O Tesouro Nacional emitiu em janeiro R$ 4 bilhões em títulos públicos para permitir a capitalização da Caixa Econômica Federal. A Medida Provisória 470, de outubro de 2009, possibilitou que fossem emitidos até R$ 6 bilhões para a instituição. Os outros R$ 2 bilhões já tinham sido emitidos em 2009.
O coordenador-geral da Dívida Pública, Fernando Garrido, explicou que, de posse dos papéis, a Caixa Econômica Federal pode solicitar ao Banco Central (BC) um aumento de capital com lastro em títulos do Tesouro. (Renata Veríssimo na Agência Estado)
Para Hélio Costa, Minas deve ter palanque único para Dilma
Amparado em pesquisas divulgadas na última semana que o confirmam na liderança da disputa pelo governo mineiro, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse hoje que a posição do partido em Minas Gerais continua sendo a de formar um palanque único para fortalecer a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.
O ministro disse que agora pretende avançar nos entendimentos não só com os petistas, mas também com outros partidos da base aliada do governo federal. Ele aponta, porém, que já enxerga no PT a tendência em aderir à tese do palanque único. "Começamos a ver que há uma certa tendência do PT de que o caminho para o melhor resultado para a candidatura de Dilma no Estado é o palanque único. Esperamos avançar nas próximas semanas em direção a um entendimento bipartidário, em relação ao PT e depois envolver outros partidos da base aliada do presidente Lula", disse o ministro, que durante a entrevista concedida estava ao lado de algumas das principais lideranças peemedebistas no Estado. (Raquel Massote na Agência Estado) Leia mais.
Diretório estadual do PSDB indica Beto Richa como pré-candidato
O prefeito de Curitiba, Beto Richa, foi indicado na manhã de hoje pelo Diretório Estadual do PSDB como pré-candidato ao governo do Paraná. Dos 45 integrantes do diretório, 43 compareceram à reunião.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) votou em seu próprio nome e um outro membro votou em branco. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) não participou do encontro. Ele também é pré-candidato ao governo do Paraná. Em junho, uma convenção do PSDB irá decidir se Richa sairá mesmo candidato. Leia aqui por que Álvaro não compareceu a reunião.
Em tempo:Se o escolhido na convenção for Richa, ele vai enfrentar o senador Osmar Dias (PDT) e o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB). Caso o PSDB escolha o senador Álvaro Dias, seu irmão Osmar não concorrerá e a disputa será entre Álvaro e Pessuti. Segundo pesquisa Datafolha de dezembro, Richa e Osmar Dias aparecem tecnicamente empatados, respectivamente com 40% e 38% das intenções de voto. Pessuti receberia 4% dos votos neste mesmo cenário. Segundo pesquisa Vox Populi de fevereiro, no cenário sem Osmar Dias, seu irmão Álvaro derrota Pessuti por 59% a 10%.
Geraldo Magela lança pré-candidatura ao governo do Distrito Federal pelo PT
A crise no governo do Distrito Federal levou o deputado federal Geraldo Magela (PT) a se lançar hoje (22) como pré-candidato do partido à sucessão de José Roberto Arruda (sem partido), que se licenciou do cargo e está preso desde o dia 11 na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O vice-governador Paulo Octávio exerce interinamente o cargo.
Magela, que já havia lançado seu nome para disputar uma vaga no Senado, foi derrotado, em 2002, pelo então governador Joaquim Roriz (PSC) na disputa pelo governo do DF. Em 2006, Magela abriu mão da candidatura em favor da petista Arlete Sampaio.
Segundo o parlamentar, o principal motivo de sua mudança de posição foi a crise política no Distrito Federal. (Agência Brasil) Leia mais no Folha Online.
Que a política é a arte de ser camaleão é novidade mais velha que a de não cumprir o que prometeu. E desqualificar o que o adversário fez, também. Mas, de acordo com as circunstâncias, vale tudo. É o que mostra um vídeo comparando o Lula candidato à Presidência em 2002 e o Lula de alguns meses atrás, chamando de "imbecis" e "ignorantes" os críticos do programa que é o carro-chefe de seu governo. Parece que o feitiço da palavra de ontem engoliu o feiticeiro de hoje.Veja (Site de Cláudio Humberto)
O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho (PMDB) nos tempos em que presidia a Assembleia Legislativa, entre 1995 e 2002, era chamado pelos seguranças da Casa pelo codinome de Águia.
