José Priante critica Ana Júlia e defende candidatura própria do PMDB
O ex-deputado José Priante – PMDB/PA concedeu entrevista, no último sábado (06) ao Programa Bastidores do Poder apresentado, por este jornalista, na Rádio Educativa FM. Na oportunidade, Priante disse que se depender dele, o PMDB não aprovará o empréstimo que a governadora Ana Júlia- PT solicita junto ao BNDES no valor de R$ 366 milhões.
“O PMDB não vai dar um cheque em branco de R$ 366 milhões ao PT se ele nem explicou onde foi aplicado R$ 1 bilhão, em empréstimos anteriores”, disse Priante.
Em alguns momentos da entrevista, o peemedebista chama o PT de partido amador e infantil quando toma algumas decisões.
Com relação ao PMDB sair com candidatura própria, Priante deixou explicito que se Jader Barbalho, presidente do partido não vier candidato a governo coloca seu nome a disposição. (Blog do Jornalismo Político)
Ministério Público acata denúncia de Aleluia contra dirigentes do Ibama e Aneel sobre Jirau
O Ministério Público Federal acatou denúncia do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) e instaurou procedimento de investigação criminal contra o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, e o diretor de Licenciamento Ambiental do órgão, Sebastião Custódio Pires, e o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, pela expedição de "licença prévia", que permitiu o aproveitamento hidrelétrico das usinas de Jirau e de Santo Antônio, no Rio Madeira, localizado na bacia do rio Amazonas.
Na representação, Aleluia alega que o projeto apresentado pelo proponente vencedor, o Consórcio Energia Sustentável - (Suez Energy South América participações Ltda., Camargo Corrêa Investimentos em Infra-Estrutura S/A, Eletrosul Centrais Elétricas S/A e Companhia Hido Elétrica do São Francisco), registrou graves violações no edital 005/2008, uma vez que não foi elaborado em estrita consonância às especificações da UHE Jirau, representando violações à lei de licitações e também à legislação ambiental. Leia mais.
Nunca é demais lembrar que a lei no Brasil proíbe campanha eleitoral agora. Mas todos os partidos burlam essa regra. Eis mais um comercial que fere a legislação eleitoral:
Deputada denuncia na Câmara 26 mortes em maternidade pública do Amapá
A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) discursou hoje, 10, na Câmara dos Deputados, para denunciar a morte de recém nascidos no Hospital Maternidade Mãe Luzia, em Macapá.
- É vergonhoso e estarrecedor. 26 bebês morreram nos últimos 45 dias no Hospital Maternidade Mãe Luzia, em Macapá; nove apenas no último final de semana.
As informações fazem parte do relatório da visita feita à Maternidade pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amapá.
Segundo a deputada apurou do relatório, as causas mais prováveis são a inexistência de acompanhamento pré-natal, negligência médica, falta de equipamentos básicos, sucateamento da UTI neonatal e excesso de partos cesáreos, "contrariando a natureza humana", ressaltou a socialista.
- Esta situação na saúde é recorrente no governo de Waldez Góes. Em 2007, já havíamos denunciado a precariedade do serviço na Maternidade e o alto índice de mortalidade neonatal. A saúde pública, no Amapá, tornou-se caso de polícia, há muito tempo, arrematou Janete Capiberibe.
A jornalista pernambucana Marisa Gibson, na coluna Diário Político, de terça-feira (9), no Diário de Pernambuco lembra com muita propriedade que “no fim de março, por exemplo, Dilma deixará o cargo por causa do prazo de desincompatibilização, sendo previsível que ela perca a exposição única dos palanques do PAC, ao lado de Lula - estratégia que alavancou sua performance nas pesquisas. Entre março e julho não dará mais para justificar a campanha aberta que o presidente vem fazendo pela sua candidata. Aliás, se a candidatura de Ciro Gomes (PSB/CE) ultrapassar março, ele poderá até registrar um bom crescimento nas pesquisas, e essa pode ser uma das razões para tanta pressão do PT para afastar o deputado do páreo antes de uma eventual acomodação da candidatura de Dilma, depois que ela sair do governo. A propósito, é nessa acomodação da candidatura de Dilma que também aposta o governador José Serra (PSDB). Até hoje, o presidenciável tucano achou mais importante não misturar o governo de São Paulo com as eleições, se bem que não há como concorrer com a máquina federal nessa área. Mas a partir de abril, com todos fora dos cargos, o jogo ficará mais equilibrado e mais claro sobre a capacidade de cada candidato. Dilma perde um pouco a sombra protetora do padrinho; Serra não terá mais desculpas para se poupar e Ciro, se sobreviver, entrará num tudo ou nada, enquanto Marina Silva (PV) é uma incógnita”.
