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15.02.2010 | 14:52:13
Direto da Varanda: Chico Bruno

Documento mostra a verdadeira face do PT

No sábado de Carnaval fui traçar um bom uísque e comer uma moqueca de caçonete preparada pelo meu amigo Cabeça, um mestre na arte da culinária baiana, que sabe dosar como poucos o leite de coco e o azeite de dendê. Fartei-me com os comes e bebes.

Enquanto bebericávamos, Cabeça distribuiu cópias do volume um do Caderno de Textos para o 4º Congresso do PT como brinde.

Segundo ele, a leitura do documento petista ajudaria na digestão da saborosa moqueca.

Após recompor-me da moqueca, já na minha varanda, comecei a ler o dito cujo caderno petista.

Li o calhamaço e cheguei à conclusão que o PT, apesar das intempéries, como o mensalão, continua querendo pregar ética e a moral.

Detive-me no capítulo apresentado por Marcos Sokol.

O documento critica “a política da governança mundial do G-20 que injetou US$ 500 bilhões para capitalizar o FMI”, citando, inclusive, os US$ 14 bilhões injetados pelo Brasil no fundo a mando de Lula, ao invés de “salvar as nações e os trabalhadores, o G-20 salvou os banqueiros internacionais que voltaram aos lucros recordes em 2009”.

Em tom oposicionista, o documento critica, ainda, “as isenções (IPI etc.) que custaram cerca de R$ 26 bilhões de arrecadação não-realizada, que agora faltarão no orçamento do serviço público, principalmente nos pequenos municípios. Mas, globalmente, a massa salarial no Brasil diminuiu 13 bilhões em 2009. E ainda assim o nível de emprego caiu 5% (280 mil postos de trabalho a menos desde outubro de 2008, segundo a FIESP)”.

Pausa para lembrar que o documento é petista. Mais tem mais. 

Encarnando uma oposição raivosa, o documento diz que “para proteger a nação é preciso mudar a política do Banco Central. Hoje, não é possível continuar a política de juros recordes de Meirelles (PMDB) para atrair os capitais especulativos. Na chamada “bicicleta” do BC, o especulador toma emprestado a 1% nos EUA e recebe 8,25% do Brasil, que o aplica de volta nos EUA a 1% no máximo”.

Prosseguindo, o documento cita uma explicação de Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES no governo Lula.

“A diferença é paga pelo governo e custa mais que orçamento anual da Saúde e Educação. É a política que faz ‘o Brasil o paraíso dos aplicadores de curto prazo, que parece estar sendo preparado para mergulhar, sem bóia, num mar tempestuoso’. Sim, porque essa acumulação especulativa desabaria com uma simples elevação da taxa de juros nos EUA que repatriaria os “investidores”, estourando a bolha. Na verdade, o Brasil fica assim prisioneiro de mais juros e mais concessões para atrair os especuladores”.

Nesse ponto, os petistas dizem que essas “são as coisas que têm mudar”.

E aí, desce a madeira, como diz Ivete Sangalo, no PMDB.

“Como é possível no governo Lula, o ministro da Agricultura, Stephanes (PMDB), ditar a lei dos ruralistas, contra a atualização do índice de produtividade? Como é possível o ministro da Defesa, Jobim (PMDB), afirmar que vai ficar “pelos menos mais cinco anos no Haiti”, e propor aqui mesmo a atribuição de “poder de polícia” às Forças Armadas? É para isso que o PMDB está no governo?”

Finalizando o documento, o verdadeiro PT mostra a face, que não comunga com o pensamento de Lula.

“Face à candidatura Dilma, nós dizemos, sim, um verdadeiro governo do PT é necessário para avançar no estabelecimento da soberania nacional. Mas por isso são necessárias as Candidaturas Próprias do PT a Governador nos Estados, negadas pelo “protocolo de acordo PT-PMDB” que é preciso romper. A lição do Chile, companheiros, é que o “co-governo” com a elite é o caminho da derrota, e da destruição do próprio partido”.

Se o PMDB tiver juízo coloca as barbas de molho. Afinal, pelo exposto, tem parentes da noiva que não topam o noivo.