O Águia é proprietário de uma mansão em Angra dos Reis comprada, em 1998, que motivou uma denúncia por ato de improbidade administrativa [adquirir bens, no exercício do mandato, incompatíveis com o patrimônio ou a renda do agente público] do então governador do Rio de Janeiro, Marcelo Alencar (PSDB), que acabou arquivada estranhamente.
Em 2003 foi pedido ao MPE o desarquivamento do processo pela Associação do Ministério Público do Rio de Janeiro, mas até hoje não se tem notícia de as quantas anda o processo.
Para o presidente da Amperj, procurador Marfan Vieira, o então deputado não "disporia de recursos lícitos" para a compra.
Com certeza, como esse é um ano eleitoral, é possível que o caso retome as páginas e os segundos da mídia.
Cabral anda cabreiro. Afinal, vai disputar o trono contra o ex-governador Anthony Garotinho (PR), que o ajudou a se eleger governador em 2006.
Aliás, segundo Sebastião Nery, Cabral foi o autor de “uma das punhaladas mais chocantes da história da política do Rio”.
Com a palavra Sebastião:
“Cabral não tinha votos no interior para compensar sua fragilidade na capital. A governadora Rosinha, apesar da brutal e impiedosa campanha dos insaciáveis: jornal O Globo e TV Globo, tinha o apoio de mais de 80 dos 90 prefeitos do Estado. E levou todos a decidirem a eleição de Cabral. A natureza de Cabral não falhou. No dia seguinte à proclamação da sua vitória na eleição, deu uma surpreendente e violenta entrevista rompendo com o casal Garotinho, dizendo deles cobras e lagartos.”
Cabral está inconformado com a ministra Dilma Rousseff em não recusar o apoio de Garotinho a sua candidatura à presidência da República.
Já se queixou com ela e com Lula, que, aliás, já atendeu a um primeiro pedido de Cabral e tirou o Lindinho de seu caminho. Lindinho vem a ser o prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT), que agora disputa a vaga de candidato ao Senado com Benedita da Silva, que é secretária de Assistência Social de Cabral.
Cabralzinho, o Águia está preocupado, principalmente por que foi obrigado a ouvir uma reprimenda pública.
- O Sérgio Cabral precisa tomar cuidado com a língua. A postura dele já atrapalhou o acordo do pré-sal. A Dilma não recusará apoio de ninguém. Se o Garotinho apoiar a Dilma, teremos dois palanques no Rio, disse o líder do Governo Lula na Câmara, deputado Candido Vaccarezza (PT).
Segundo, ainda, Sebastião Nery, “o pânico de Sérgio Cabral tem dois nomes: Gabeira e Garotinho. Ele sabe que o Rio, com todos os seus bairros, inclusive evidentemente a Barra, Jacarepaguá, Santa Cruz, Zona Oeste, têm 50% do eleitorado. Nele, Gabeira vence os dois. Os outros 50% são da Baixada e do Interior. E as pesquisas já estão dando Garotinho na frente de Sérgio Cabral nos municípios da Baixada. Cabral tem que defender o Interior à unha”.
Garotinho guardou a vingança na geladeira, pois “ela é um prato que se come frio”, como diz o dito popular.
Com Garotinho na parada, com certeza finalmente o povo do Rio de Janeiro vai ter acesso a mansão de Cabral, pelo menos através de fotos.
Mas, poderá também ter acesso a ligações íntimas entre Cabralzinho, o Águia, e os donos das empresas de ônibus do Estado.
Dizem as más línguas, que os seguranças chamavam Cabralzinho, o Águia, justamente por causa dessas ligações íntimas.