A análise de Marisa acerta na mosca e toca num assunto que tem passado despercebido pelos analistas políticos do jornalões.
O que diz a jornalista pernambucana é confirmado pelo açodamento do ex-ministro e ex-deputado cassado José Dirceu, que anda pelo país tentando articular acordos regionais e alianças nacionais.
Dizem por aí, que o périplo de Dirceu não é avalizado pelo PT, por Dilma e muito menos por Lula.
Dirceu baila pelos estados, embalado pela falta de força dos coordenadores da campanha de Dilma no PT, que tem pouca representatividade na sigla.
Vale lembrar, que Dirceu é a sombra que incomoda Lula, principalmente por que o ex-presidente do PT usa, ainda, seu “status” de ex-ministro para fazer grandes negócios, como, por exemplo, o jornal Brasil Econômico, lançado no país por um grupo português de comunicação graças ao seu lobby e que agora se prepara para lançar um novo jornal em Brasília.
Vale lembrar, que Dirceu é citado por petistas cearenses como o culpado pelo mau humor de Ciro Gomes com o PT.
Dirceu ameaçou o irmão de Ciro, governador do Ceará Cid Gomes, candidato à reeleição, com o lançamento da candidatura da prefeita petista de Fortaleza Luizianne Lins ao governo do Estado, caso Ciro não retire sua candidatura a presidente da República.
Antenado com a cena política brasileira e com os problemas que Lula enfrenta para construir palanques únicos para Dilma nos principais estados do país é que FHC entrou em cena.
Alguns analistas acham que Lula jogou a isca e FHC engoliu.
Mas, ao contrário, FHC entrou em campo na hora certa para confundir o lulismo e o petismo.
Se Lula quer uma campanha plebiscitária entre Serra e Dilma, comparando dados de seu governo com o de FHC, vai ter que fazê-lo debatendo com o ex-presidente, que o chamou para a briga.
Inversamente aos que imaginam certos analistas, quem esta correndo do bom combate é Lula, que até agora não respondeu aos ataques de FHC e, muito menos defendeu sua pupila Dilma, que foi chamada por FHC de “um boneco manipulado por Lula”.
Para FHC a hora de comparar seu governo com o de Lula é essa, pois durante a campanha a comparação será entre a experiência e a competência de Serra e Dilma.
O problema é que a oposição a Lula é composta por um saco de gatos, que só não está em pior situação por que o petismo não fica atrás.
Basta ver os problemas de disputas internas que os petistas enfrentam em Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, entre outros estados menos votados.
Na verdade, impera na oposição e na situação a Lei do Murici ou do Siri na Lata.
O jornalista baiano Ivan Carvalho, da Tribuna da Bahia corrige o presidente Lula em sua coluna de hoje.
A mídia registra (li na Folha Online): “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender na tarde desta terça-feira (ontem) a continuidade de seu governo. Ele também disse estar certo de que conseguirá fazer seu sucessor na Presidência da República.
“Nós vamos fazer a sucessão (?) neste país para dar continuidade ao que nós estamos fazendo, porque este país não pode retroceder. Este país não pode voltar para trás como se fosse caranguejo”, disse Lula ao inaugurar um campus universitário em Teófilo Otoni, Minas Gerais.
Bem, pelo que disse o presidente da República, e ante as óbvias dificuldades para o que quer que seja, inclusive o caranguejo, voltar para a frente, é evidente que o presidente pensa que caranguejo “volta para trás”. Há outras pessoas que, pensando um pouco diferentes do presidente Lula, mas também um pouco à sua semelhança, julgam que o caranguejo anda para trás.
Ambos estão errados e as pessoas que se deram ao trabalho de observar os caranguejos andando na areia das praias, nos mangues, nas margens de rios (todos esses habitats são freqüentados por caranguejos, que os há de várias espécies) terão notado que eles não se deslocam para trás, mas para os lados. E o fazem com notável habilidade, sem atropelarem ou embaraçarem os seus cinco pares de patas – um par deles, mais poderoso, que funciona como pinças – pois essa habilidade é de sua natureza, adquirida em longa evolução, se dermos crédito a Charles Darwin.