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15.02.2010 | 10:48:43
Corrupção

Brasil não pune lavagem de dinheiro, aponta entidade

O Brasil não consegue combater e punir um tipo de crime que une traficantes de drogas, corruptos e criminosos de colarinho branco -a lavagem de dinheiro. Faltam leis, disposição das autoridades para sequestrar bens comprados com dinheiro ilícito e preparo dos tribunais superiores para tratar o tema com a complexidade que ele requer.
A avaliação é do principal órgão internacional que sugere e monitora políticas contra a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo, o Gafi (Grupo de Ação Financeira), em relatório de 302 páginas obtido pela Folha.
Especialistas do Gafi visitaram o Brasil entre 26 de outubro e 7 de novembro do ano passado e apontam num documento preliminar que a maioria dos crimes de lavagem acaba sem punição. A versão é preliminar porque o documento será debatido com autoridades brasileiras antes do texto final.
A lavagem ocorre quando recursos obtidos ilegalmente ingressam no mercado com aparência legal. Pode ser o dinheiro de um traficante que se converte em postos de gasolina ou o caixa dois do empresário que é usado para a comprar imóveis, joias ou obras de arte. (Mário César Carvalho e Lilian Christofoletti na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia
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15.02.2010 | 10:42:06
Entrevista: Marco Aurélio Mello

Evidência contra Arruda é "contundente", diz ministro

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, 63, ratificou uma decisão histórica na sexta-feira, ao negar habeas corpus ao governador afastado do DF, José Roberto Arruda (s/partido), preso preventivamente desde quinta-feira por determinação do Superior Tribunal de Justiça. É o primeiro caso no país de um governador detido por corrupção durante o mandato.
O mérito da ação, cujo relator é Marco Aurélio, deverá ser julgado pela 1ª Turma (cinco magistrados, incluindo o próprio ministro) ou pelo plenário do Supremo nos próximos dias. Se o habeas corpus for negado, caberá ao STJ a manutenção ou não da prisão de Arruda, investigado pelo mensalão do DEM.
Em entrevista à Folha, Marco Aurélio antecipou seu voto: vai se manifestar novamente contra a concessão imediata do habeas corpus. Por ele, Arruda passará mais tempo na cadeia. Não há prazo para a prisão preventiva. A medida só é suspensa quando a Justiça entende não haver mais riscos de o alvo do inquérito atrapalhar as investigações. (Leonardo Souza na Folha de S.Paulo) Leia mais.

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15.02.2010 | 10:23:59
Risco de calote

Endividamento dos brasileiros bate recorde

Nunca o brasileiro deveu tanto. Entre cartões de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, empréstimos para compra de veículos, imóveis - incluindo os recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) -, a dívida das famílias atingiu no fim do ano passado R$ 555 bilhões. O valor é quase 40% da renda anual da população, que engloba a massa nacional de rendimentos do trabalho e os benefícios pagos pela Previdência Social.

"O endividamento do consumidor é recorde", afirma o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Ele fez um estudo, a pedido do Estado, para medir o grau de endividamento das famílias. Constatou que, se os bancos resolvessem cobrar toda a dívida, levando em conta o empréstimo principal e os juros, de uma só vez, cada brasileiro teria de entregar quase cinco meses de rendimentos. (Márcia de Chiara em O Estado de S.Paulo) Leia
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Bancos elevam valor de provisões anticalote

O aumento do risco e o crescimento dos índices de inadimplência nas operações de crédito, em decorrência da crise financeira, levou os bancos a aumentarem em 50% suas reservas para cobrir eventuais perdas com calote de clientes no ano passado. Segundo dados do Banco Central, as provisões encerraram 2009 com um volume de R$ 97,6 bilhões, o equivalente a 6,9% do total de crédito fornecido pelas instituições financeiras públicas e privadas. Em 2008, essa reserva era de R$ 65,2 bilhões e correspondia a 5,3% do total de crédito concedido.