Kassab diz não temer perda do cargo; DEM ataca decisão
Cassado pela Justiça Eleitoral por ter recebido doações de campanha em 2008 supostamente ilegais, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse ontem que não teme perder o mandato. Ele voltou a negar que as contribuições sejam irregulares. Em Brasília, lideranças do seu partido atacaram a decisão da Justiça, classificada de "eleitoreira". "Não temo [perder o mandato]. Estou realmente confiando na Justiça, sempre confiei", disse o prefeito ontem. A decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Silveira, deve ser publicada no "Diário Oficial" de amanhã, quando passará a valer. O magistrado acolheu representação do Ministério Público Eleitoral na qual o prefeito e sua vice, Alda Marco Antonio (PMDB), foram acusados de receber irregularmente mais de R$ 10 milhões da AIB (Associação Imobiliária Brasileira), de sete empreiteiras e do banco Itaú. A AIB é apontada pela Promotoria como entidade de fachada do Secovi (sindicato do setor imobiliário), e a lei impede que sindicatos façam doações eleitorais. O Secovi afirma não ter vínculo com as doações de campanha. As empreiteiras são acionistas de concessionárias de serviços públicos, que, segundo a lei, não podem fazer doações -embora existam decisões judiciais que liberem tais contribuições. No caso do Itaú, a Promotoria alega que o banco não poderia contribuir por administrar parte da folha de pagamento de servidores da prefeitura. (Flávio Ferreira, Guilherme Reed e Renan Ramalho na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
Marco Aurélio Garcia nega interesse em controlar a mídia
O coordenador do programa de governo da pré-candidata do PT à Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, assegurou que "não houve, não há e não haverá" controle sobre os meios de comunicação no Brasil. Em entrevista concedida após chegar a Cancún neste domingo, 21, para acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula da América Latina e Caribe, Marco Aurélio insistiu que "é natural" que a proposta de programa de governo do PT apresentado à pré-candidata Dilma Rousseff seja de esquerda, porque o PT é um partido de esquerda. Mas, reiterou que "não exercemos nenhum controle sobre os meios de comunicação e não vamos exercer". E emendou: "não tem razão para isso. Temos um forte compromisso com a democracia".
Para evitar polêmica com os partidos que fazem parte da base aliada e que o Planalto quer que continuem apoiando a ministra Dilma, Marco Aurélio comentou que tudo que está sendo apresentado pelo PT será combinado com os partidos da coligação, para dar prosseguimento aos avanços obtidos neste governo. "Voltar atrás não vamos voltar. O grande problema que está colocado hoje é que temos um programa e um conjunto de realizações que alicerça este programa", declarou ele lembrando que, até agora, a oposição passou sete anos combatendo o governo e como viram que isto não está dando certo, pois o governo tem 82% de popularidade, agora passaram a dizer que querem ser pós Lula. "Só que, para nós, pós Lula é com Dilma". (Tânia Monteiro, enviada especial de O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Petistas da Saúde temem confronto entre Dilma e Serra
A portas fechadas, longe dos holofotes e do discurso eleitoral, os petistas que tratam dos problemas da Saúde temem o confronto entre a candidata Dilma Rousseff e o tucano José Serra, governador de São Paulo. Menos de uma hora depois de o 4º Congresso Nacional do PT aprovar o projeto de governo para a candidata à Presidência, na última sexta-feira, 19, a reportagem do estadao.com.br flagrou uma reunião em que um grupo de petistas revelou temor pela fragilidade com que Dilma discute a Saúde e pela "vulnerabilidade" como estão entrando no debate eleitoral. O programa aprovado, afirmaram, "não vale quase nada".
Reunidos numa sala do segundo andar do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, membros do grupo setorial de Saúde do partido queixaram-se da gestão da área no governo Lula e fizeram uma série de comentários críticos à ministra-chefe da Casa Civil. "Quem é a Dilma para nós, do ponto de vista da militância? Não podemos entrar na campanha vulneráveis como a gente está na Saúde", questionou uma das militantes. (Rodrigo Alvares no estadao.com.br) Leia mais.
Duas novas investigações atingem assessores e complicam Paulo Octávio
Duas investigações bloqueadas na Polícia Civil de Brasília e recém-assumidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público podem selar o destino do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, personagem do "mensalão do DEM" ao lado do governador afastado José Roberto Arruda, preso desde o dia 11. Uma delas, batizada de Operação Tucunaré, apura um intrincado esquema de distribuição de dinheiro que envolve empresas de fachada sediadas em Brasília e tem como alvo o policial aposentado Marcelo Toledo, homem de confiança de Paulo Octávio.
A outra investigação, conhecida como Operação Tellus, apura um suposto esquema de cobrança de propina na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, quando o titular da pasta era o próprio Paulo Octávio.
Além de enredar Arruda e seu vice em novas transações suspeitas, as investigações demonstram como a dupla usava o poder para abafar, na Polícia Civil do DF, os inquéritos que poderiam atingi-los. Os delegados encarregados de tocar tanto a Tellus como a Tucunaré foram exonerados das funções comissionadas que ocupavam. (Rodrigo Rangel e Rosa Costa em O Estado de São Paulo) Leia mais.
A campanha da ministra Dilma Rousseff deverá ter um tesoureiro próprio definido até maio. Ainda não há nomes listados, mas o perfil será de um militante do PT que seja discreto, disse o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que atua no núcleo de comando da pré-campanha.