Cadeiras na porta à noite, bate-papo entre comadres e compadres, janelas abertas às escâncaras no verão para deixar entrar a brisa, longos e agradáveis passeios a cavalo, e armas, em casa, talvez para se defender de algum animal selvagem ou, coisa raríssima, proteger-se de quase pitorescos ladrões de gado. Assim era o interior baiano que conheci, oriundo que sou da zona rural. Falo de Itapetinga, Itambé e mesmo a atualmente infernal Vitória da Conquista. Bandos armados, com até 20 bandidos encapuzados, assaltando bancos, saqueando lojas e atirando a esmo, numa cena idêntica ao faroeste americano do século XIX, como acaba de acontecer em Amargosa; assaltos em Capim Grosso; revolta de presos e morte em Serrinha; policiais encapuzados trucidando inocentes em Conquista. Assim é o interior, hoje. Cena futura: multidão eufórica, aos berros, se jogando atrás de trios elétricos ou, os mais privilegiados, esbaldando-se em luxuosos camarotes. Centenas de milhares de turistas. E policiamento triplicado para dar segurança a tanta gente. Assim será Salvador durante seis dias, a partir desta quinta-feira. E eu, perplexo, pergunto: como ficará a segurança, já pífia, no interior do estado, com a inevitável transferência de tropas policiais para o Carnaval da capital? E deixo outra pergunta, para a Quarta-Feira de Cinzas, sem querer esquentar ainda mais a cabeça dos ressaqueados: o que será feito, em nível nacional e local, para efetivamente reduzir o insuportável nível a que chegou a insegurança pública neste país?
1 - É Carnaval, e há pouca gente em Brasília, que Suas Excelências precisam visitar as bases - seja lá isso o que for. A chance é boa: vão tentar passar na Câmara aquela emenda constitucional que efetiva, sem essas formalidades moralistas de concurso, cinco mil titulares de cartórios. Existe gente que passou em concurso e aguarda nomeação. Talvez tenham de continuar esperando. Quem propôs o trem da alegria dos cartórios sem nomeação é o mesmo Governo que fala em multar severamente empresas envolvidas em corrupção, naturalmente após um rigoroso inquérito. Tanto Dilma quanto Lula, cultores do idioma, sabem que rigoroso inquérito não significa inquérito rigoroso: é o contrário. 2 - Cartório no Brasil sempre serviu para enriquecer amigos e parentes. Quando o escritor Fernando Sabino casou com a filha do governador mineiro Benedicto Valladares, ganhou um cartório de presente. Quando se separou, devolveu o cartório. Se não era mais parente, por que ficaria com o cartório? Foi o reconhecimento público do toma lá, dá cá. Pelo jeito, tudo continua igual. 3 - Informação publicada nesta segunda pelo jornalista Aziz Ahmed, no tradicional Jornal do Commercio do Rio: "Hoje há mais de 4,5 mil jornalistas contratados pela Viúva, através de diferentes órgãos, para falar bem do Governo e contestar quem fala mal". As fontes de pagamento são diferentes, mas o dinheiro é desta pessoa que você vê todas as manhãs no espelho ao escovar os dentes. Guardai os vossos pandeiros, guardai, diz a marchinha. É para preservá-los.
Onde anda o bom senso? O "Carnaval de besteiras que assolam o país", o Cabeapá, irrompe nas avenidas e tímpanos e atravessa nossa paciência. Para ser Festival teria de ter júri. Carnaval é só deixar passar. Parece que está todo mundo meio armando, meio armado, trincando os dentes, querendo briga. Com preguiça de pensar.
É inevitável para uma cabeça de raciocínio rápido não estender alguns assuntos do dia para as fronteiras dos pensamentos impublicáveis. Não dá, sei lá, para ler algumas manchetes e não pensar, por exemplo, no seu sentido duplo. Dizem que a maldade está na cabeça de quem vê. Verdade. Só que o humor no coração de quem olha também pode ser um bom prisma.
Assim, no meio dos meus burburinhos mentais, me peguei listando, acreditem - formas de o Exército "revelar" a homossexualidade de seus pretendentes, caso continue essa bobagem de veto! Veto! Eles realmente acreditam que nas Forças Armadas não haja homossexualismo? Não, não acreditam não. Estão fazendo graça! Só pode ser! E os argumentos rasteiros que mostram que ignorância não tem limite? Leia mais.