De acordo com analistas consultados pela Agência Estado, as dificuldades financeiras enfrentadas por muitas empresas ao longo do ano - especialmente as indústrias e companhias exportadoras -, o aumento do desemprego no primeiro semestre e o impacto negativo na renda, fatores diretamente provocados pela crise, elevaram significativamente a chance de os clientes não honrarem seus compromissos com os bancos. E o volume de calotes efetivamente teve forte alta - de mais de 60% de 2008 para 2009. "A economia não estava favorável à qualidade creditícia", argumenta o analista de bancos da Austin Rating, Luís Miguel Santacreu. (Fabio Graner em O Estado de S.Paulo) Leia
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Diarista se enrola com contas que não fecham

A diarista Núbia dos Passos Couto, de 27 anos, separada e com um filho, está assustada com o volume de prestações que assumiu. Com renda mensal de cerca de R$ 600, que tira com faxinas e com os R$ 200 que recebe de pensão do ex-marido, ela deve mais que o triplo do seu salário, perto de R$ 2 mil, mesmo tendo repassado o financiamento de um televisor de LCD para o irmão.

"Emprestei o nome para um amigo comprar um celular a prazo e ele não pagou", reclama Núbia. A dívida em atraso com o celular do amigo está em R$ 400. Além disso, ela comprou a prazo um celular novo para uso próprio e se endividou em mais R$ 400.

Em lojas de roupa, ela gastou cerca de R$ 300, parcelou o pagamento e usou o nome do pai para fazer o crediário. No cartão de crédito, gastou mais R$ 300 em vestuário, tudo também devidamente parcelado. "O problema é que eu sou muito consumista. Sou incontrolável", admite.

Para sair dessa situação, ela tem um plano traçado. Primeiro, pretende "pegar mais faxinas" e obter um empréstimo de R$ 300 com um parente para quitar os crediários em atraso que estão em nome do seu pai. "O meu nome já está sujo por causa dos outros. Não vou deixar que isso aconteça com o meu pai."

O próximo passo, diz Núbia, será escalonar o pagamento das prestações numa espécie de rodízio, de forma que não fique muito tempo em atraso numa única dívida: "Num mês, deixo de pagar água e em outro a roupa que comprei do vendedor que vem na minha casa e não cobra juros pelo atraso. Vou colocar as contas num caderninho", prevê. Ela planeja também unificar as datas de vencimento dos financiamentos. "Hoje tenho prestações vencendo nos dias 8, 17, 18 e 20. É uma atrás da outra." Finalmente, a diarista diz: "Quero mudar de vida e ter o controle das minhas dívidas." (Marcia de Chiara em O Estado de S.Paulo)

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15.02.2010 | 10:10:44
Arrudagate

Abandonado pelo DEM, vice de Arruda vai a Lula em busca de apoio

Sem apoio do DEM e sob pressão para que abandone o partido antes de ser submetido a um processo de expulsão, o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, vai ser recebido depois de amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador havia pedido o encontro na semana passada. Ontem, o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, informou que a audiência está agendada para a tarde desta Quarta-feira de Cinzas.

Paulo Octávio disse ao Estado que quer conversar com Lula sobre a "turbulência política" no DF, a possibilidade de intervenção e "obter apoio para garantir a governabilidade".

Apesar dos esforços para atrair aliados - até na oposição - e viabilizar um governo de coalizão, Paulo Octávio não pode mesmo contar com o apoio do próprio partido. Depois de entregar a presidência do DEM no Distrito Federal, o governador avaliou ontem a sua situação partidária: "Não cogito (sair do DEM), e espero que isso não aconteça. Não tem sentido, porque acabei de assumir o governo", afirmou, ao final de uma visita às obras do Hospital de Base. Ele alega que não recebeu nenhuma ligação do comando da sigla para tratar do assunto, que disse saber pela imprensa. (Rafael Moraes Moura e Rosa Costa em O Estado de S.Paulo) Leia
mais.

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15.02.2010 | 09:48:27
Arrudagate

Paulo Octávio já cogita renunciar se ficar isolado

Numa tentativa de se manter no cargo até o fim do ano, o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), que também enfrenta denúncias de envolvimento no escândalo de corrupção, tentará montar um secretariado de técnicos com competência reconhecida em todas as áreas e negociar um arco de alianças políticas. Mas, de forma reservada, o próprio Paulo Octávio admite que, se tiver dificuldade em implantar um governo suprapartidário, não ficará sozinho no meio do tiroteio. Nesse caso, ele já admite renunciar ao cargo.

Para interlocutores, o governador em exercício já avisou que precisa de garantias de que terá carta branca para administrar Brasília. Confirma, inclusive, a intenção de fazer um secretariado com grandes nomes para os próximos dez meses, tentando criar uma agenda positiva que permita condições mínimas de governabilidade.