A maioria dos dirigentes do PT tem avaliado que será mais seguro para a imagem do partido ter uma tesouraria da campanha separada das finanças do partido para não repetir o escândalo do mensalão, protagonizado pelo extesoureiro Delúbio Soares. Os dois tesoureiros deverão também ter um grupo de apoio para as arrecadações. (Soraya Aggege em O Globo) Leia mais.
Em seu esforço para se manter no cargo, o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), negociou uma blindagem com 12 deputados distritais — metade da Câmara Legislativa, onde é alvo de três processos de impeachment já aceitos pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Paulo Octávio, que tenta se descolar do governador afastado José Roberto Arruda, reuniuse com os deputados sábado, em local sigiloso, já que parte do grupo não queria ser vista participando da reunião.
O primeiro passo da estratégia consiste em separar os pedidos de impeachment de Paulo Octávio e de Arruda, que está preso desde o último dia 11 na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A ideia é criar uma nova comissão especial para tratar apenas dos processos contra Paulo Octávio. (Demétrio Weber e Catarina Alencastro em O Globo) Leia mais.
Gasto de Lula com cargos de confiança cresceu 119%
Além de inchar a máquina com mais funcionários públicos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também inflou o número de cargos de confiança e está gastando mais com essas nomeações sem concurso — grande parte fruto de indicações políticas. Dados recentes do Ministério do Planejamento apontam que, entre 2002 e 2009, o número de cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) aumentou 24,6%, passando de 18.374 para 22.897. Já as despesas com essas e outras funções gratificadas do Executivo passaram de R$ 555,6 milhões em 2002 para R$ 1,222 bilhão em 2009, um salto de 119,9%.
É com esses cargos DAS que o governo federal pode contratar técnicos qualificados de fora do serviço público e apadrinhados políticos, sem concurso. No período de sete anos, esse tipo de indicação teve um crescimento de 35%, passando de 4.189 em 2002 para 5.678 em novembro passado. E a participação desse contingente no total dos comissionados foi a que deu o maior salto: passou de 22,8% do total para 27%. (Gustavo Paul e Cristiane Jungblut em O Globo) Leia mais.
Consumidores de remédios genéricos gastaram menos R$ 13 bi em 11 anos
A lei que instituiu a Política de Medicamentos Genéricos no Brasil (Lei 9787/99) completa 11 anos em 2010 e o mercado de genéricos tem muitos motivos para comemorar. Com o crescimento 2,3 vezes acima da média do mercado farmacêutico total, em unidades vendidas em 2009, a indústria espera resultado ainda melhor este ano, com a previsão da perda de patente de pelo menos 25 remédios, entre eles o Líptor (para controle do colesterol, da Pfizer), o Diovan (destinado ao controle da pressão arterial, da Novartis) e o Viagra (para disfunção erétil, da Pfizer).
– Só o Diovan, cuja a patente vence em fevereiro, tem um mercado de R$ 400 milhões. São medicamentos com monopólio total do mercado – destaca o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais, Rilke Novato, acrescentando que a perda da patente estimula a concorrência, beneficiando o consumidor. (Adriana Diniz no Jornal do Brasil) Leia mais.
Programa de Dilma troca foco macro por agenda microeconômica
Um eventual governo da candidata do PT à Presidência, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), irá se concentrar em uma ampla agenda de mudanças na microeconomia, no lugar de profundas alterações nos fundamentos macroeconômicos. A análise dos petistas que discutem com Dilma os rumos da política econômica a partir de 2011 é de que os resultados positivos obtidos no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem servir como parâmetro para não haver rupturas ou inflexões abruptas no tripé formado pelo superávit primário, metas de inflação e câmbio flutuante.
O grupo petista avalia que os fundamentos macroeconômicos devem ser um meio para o governo atingir os seus objetivos - crescimento do PIB, inclusão social, geração de emprego e redução das vulnerabilidades externas - e não o próprio objetivo, como acontecia, segundo eles, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Esse modelo, inclusive, já teria sua formulação iniciada na atual gestão. Dois exemplos disso são mencionados: a retirada dos investimentos do PAC do cálculo do superávit e a opção por sempre escolher a margem superior da meta de inflação como cálculo para o crescimento. (Caio Junqueira e Paulo de Tarso Lyra no Valor) Leia mais.