Na Integração Nacional, os peemedebistas fecharam com a permanência do secretário executivo, João Reis Santana Filho. Ele está no cargo há um ano. Substituiu o então secretário Luiz Antonio Eira, que se desentendeu com Dilma numa reunião por causa do cronograma da Ferrovia Transnordestina e pediu demissão. Agora, para não brigar com Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o governo deixou o ministro à vontade para escolher Santana Filho e, por isso, o PMDB não vê a necessidade de indicar outro nome para o lugar de Geddel. (Denise Rothenburg no Correio Braziliense)
A mexida pré-eleitoral na equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode, ainda, render ao PT do Distrito Federal uma vaga de destaque no atual governo. A secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Arlete Sampaio, foi convidada a ocupar o cargo quando e se o ministro Patrus Ananias sair para disputar o mandato de governador de Minas Gerais, seu projeto político para este ano. Arlete foi candidata a governadora do DF em 2006. Perdeu para José Roberto Arruda. Agora, tinha como projeto ser candidata a deputada distrital, mas o Palácio do Planalto dá como certa a sua permanência.
Patrus depende ainda da decisão do PT mineiro, que continua sem um desfecho para a queda de braço interna entre o ministro e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Há quem diga que, com a notícia de que o vice-presidente José Alencar aceitaria ser vice de Patrus, o ministro ganhou novo fôlego na corrida pelo Executivo estadual. (Denise Rothenburg no Correio Braziliense)
No final do ano passado, o empresário Eike Batista, que gosta de botar um X no final dos nomes de suas empresas, comprou a concessão da marina do Aterro do Flamengo e prometeu melhorá-la, informando que respeitaria as normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Como se trata de área tombada, tem mais é que respeitar. Podia-se supor que Batista apresentasse ao público um projeto arquitetônico para uma obra simples, harmoniosa, com a lembrança do objetivo daquele pedaço de maravilha: atender a quem tem barco, mas não tem dinheiro para ser sócio do Iate Cube. Como disse o doutor: "Adoro o conceito americano de você ter que devolver tudo para a sociedade". Infelizmente, começou a acontecer justo o contrário. Eike Batista quer tomar para si algo que pertence à sociedade: 100 mil metros quadrados do Aterro. Um projeto temporário, para uma competição náutica de março, prevê a construção de uma arquibancada VIP (xô, choldra), lojas e restaurantes. O mafuá funcionará durante três semanas e será desmontado. Nada impede que ainda neste ano ele reapareça. Nessas, e em ocasiões semelhantes, quem quiser entrar na área da marina terá que comprar ingresso. Suprema humilhação para o carioca: pagar para pisar num pedaço de chão do Aterro. Leia mais.
A obsessão do PT com uma tática eleitoral que evite a divisão de aliados nos Estados poderá deixar a sigla sem candidatos próprios no eixo São Paulo-Minas Gerais-Rio de Janeiro, que abriga cerca de 55 milhões de eleitores (41,6% do eleitorado nacional). O cenário preocupa dirigentes da sigla, sobretudo porque São Paulo e Minas são governados pelo PSDB, respectivamente, há 16 e oito anos. A Folha apurou que a nova direção do PT pretende votar uma resolução no congresso nacional da sigla, entre os dias 18 e 20, que praticamente lhe dará carta branca para arbitrar as escolhas dos candidatos onde houver polêmica com aliados, sobretudo o PMDB. "Vejo com muita preocupação o fato de o PT ficar fora dos três Estados mais importantes. Já está apoiando o PMDB no Rio. Em São Paulo e Minas Gerais o PT não pode ficar fora. Não nos três", afirmou o ex-governador Jorge Viana (PT-AC), no passado cotado para assumir a articulação política do governo Lula. (Malu Delgado na Folha de S.Paulo) Assinante do jornal ou do UOL leia mais.
PT briga por vaga ao Senado em PE
O PT já está assegurado na chapa majoritária à reeleição do governador Eduardo Campos (PSB). Mas quem irá ocupar a vaga é uma escolha que ainda dependerá de muita discussão, o que não é lá muita novidade no partido, podendo ser resolvido até nas prévias como aconteceu há 14 anos, na eleição para a Prefeitura do Recife, em 1996. O grupo de Humberto Costa, que encabeça a tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), tendência majoritária na direção do PT estadual e nacional, decidiu partir para a briga com o ex-prefeito João Paulo, que há tempos desfila como pré-candidato ao Senado, embora seu discurso seja o de que será candidato a deputado federal.
A CNB decidiu, ontem, que terá um nome próprio na disputa pela vaga na chapa de Eduardo por entender que ela precisa ser preenchida por alguém que conte com “o coração e a mente” do PT, leia-se o compromisso do partido. Os nomes que estão disponibilizados pelo grupo, de acordo com o porta-voz da CNB, o presidente do Grande Recife Consórcio de Transportes, Dilson Peixoto, são o secretário estadual das Cidades, Humberto Costa, e o deputado federal Maurício Rands.