É nesse contexto que o governador afastado, José Roberto Arruda, começou a ser fortemente pressionando a renunciar.

Seria uma forma de diminuir o risco de uma intervenção federal no DF. Nesse caso, avaliam os aliados, Arruda teria mais facilidade para conseguir um habeas corpus e sair da prisão. Isso porque, fora do poder, enfraqueceria o argumento da Justiça de que ele usa o cargo para influenciar e obstruir as investigações. Mas Arruda resiste à renúncia, apesar de estar muito abatido.

Ontem, Paulo Octávio classificou como um “golpe à emancipação política de Brasília” a possível intervenção no DF, pedida pela ProcuradoriaGeral da República. Na quartafeira, ele deverá ter um encontro com o presidente Lula.

— Nós temos uma intervenção que está nos ameaçando. Isso pode significar um golpe à emancipação política de Brasília. Então, precisamos ter seriedade no momento — disse. (Gerson Camarotti e Gustavo Paul) Leia mais em O Globo. 

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15.02.2010 | 09:44:08
Corrupção documentada

Arruda loteou Brasília 

Documentos apreendidos com assessores do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, indicam que, apesar de vender a imagem de um moderno gestor, ele se dispôs a seguir uma velha receita: lotear o governo entre amigos e aliados políticos, num empreguismo explícito. Em 2007, ainda no primeiro ano de governo, um seleto grupo de colaboradores de Arruda montou para ele um didático esquema para distribuir entre os amigos e assessores 4.463 cargos de confiança. O grupo, com a participação direta do governador, redigiu até uma ata de reunião, estabelecendo como critério de nomeação a afinidade com Arruda e seus amigos.

O texto com a divisão dos cargos e a ata foram apreendidos pela Polícia Federal na casa de Domingos Lamoglia, ex-chefe de gabinete de Arruda e conselheiro do Tribunal de Contas do DF. O primeiro documento, de uma página, lista os padrinhos políticos dos cargos de confiança. Com o título "sugestão do grupo especial, encarregado de controlar as nomeações no GDF", o texto justifica as razões de distribuir indicações entre aliados: "Diminuir a pressão sobre o senhor governador".

De acordo com a lista, os secretários de estado poderiam indicar 20 cargos cada, num total de 320 nomeações. Os 21 presidentes de empresas ligadas ao GDF ficariam com dez cargos cada, num total de 210. Outros 690 cargos ficariam para o que o texto chama de "23 amigos do grupo JRA" (sigla de José Roberto Arruda). Entre eles estão o próprio Domingos Lamoglia, Omézio Pontes, assessor de imprensa, e o deputado Alberto Fraga (DEM), hoje secretário de Transportes. Cada um teria direito a 30 cargos.

Vagas reservadas para cada deputado

Para os 14 coordenadores da campanha de Arruda em 2006, foram reservados 140 cargos. Os nove presidentes de partidos que apoiaram a eleição também poderiam indicar 90 pessoas. Estão na lista DEM, PSL, PMN, PTN, Prona, PPS, PSC, PP e PL. Haveria ainda cargos para apadrinhamento da bancada federal do DF. Para 19 deputados distritais seriam destinados 1.520 cargos (80 para cada). O documento ressalva que, dos 4.463 ocupantes de cargos, 987 poderiam ser mantidos, restando para escolha dos amigos e aliados 3.476 postos.

Com data de 16 de setembro de 2007, o texto é assinado por AJC, sigla atribuída a Adelson Júlio Cardoso, um dos auxiliares de Arruda. Uma semana após a confecção da lista, Arruda reuniu sua equipe na residência oficial. O encontro foi registrado numa ata que também estava na casa de Lamoglia.

Entre os temas da reunião estava a nomeação de cargos de confiança do governo. E o critério acertado é o de tirar todos os ocupantes que eram de carreira e não tinham ligação com o grupo de Arruda: "No âmbito interno, afastar os comissionados técnicos ou servidores efetivos que detêm cargo em comissão, nomeados em cargos comissionados no GDF, não alinhados com a política do governo do DF, substituindo-os por assessores próximos, de longa data, amigos, correligionários, dentre outros, desde que possuam capacidade técnica para tanto".