PMDB veta opções do PT à esquerda
O PMDB vai apresentar um programa de governo próprio até o fim de abril, no qual colocará restrições aos pontos mais polêmicos do documento aprovado pelo PT no fim de semana, durante o 4º Congresso do partido. Teses como a jornada de 40 horas, maior controle dos meios de comunicação e regras mais flexíveis para a reforma agrária devem ser vetadas pelos pemedebistas. "O programa do PT é o programa do PT, não é o programa da coalizão. O do PMDB é outro. E é bom lembrar que o governo Dilma será de coalizão", disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).
O grupo que fará o programa do PMDB terá nomes como o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles; os ex-ministros Delfim Netto e Mangabeira Unger; o atual ministro da Defesa, Nelson Jobim; e o presidente do Instituto Ulysses Guimarães, deputado Eliseu Padilha (RS). A ideia é fundir as propostas do grupo - que começa a se reunir já nesta semana - com as teses aprovadas pelos petistas. "Os pontos que estão no programa de governo do PT e já são políticas do governo Lula serão mantidos, pois o PMDB faz parte da atual gestão. O nosso cuidado será com as novidades", ponderou o deputado federal Eduardo Cunha (RJ). (Caio Junqueira e Paulo de Tarso Lyra no Valor) Leia mais.
Lula chega a Cancún para roteiro por quatro países
Abrindo um ciclo de viagens de despedida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ontem a Cancún, no México. Trata-se da primeira etapa de um roteiro de sete dias por México, Cuba, Haiti e El Salvador.
Após oito anos na Presidência, segundo o Palácio do Planalto, Lula vai visitar países representativos para a diplomacia brasileira até agosto. Em Cancún, o presidente vai participar da 2ª Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento e da 21ª Cúpula do Grupo do Rio. O encontro vai até amanhã.
Durante as cúpulas, o governo brasileiro finalmente estaria disposto a reconhecer a eleição do presidente hondurenho Porfirio Lobo, ocorrida em 29 de novembro, cinco meses após a deposição do presidente Manuel Zelaya. O Brasil faria o reconhecimento sob condições, como a instauração de uma comissão que investigue o afastamento do presidente do cargo.
Em Cuba, além de um encontro com Fidel Castro, Lula anunciará a segunda parcela de investimentos no Porto de Mariel. Existe também a expectativa de que novos investimentos no Haiti sejam anunciados na passagem pelo país, na quinta-feira. Lula conversará com o presidente haitiano, René Préval. Em El Salvador, onde termina a viagem no sábado, Lula deverá tratar com o presidente Maurício Funes do financiamento já anunciado para renovação da frota de ônibus do país. O empréstimo será do BNDES. (Zero Hora)
Presidente do PT diz que não é hora de falar sobre prévias
O presidente do PT em Pernambuco, Jorge Perez, minimizou ontem a intenção do ex-prefeito do Recife João Paulo de disputar prévia no PT para definir o nome do partido para a vaga no Senado na chapa do governador Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição. De acordo com o dirigente, qualquer aspecto sobre eleição interna apenas poderá ser discutido depois dos encontros nacional e estadual do partido. O nacional será nos próximos dias 5 e 6 e vai traçar as diretrizes para os Estados sobre as eleições deste ano. Perez afirmou que a possibilidade de prévias passa a ser trabalhada após a reunião estadual, que será realizada em abril, ainda sem data definida.
“O período de inscrição só pode ser aberto após o encontro estadual. Por enquanto, só há manifestações de grupos”, disse o presidente do PT, membro da Construindo um Novo Brasil (CNB), corrente adversária do ex-prefeito, eleito para o diretório nacional no 4º Congresso Nacional do PT, encerrado sábado. Perez contou que João Paulo o procurou, depois de anunciar no Twitter que resolvera disputar as prévias, apenas para saber como funciona o processo de eleição entre os filiados. “Disse que só depois poderemos discutir prévias. Até porque não tem posição formal do PT ainda sobre qual espaço deve ocupar na chapa (à reeleição do governador Eduardo Campos)”, relatou. (Jornal do Commercio)
Gasto de Lula com cargos de confiança cresceu 119%
O governo Lula aumentou em 119% as despesas com as funções gratificadas, que não precisam de concurso público para serem preenchidas. De 2002 a 2009, esse gasto passou de R$ 555 milhões para R$ 1,2 bilhão. Nesses sete anos, cresceu 35% o número de pessoas que ocupam cargos de confiança e não têm vínculo com o governo, o que possibilita as indicações políticas.