Ao ressaltar que o nome do PT para a chapa de Eduardo precisa representar o partido, dialogar com a legenda e não apenas com os aliados, Dilson declara que esse não tem sido a marca do comportamento de João Paulo. “Quando ele quis, ele dialogou. Mas hoje não tem sido bem essa a postura dele, a de buscar a construção de acordos, de ouvir todo mundo”, observou Dilson Peixoto. (Ana Lúcia Andrade e Ines Andrade no Jornal do Commercio)
Petistas cearenses se irritam com fala de peemedebista
Não faltaram argumentos ao deputado estadual Artur Bruno (PT) para rebater as últimas declarações do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), que afirmou, como publicado ontem no O POVO, não aceitar a postura do PT de exigir ao mesmo tempo o posto de vice do governador Cid Gomes (PSB) e uma das duas vagas ao Senado nas próximas eleições.
Indignado, Bruno disse ter se surpreendido com a ``deselegância`` de Eunício e cobrou um pedido de desculpas do peemedebista. ``Por que não termos responsabilidade, maturidade e equilíbrio para discutirmos, com respeito à dignidade dos partidos, todas as reivindicações?``, questionou o petista no plenário da Assembleia ontem.
Em entrevista ao O POVO, Eunício defendeu que o PT do Ceará não tem tamanho suficiente para exigir dois postos importantes nas eleições de outubro e que precisa fazer uma opção. ``Não dá para quem tem um metro e meio querer ter três metros``, disse, como publicado na edição de ontem. (Ítalo Coriolano em O Povo) Leia mais.
Do marqueteiro Edson Barbosa, responsável pelo programa que o PSB exibirá no dia 18, defendendo a permanência de Ciro na disputa presidencial: "Em 2002, a onda Lula era enorme. Ainda assim, ele precisou de Ciro e Garotinho para derrotar Serra no segundo turno. Um plebiscito entre Dilma e Serra pode comprometer o projeto Lula com um tiro só". (Renata Lo Prete)
'Respeitamos Ciro, mas ninguém pode governar sozinho'
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu a aliança do PT com o PMDB, sob o argumento de que "ninguém pode governar sozinho", e rechaçou comentários do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), para quem a coligação de apoio à chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, padece de "frouxidão moral". Bem-humorado, ele poupou Ciro, que não desistiu de disputar o Planalto, mas alfinetou a oposição. "Às vezes, o PSDB e o DEM tendem a achar que o mundo está dividido em duas partes: uma que apanha e outra que bate. Temos de mostrar que eles não vão ter vida fácil nessa campanha", insistiu.
Em 30 anos de trajetória, é a primeira vez que o PT disputa a eleição presidencial sem o nome de Lula na cédula. Por que a ministra Dilma, cristã nova no PT, foi escolhida como herdeira do lulismo sem nunca ter disputado uma eleição?
A Dilma foi uma ideia do presidente Lula, mas ela conquistou rapidamente a nossa militância. Tanto que não teve qualquer contestação. Ela se revelou uma grande gestora, com capacidade de coordenação. (Vera Rosa em O Estado de S.Paulo) Leia mais.
Camargo Corrêa torna-se a maior acionista da Cimpor
Num lance inesperado e fechado nesta quarta-feira em Lisboa, a Camargo Corrêa tornou-se o maior acionista individual da cimenteira portuguesa Cimpor, uma das dez maiores do mundo.
O grupo brasileiro pagou cerca de 1 bilhão de euros pela participação de 22,17% do empresário Teixeira Duarte e tem opção para adicionar ações de seus familiares, totalizando 25% da Cimpor. A Camargo pagou 6,50 euros por ação.O negócio foi fechado por volta das 5 horas da manhã em Lisboa, diretamente por Carlos Pires Oliveira Dias, um dos donos do grupo, e pelo presidente do Conselho de Administração da Camargo, Vitor Hallack.
Depois de perder, na semana passada, a participação que o grupo francês Lafarge tinha na Cimpor, a Camargo comprou uma fatia maior ainda do empresário Teixeira Duarte - que poucos imaginavam que pudesse vender agora sua participação. A operação torna difícil a tarefa da Companhia Siderúgica Nacional (CSN), que tenta comprar o controle da cimenteira de Portugal. A aquisição da Camargo será paga com recursos próprios e financiamento de bancos, liderados pelo HSBC. (David Friedlander na Agência Estado) Leia mais.