Quando assumiu, Arruda alardeou que estava acabando com o trem da alegria criado no governo anterior, que contratou, sem concurso, pelo Instituto Candango de Solidariedade (ICS). Na época, foram demitidas 3.500 pessoas. Na reunião, Arruda acertou que iria recontratar os que fossem aliados usando outro mecanismo: aproveitar vagas nos contratos de prestação de serviço do GDF. Ou seja, iria transferir apadrinhados para empresas contratadas pelo governo. "No âmbito externo, (devemos) fazer um levantamento nos contratos de prestação de serviços de mão de obra e estágios para que se possa viabilizar a absorção das demandas que não foram atendidas no setor público pelo setor privado, em especial aos demitidos do antigo ICS e correligionários", diz o texto. (Francisco Leali em O Globo)

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15.02.2010 | 08:28:49
Carnaval de Salvador

Prefeito é vaiado no ritmo do rebolation

No final da tarde do último domingo, o prefeito João Henrique (PMDB) foi ruidosamente vaiado pelos foliões que seguiam o bloco Pinel, cuja atração era a banda de pagode Parangolé, capitaneada pelo cantor Léo Santana.

Ao chegar no ponto inicial do desfile no Campo Grande, o vocalista ofereceu um buquê a João e a primeira-dama Maria Luiza Carneiro, que é deputada estadual. O prefeito que estava no camarote oficial resolveu ir ao trio para agradecer pessoalmente a homenagem.

Mal se pôde ouvir as palavras do prefeito, já que vaias pipocaram para todo lado assim que ele pegou no microfone. Desnecessário dizer que o prefeito não arriscou os passos de “Rebolation”, sucesso do Parangolé e candidata à melhor música do Carnaval deste ano. (Flávio Costa em A Tarde) 

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15.02.2010 | 08:00:54
Sucessão em Pernambuco

Tendências do PT em conflito

O deputado federal Maurício Rands, nome colocado ao Senado pela corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB), foi enfático, no fim de semana, ao defender um candidato do seu grupo para representar o PT na chapa de reeleição do governador Eduardo Campos (PSB). “Achamos que, dessa vez, deve ir a CNB. Estamos sempre abertos ao diálogo. Mas o momento atual converge para um nome da CNB”. No mais recente episódio da briga interna do PT, a CNB anunciou, semana passada, que apresentará seu postulante, seja Rands ou o secretário Humberto Costa, considerados pelo grupo como petistas que falam para dentro do partido.

A medida gerou reação da ala adversária, o Campo de Esquerda Unificado (CEU) e do seu líder João Paulo, que defendem um nome em “condições” de ajudar no projeto de reeleição do governador Eduardo Campos e de garantir a vitória da presidenciável Dilma Rousseff (PT). Leia-se, um candidato com maior densidade eleitoral. Sabe-se ainda que, apesar de ter retirado seu nome da disputa ao Senado, o ex-prefeito fez movimentações nacionais e locais, tendo conversado inclusive com o presidente Lula e com a própria Dilma, obtendo sinalizações positivas. Situação que fez acender a luz amarela dentro da CNB. (Com informações do Jornal do Commercio)

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15.02.2010 | 07:53:18
Presidenciáveis no Carnaval

Ciro-Eduardo, dobradinha em alta

Ciro, o governador e a deputada Ana Arraes

Se o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) veio a Pernambuco para testar sua popularidade como pré-candidato à Presidência, deve ter saído com o ego inflado. Por onde passava, o presidenciável era assediadíssimo – pelo público feminino em peso, já que não havia nem sinal da esposa, a atriz Patrícia Pillar, por perto. Do bloco Eu Acho é Pouco, em Olinda, à Torre Malakoff, no Bairro do Recife, Ciro se jogou na folia sem medo de ver sua candidatura desmoronar, como alguns petistas e aliados vêm tentando fazer.

Sábado, o socialista saiu do Galo da Madrugada e rumou direto para a Prefeitura de Olinda, onde almoçaria com o prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) e o governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Antes, deu uma passadinha na concentração do Eu Acho é Pouco, no Largo de São Bento, e quase não consegue sair. A mulherada gritava por fotos com o presidenciável, que atendeu a alguns pedidos.