Kassab diz que fica; DEM acha cassação eleitoreira
O prefeito de SP, Gilberto Kassab (DEM), afirmou não temer a perda do mandato em razão da sentença da Justiça Eleitoral que determinou sua cassação. Ele negou ter recebido doações ilegais na campanha de 2008. "Não temo [perder o mandato]. Estou realmente confiando na Justiça, sempre confiei. E volto a afirmar que tudo foi feito corretamente", disse Kassab, acusado de receber irregularmente mais de R$ 10 milhões. A decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral de SP, Aloísio Silveira, deve ser publicada amanhã. O advogado de Kassab disse que recorrerá hoje, o que garante a permanência do prefeito até decisão de instância superior. Líderes do DEM reagiram à cassação. O deputado Ronaldo Caiado (GO) chamou-a de "eleitoreira". Para Rodrigo Maia (RJ), presidente da sigla, "a decisão foge daquilo que gera segurança às instituições políticas".
Infraestrutura terá R$ 274 bilhões até 2013
Os grandes projetos nas áreas de energia e de telecomunicações continuarão a liderar a expansão da infraestrutura do País, que deve receber R$ 274 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos. A projeção consta de estudo do BNDES, que prevê alta de 37,3% nos investimentos do setor entre 2010 e 2013, ante R$ 199 bilhões entre 2005 a 2008. O ano de 2009 ficou fora da comparação porque os dados não estão fechados. Do total de investimentos para o atual quadriênio, 33,6% virão de projetos de geração, transmissão e distribuição de energia. Os R$ 92 bilhões previstos até 2013 com grandes obras, como as hidrelétricas na Região Norte e a terceira planta nuclear de Angra, vão significar aumento de 35,7% no setor ante o período entre 2005 e 2008. Para os técnicos do BNDES, o volume deve ser ainda maior, já que novos projetos poderão surgir, consolidando a liderança da energia elétrica na expansão da infraestrutura.
Brasileiros economizam R$ 13,7 bi com genéricos
Vistos com desconfiança no início, os medicamentos genéricos já caíram no gosto do consumidor brasileiro, atento ao preço, em média, 50% mais em conta. No ano passado, a indústria de genéricos, há 11 anos em atividade no Brasil, ampliou em 24% seu faturamento. As expectativas para 2010 são ainda melhores, tendo em vista que fabricantes de produtos farmacêuticos famosos e de elevada comercialização, como Diovan e Viagra, devem perder as patentes sobre os remédios. Participação dos genéricos no mercado brasileiro já é de 19%.
Dias que vão abalar a capital
Esta será uma semana decisiva para o futuro político de Brasília. Estão na pauta a votação do pedido de habeas corpus de José Roberto Arruda, preso na Superintendência da PF desde o dia 11, a expulsão de Paulo Octávio do DEM e o encaminhamento das ações contra os distritais pegos na Operação Caixa de Pandora. Haverá também a primeira reunião da comissão de parlamentares que julgará os processos de impeachment do governador afastado. A grande expectativa dos brasilienses está na votação do Supremo sobre a soltura de Arruda.
Teles enfrentam desafio de lucrar mais com redes 3G
As operadoras de celulares de terceira geração (3G) enfrentam uma realidade desafiadora. O número de usuários disparou e o ano deve fechar em 10 milhões, mais que o dobro dos 4,5 milhões de 2009. Mas a receita com serviços, o filão do setor, é muito baixa no país. As operadoras faturam em média US$ 13 mensais por cliente, e deles apenas 12% são provenientes da venda de serviços, ante 21% no México e 25% nos EUA, diz Erasmo Rojas, diretor da 3G Américas, associação das companhias que usam o padrão GSM. Vencer essa barreira é vital para as operadoras: com o aumento da competição, a tarifa do minuto de voz tende a cair, intensificando a necessidade da oferta de serviços de valor agregado. Mais de 70% dos clientes nas redes 3G são pessoas que adquiriram modem para acoplá-los aos notebooks e têm baixo consumo de serviços. Uma pesquisa da Acision, empresa que oferece plataforma de serviços para as operadoras móveis, mostra que a média de rentabilidade no acesso à internet móvel é de apenas US$ 1 por megabyte trafegado, enquanto que nas mensagens (SMS) no celular chega a US$ 243.
Estão sobrando vagas na Rural
Universidade está divulgando relação dos aprovados na sua segunda seleção, mas já adianta que será necessária uma terceira convocação para os feras preencherem todas as 1.047 vagas ainda abertas. Começam hoje as matrículas da UFPE.