O lucro líquido de oito bancos privados que já publicaram seus balanços aumentou 24,1% em 2009, na comparação com 2008, a despeito da crise que fez crescer os índices de inadimplência e abateu o nível de atividade geral da economia. O resultado foi turbinado pelo Itaú Unibanco, que ontem divulgou o maior ganho da década do setor bancário no país: R$ 10,067 bilhões, 29% a mais do que o lucro contábil informado em 2008 (de R$ 7,803 bilhões). Em valores nominais, o segundo melhor valor é o do Banco do Brasil em 2008 (de R$ 8,8 bilhões).
De acordo com compilação feita pela Austin Rating, a soma do lucro dos oito bancos chegou a R$ 23,174 bilhões em 2009, contra R$ 18,675 bilhões um ano antes. Além do Itaú, fazem parte da amostra Bradesco, Santander, BMG, ABC Brasil, Industrial, Modal e BRP. Os bancos foram buscar na tesouraria os recursos para compensar a estagnação da receita com empréstimos. O ganho com títulos e valores mobiliários e derivativos passou de R$ 31,4 bilhões para R$ 41,3 bilhões — alta de 31,5%. Para efeito de comparação, o avanço da receita com crédito da amostra foi de 8,3% no período; com serviços e tarifas, de 12,1%. (Aguinaldo Novo e Patrícia Duarte em O Globo) Leia hmais.
Ao anunciar ontem que o governo prevê a segunda maior safra da História para este ano, de 143,09 milhões de toneladas (só perdendo para 2007/08, quando foram colhidas 144,1 milhões de toneladas), o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, admitiu que o produtor brasileiro enfrentará grandes dificuldades para escoar suas mercadorias até os portos e centros comerciais. Segundo o ministro, é grave a deficiência de infraestrutura e logística no escoamento da produção agrícola e não há, no Brasil, qualquer plano estratégico de médio de longo prazos, entre 5 e 20 anos.
— Não existe um plano estratégico para o escoamento da produção e o abastecimento das necessidades agrícolas, como insumos em geral. No Centro-Oeste, principalmente no estado de Mato Grosso, isso é um grande problema para o qual não enxergo a solução — afirmou Stephanes, acrescentando que assiste a todos os debates e discussões sobre o assunto no governo.
Segundo o ministro, os custos com transportes chegam a ser proibitivos. O que o produtor do Centro-Oeste paga, afirmou, chega a ser superior ao valor do grão, o que reforça a ideia de que o sistema de escoamento brasileiro é inadequado: — Mas os problemas não atingem apenas grãos, como milho e soja. Há dificuldades para carnes em geral.
Stephanes afirmou ainda que os portos brasileiros não estão sendo devidamente adaptados e aparelhados para atender ao crescente aumento da produção.
Perguntado sobre de quem seria a responsabilidade por esse quadro de ineficiência, Stephanes respondeu: — Os ministérios dos Transportes e o de Portos e Vias Navegáveis.
Procurados, o Ministério dos Transportes e a Secretaria Especial de Portos preferiram não comentar. (Eliane Oliveira em O Globo)
Depois de incentivar nos bastidores a candidatura do vice-presidente José Alencar (PRB) ao governo de Minas Gerais como forma de unir a base governista no estado, o presidente Lula e estrategistas políticos do governo e do PT decidiram mudar de tática e assumir uma posição mais cautelosa.
Por isso, a determinação do Planalto foi de, por enquanto, mergulhar com o balão de ensaio da candidatura Alencar, já que foi forte a reação do PMDB do ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato à sucessão do tucano Aécio Neves.
Foi depois do desconforto do PMDB e do clima de desconfiança que tomou conta de setores petistas que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aconselhada, cancelou a ida a Belo Horizonte na noite de segunda-feira. Ela participaria da cerimônia de posse da nova direção do PT em Minas, onde Alencar foi agraciado com o título de militante de honra do PT.
Ontem, os peemedebistas demonstraram resistência à solução proposta pelo PT: — Zé Alencar nunca pediu para ser candidato ao governo. Pelo jeito, isso são as nuvens negras que aparecem no percurso para a consolidação da aliança (entre PT e PMDB). Alencar é candidato, se for, ao Senado. Se for para disputar o governo, será mais um nome para ser analisado pela base, além do Hélio Costa, do Patrus Ananias (ministro do Desenvolvimento Social) e do Fernando Pimentel (ex-prefeito de Belo Horizonte). Agora, Zé é um homem de coalizão e não de destruição — afirmou o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), aliado de Costa.
Alencar diz que vai esperar resultado de exames
O Planalto foi alertado que o evento de anteontem poderia consolidar a candidatura de Alencar ao governo mineiro, o que foi classificado como uma aposta de risco pelas incertezas que representaria seu nome na disputa. A avaliação agora é que, sem pesquisas sobre o desempenho de Alencar na disputa pelo governo, seria arriscado apostar apenas na questão emocional para torná-lo competitivo.