Nesse ambiente o pré-candidato do PSB arranjou fôlego ainda para dançar ciranda na Torre Malakoff, na noite de sábado. No camarote do governo, dançou com Eduardo Campos, a primeira-dama Renata Campos, a deputada Ana Arraes e várias crianças. (Com informações do Jornal do Commercio)

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15.02.2010 | 07:45:08
Bom dia! Manchetes de 2ª feira

Santa Sapucaí

A União da Ilha abriu ontem à noite o desfile do Grupo Especial das escolas de samba, na Sapucaí, com o recomeço de Rosa Magalhães, que por 17 anos foi a carnavalesca da Imperatriz. Vencedora do Emmy pelo figurino do Pan 2007, Rosa colocou toda sua técnica à disposição da empolgação histórica da Ilha com o enredo sobre D. Quixote, o cavaleiro dos sonhos impossíveis. Mas, no meio do desfile, o quarto carro alegórico, “Lutando contra moinhos de ventos”, muito alto, dificultou o acesso do destaque Pedro Paulo, que sustentava uma fantasia de 18 quilos. O carro foi danificado e a operação atrasou o desfile, comprometendo a harmonia. Na madrugada de ontem, na apresentação das escolas do Grupo de Acesso, “seu” Zacarias do Morro de São Carlos, de 81 anos, arrancou aplausos da Sapucaí do alto do segundo carro alegórico da Estácio de Sá, penúltima escola a desfilar. Entre os blocos de rua, o Simpatia é Quase Amor foi a sensação de domingo, arrastando 70 mil foliões por Ipanema.

Brasil não pune lavagem de dinheiro, diz relatório

O Brasil não consegue combater e punir a lavagem de dinheiro, diz relatório do principal órgão internacional que sugere e monitora políticas contra esse crime e o financiamento ao terror.
Segundo o texto do Gafi (Grupo de Ação Financeira), faltam leis, disposição das autoridades para sequestrar bens comprados com dinheiro ilícito e preparo da Justiça para tratar o tema.

Brasileiros têm dívida recorde de R$ 555 bi

O endividamento das famílias brasileiras atingiu, no fim do ano passado, R$ 555 bilhões - o equivalente a quase 40% da renda anual da população. “O endividamento do consumidor é recorde”, afirma o economista Bráulio Borges, da LCA Consultores. De acordo com o levantamento feito a pedido do Estado, cada brasileiro deveria entregar quase cinco meses de seus rendimentos (salários e Previdência) para quitar o total da dívida, caso os bancos cobrassem de uma só vez tudo o que têm a receber em cartões de crédito, cheque especial, financiamento de veículos e imóveis, etc. No ano passado, por causa da crise e consequente aumento do risco no crédito, os bancos aumentaram em 50% suas reservas para cobrir os eventuais calotes de clientes.   

Foi lindo, e hoje tem mais

A União da Ilha voltou ao Grupo Especial do Carnaval carioca, após oito anos, com um desfile que arrancou aplausos do público. A escola apostou em cores fortes, com enredo sobre Dom Quixote. A Imperatriz, com a Rainha da Bateria Luiza Brunet, abordou a fé e enfrentou problemas com carros alegóricos.

Supremo reprova tese de intervenção

Ministros do STF ouvidos pelo Correio avaliam que a crise política no Distrito Federal não justifica nomeação de um interventor. No entendimento dos magistrados, o governo e as instituições estão em condições de funcionar. Há uma preocupação em relação à Câmara Legislativa - contaminada pelo escândalo das propinas, não teria meios de realizar uma eleição indireta isenta para governador -, mas essa é uma circunstância política. Do ponto de vista jurídico, a autonomia da capital federal estaria preservada.   

Enquanto isso... Papangus dão show

O Carnaval do super – a começar pelos superpoderes dos heróis do Enquanto isso... Na sala de justiça – está longe de acabar em Pernambuco. É superanimação e supercriatividade por todos os lados, do Alto da Sé ao sol escaldante de Bezerros, no Agreste. Folia que merece ser guardada na máquina fotográfica, na filmadora, na memória e no coração. Multicolorida como o papangu e surpreendente como os super-heróis, hoje a loucura carnavalesca vai de criançada em Olinda, samba no Marco Zero e reverência aos orixás na Noite dos Tambores Silenciosos.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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