leia mais.
Alimento comum na mesa da classe média brasileira nas décadas de 70 e 80, a sardinha continua a ser o produto mais consumido no Brasil: são 160 mil toneladas todos os anos. Agora, no entanto, o consumo é predominante nas classes sociais mais baixas. O abastecimento ficou comprometido no início desta década porque a pesca desenfreada nas três décadas anteriores fez com que a produção, que já chegou a 200 mil toneladas por ano, caísse para 17 mil toneladas. Em 2009, no entanto, a pesca de sardinha bateu a casa das 100 mil toneladas. Os maiores produtores do pescado são Rio de Janeiro e Santa Catarina – que se revezam nesta liderança – seguidos de São Paulo.
O estoque desse pescado vem aumentando a cada ano devido às medidas preventivas adotadas pelo governo federal em parceria com a iniciativa privada. A principal delas é a determinação do período de defeso. Ou seja, o período em que a pescaria é proibida. No caso da sardinha, são dois os períodos de defeso: o de verão, que começa em novembro e terminou na semana passada. (Luciana Abade no Jornal do Brasil) Leia mais.
O cientista político David Fleischer, da UnB, acha que, se a ministra Dilma Rousseff alcançar a preferência dos eleitores nas pesquisas antes da data limite para desincompatibilização, José Serra pode optar pela reeleição ao governo de São Paulo. Essa hipótese criaria um fato novo, chacoalharia o tabuleiro de 2010 e forçaria um rearranjo nas candidaturas. “Na minha opinião, essa é a razão da relutância de Serra em assumir logo a candidatura. Um crescimento de Dilma mostraria que Lula tem o poder de transferir votos e, se isso acontecer, Serra pode ficar assustado”, avalia Fleisher. Segundo ele, o nome mais perigoso para o Palácio do Planalto seria Aécio Neves, que tem potencial para fazer um estrago na base de apoio a Dilma.
Fleisher especula outra hipótese que hoje nem está no cenário: uma eventual candidatura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele acha que FH aceitaria, sim, concorrer, mas que as chances de isso acontecer não passam de 20% quando se leva em conta todo o cenário político.
O bombardeio contra Dilma há três semanas deu a FHC pinta de candidato. Ninguém melhor do que ele para fazer, como querem Lula e o PT, o confronto entre os dois períodos de governo. (Jornal do Brasil)
Se nos próximos dias a governadora Yeda Crusius chamar a imprensa para anunciar um “fato relevante”, empresários que devem impostos ao Estado podem parar tudo o que estão fazendo e prestar atenção.
Com a maior discrição possível, o governo prepara um projeto para encaminhar à Assembleia prevendo a ampla renegociação das dívidas.
– Será o maior Refis da história do Estado – revela uma fonte com trânsito no Piratini.
Yeda ficou sabendo que seus adversários planejam incluir no plano de governo a renegociação das dívidas e resolveu se antecipar. (Zero Hora)
Terremoto devastador deixa mais de 70 mortos no Chile
Um violento terremoto de 8,8 graus na escala Richter sacudiu a região central do Chile na madrugada de ontem e deixou pelo menos 78 mortos, prédios e estradas destruídos e focos de incêndio em várias cidades. Uma vasta área que inclui a capital, Santiago, ficou sem água, energia elétrica e comunicações telefônicas, e o aeroporto internacional foi fechado. O epicentro foi localizado perto de Concepción, a 320 quilômetros da capital, e um alerta de tsunamis foi emitido para países e territórios da região do Pacífico. A presidente Michele Bachelet decretou zona de catástrofe em seis regiões do país, entre elas Santiago e Valparaíso, e determinou a retirada da população da Ilha de Páscoa e do Arquipélago de Juan Fernández, atingido por ondas gigantes. O tremor foi sentido também na Argentina e no Brasil. Bombeiros e a Defesa Civil de São Paulo receberam vários chamados de moradores assustados com o tremor.
Tremor de 8,8 graus atinge o Chile
O sismo que atingiu o Chile na madrugada de ontem destruiu edifícios e estradas e interrompeu comunicações e fornecimento de energia na costa central. No início da tarde, já eram contabilizados mais de cem mortos. Não havia estimativa de feridos. A presidente Michele Bachelet declarou estado de catástrofe. Foi o quinto maior tremor já registrado no mundo. O mais forte, de 9,5 graus na escala Richter, também atingiu o Chile, em 1960. A destruição se concentrou em Concepción, a 120 km do epicentro, localizado no mar, a 35 km de profundidade. Na capital, Santiago, o aeroporto internacional foi fechado e não havia previsão de reabertura hoje. O tremor também foi sentido no Brasil e na Argentina. Após o sismo, abalos secundários de até 6,9 graus na escala Richter – o que atingiu o Haiti, em janeiro, chegou a 7 – provocaram alertas de tsunami na costa do oceano Pacífico.
Terremoto de 8,8 graus abala o Chile
Um terremoto violento atingiu o Chile na madrugada de ontem, deixando, de acordo com os primeiros levantamentos, pelo menos 122 mortos. O tremor foi o de maior intensidade no país desde 1960, atingindo 8,8 graus na escala Richter – o terremoto que devastou o Haiti em 12 de janeiro teve 7 graus. O epicentro desta vez localizou-se no mar, a 102 quilômetros da costa da região de Maule. A cidade mais atingida foi Concepción, 321 quilômetros a sudeste da capital Santiago. Prédios e viadutos foram derrubados e houve uma série de alertas de tsunami pelo Oceano Pacífico. A tragédia levou o governo da presidente Michelle Bachelet a declarar parte do país como zona de desastre. “Há uma enorme quantidade de danos dos quais não se conhece a dimensão exata”, disse Bachelet. “Tudo ainda está sendo avaliado.” O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, prometeu destinar 2% do orçamento público para a reconstrução das áreas afetadas: “Quero compartilhar da dor dos parentes das mais de 120 pessoas que perderam a vida no terremoto”.
Chile arrasado: 214 mortos
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, falou à Nação na noite deste sábado para informar que o terremoto que atingiu o país deixou 214 mortos, 15 desaparecidos e dois milhões de danificados. "Foi um terremoto de grande força", disse Bachelet, advertindo que "ainda não é possível avaliar tudo". "A força da natureza atingiu novamente nossa pátria", lamentou a presidente, que declarou "zona de catástrofe" seis regiões do Chile, o que facilitará a entrega de ajuda e recursos.
Terremoto - Morte e destruição no Chile
Até o fechamento desta edição, 214 pessoas haviam morrido em consequência do quinto maior terremoto dos últimos 100 anos. O tremor durou 45 segundos, atingiu magnitude de 8,8º na escala Richter e devastou parte do país. Em Santiago, a 325km do epicentro, no oceano, prédios e estradas foram destruídos e o aeroporto, fechado. Houve interrupção no fornecimento de energia e água, além de alerta de tsunamis. Moradores de São Paulo sentem prédios tremer. Energia dissipada equivale a 27 mil bombas atômicas. Ondas gigantes atingem Havaí e ameaçam 53 países.
Terremoto causa devastação no Chile
Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o Chile na madrugada de ontem, destruindo prédios e cortando o suprimento elétrico e as linhas telefônicas. Informações preliminares dão conta de que pelo menos 78 pessoas morreram. A presidente do país, Michele Bachelet, declarou “estado de catástrofe” na região central.
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