Em Belo Horizonte, Alencar disse que vai esperar até meados de março, quando receberá os resultados dos seus exames médicos, para definir se será candidato. Afirmou que, se depender dele próprio, prefere disputar um cargo legislativo.
— Se resolver me candidatar, estando bem de saúde, confesso que prefiro um cargo do Legislativo — disse o vice-presidente após encontro com o governador Aécio Neves, anteontem.
Alencar afirmou ainda que sua candidatura não seria necessariamente ao Senado: — Há também eleição para deputado estadual e deputado federal, que são também casas do Legislativo. (Gerson Camarotti em O Globo)
Considerado a voz mais frequente do presidente Lula no PT, Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete da Presidência, fez ontem uma avaliação dos 30 anos do partido, e disse ao GLOBO que a maior perda do PT no período foi ter “adquirido o vício da corrupção”. Como ganho principal, ele citou o fato de o partido ter conseguido transformar agricultores e operários em atores políticos. Carvalho disse ainda que a vaga de candidato da base ao governo de São Paulo continua reservada para o deputado Ciro Gomes (PSB).
O GLOBO: Quais foram as principais perdas e os ganhos nestes 30 anos do PT? GILBERTO CARVALHO: O ganho: o PT é um dos principais responsáveis pelo fato de que milhares de brasileiros se tornaram sujeitos políticos. Não é pouco, nestes anos, o PT ter colocado agricultores, operários, nos legislativos e até na Presidência. E trouxe uma nova cultura política, com a distribuição de renda e o resgate da dignidade de milhares de brasileiros.
E a grande perda? CARVALHO : O PT nasceu questionando as instituições tradicionais, mas foi adquirindo vícios. Até o vício da corrupção, que infelizmente entrou em nosso partido. Então, de certa forma, houve um assemelhamento, neste sentido, com os outros partidos.
Como o PT deve trabalhar com o lulismo? CARVALHO: Não há uma real separação entre lulismo e petismo. O Lula se confunde com o PT. Não vai haver um PT sem Lula. Então, são fenômenos que se construíram dialeticamente, numa síntese progressiva. Agora, nas eleições, teremos um teste com Dilma. Agora mesmo o presidente disse: “Dilma, sua eleição será a realização final do meu governo”. Claro que não teremos o carisma e a habilidade de negociação do Lula, que foi forjado na negociação.
Carisma e lulismo... CARVALHO: Não é o carisma do Lula que atrai os mais pobres. É o saco de cimento a mais para colocar na laje. É o filho que vai poder ir para a faculdade. E o PT foi o motor disso.
E com relação aos planos do presidente para o deputado Ciro Gomes (PSB) e a disputa em São Paulo, como está a situação? CARVALHO: Nós seguimos serenamente na perspectiva de reforçar a aliança mantida com o PSB desde 1989. Há a possibilidade ainda, e vamos insistir, até quando acharmos que vale a pena com Ciro, para que seja o candidato em São Paulo. Por isso, não respondemos às provocações. Gostamos dele ao ponto de aceitá-lo como é, com falas às vezes exageradas. Sabemos que ele é assim, e tentamos manter uma postura zen. A vaga de São Paulo continua reservada ao Ciro. Se não, Mercadante (senador Aloizio Mercadante) é uma possibilidade, assim como Fernando Haddad (ministro da Educação). (Soraya Aggege em O Globo)
Dois dias após o expresidente Fernando Henrique Cardoso publicar artigo no GLOBO e no “Estado de S. Paulo” aceitando fazer a comparação entre seus governos e os do presidente Lula, como queria o PT, líderes petistas comemoraram a entrada do tucano no ringue da disputa presidencial. E parlamentares da oposição reforçaram o contra-ataque de Fernando Henrique, avisando que não ficarão mais acuados.
Na tribuna, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) acusou a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Planalto, de inflar em R$ 58 bilhões os números dos programas habitacionais.
— Dilma é uma liderança de silicone, falsa, que deve ser desmascarada — bradou Tasso, que discursou após ler na internet que Dilma desafiara a oposição a comparar realizações.
O senador tucano disse que, no último balanço do PAC, Dilma inflou os números dos financiamentos habitacionais para construção de novas moradias. Segundo ele, nos últimos três anos, metade dos financiamentos do FGTS e do sistema de poupança para moradia foram destinados a compra de imóveis usados, o que não caracterizaria investimento em novas construções: — Ela tem que explicar esses números maquiados da habitação. É uma candidatura artificial montada no marketing, num invólucro muito cheio de lacinhos, mas sem importância, porque o produto é fraco.
Tasso e João Pedro discutem
O senador petista João Paulo (AM) reclamou do que chamou de “grosseria” de Tasso: — Chamar a ministra de mentirosa? De candidata de silicone? Isso não é elegante — reclamou João Pedro.
— Mas o presidente Lula chamou o presidente do meu partido de babaca!! — reagiu Tasso.
Mais cedo, Tarso Genro (PTRS), que deixa hoje o Ministério da Justiça, comemorou: — Saúdo a presença do expresidente no debate político. Acho que ele é o principal líder político da oposição que, inclusive, busca dar um rumo para uma oposição sem rumo.
— Acho bom que ele (FH) tenha entrado no debate. Se Serra e Alckmin sempre fizeram questão de escondê-lo, acho bom que ele entre. Ele foi presidente e implantou um projeto. Quem tem que se preocupar com a rejeição dele é o PSDB — emendou o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Outros aliados do governador José Serra, provável candidato do PSDB ao Planalto, reforçaram a posição de FH. O senador Jarbas Vasconcelos (PE), da ala oposicionista do PMDB, conclamou a oposição a “responder às mentiras” de Dilma: — Eles vão tentar nos acuar de novo, como fizeram no segundo turno da eleição passada com a privatização da Petrobras, e não deu tempo de Alckmin reagir. Estava passando da hora de alguém responder a Dilma. FHC tem que continuar dizendo que Lula recebeu o país com as reformas que o PT e o próprio Lula votaram contra.
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) saiu em defesa de Lula e atacou Serra: — Fernando Henrique deveria aprender a botar a viola no saco. Há uma tradição na nossa República de que os ex-presidentes se isolam dessa disputa mundana. Agora, vaidade misturada com a inveja que o Fernando Henrique tem do Lula acaba gerando isso. Fernando Henrique é a única pessoa que não tem moral para falar mal de Dilma, porque o Serra foi a Dilma do Fernando Henrique. (Maria Lima e Jailton de Carvalho em O Globo)
Lula inaugura universidade que mal consegue funcionar
A inauguração de dois prédios da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) pelo presidente Lula virou palco para protestos de estudantes que denunciavam os problemas de estrutura. Há falta de acessos ao local, déficit de professores e carência de água. No palanque, o presidente Lula e sua comitiva tiveram de enfrentar os protestos. O governo admitiu falhas e prometeu avaliar as reivindicações.
As obras de um campus avançado para a universidade começaram em 2007, com previsão de entrega em 2012. Dos dez prédios, cinco ainda estão em construção e três sequer saíram do papel, segundo a reitoria, que admite atraso no cronograma. Os dois edifícios entregues ontem abrigam desde agosto cerca de mil alunos, matriculados em seis cursos. Mas só se chega a eles por uma rua de terra ou trilhas de boi. Em dias de chuva forte, carros e ônibus não atravessam a lama, o que tem levado ao cancelamento das aulas. No semestre passado, os alunos perderam 15 dias. Ontem, as vaias dos estudantes chegaram a abafar os discursos da prefeita de Teófilo Otoni, Maria José Hauesein (PT), e do reitor, Pedro Angelo Almeida Abreu. (Fábio Fabrini em O Globo) Leia mais.
Ancorados por ambiciosos planos de ação que serviram como vitrine de seus governos e de suas campanhas eleitorais, Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva não entregaram em suas gestões tudo aquilo que prometeram — previsão possível de se fazer para o governo petista a dez meses do seu fim. Os balanços dos dois programas do governo tucano — Brasil em Ação, de 1996, e Avança Brasil, de 1999 — mostram que várias obras foram iniciadas, mas ficaram pendentes para o governo seguinte. Em três anos, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Lula concluiu apenas 40% dos R$ 638 bilhões em obras previstas para União, estados e municípios.
Para cumprir as metas, Lula terá de concluir os 60% restantes em um ano, o que é difícil. Os balanços são feitos pelos dois governos, e tanto a gestão de FH como a de Lula incluem também gastos de estados e municípios e tomam como suas obras iniciadas em gestões anteriores e/ou ainda não concluídas. (Gustavo Paul e Cristiane Jungblut em O Globo) Leia mais.
"Tem de haver unidade e caráter nacional no partido"
Em duas entrevistas ontem, o prefeito da Capital, José Fogaça (PMDB), demonstrou a dificuldade que enfrenta para fechar a aliança com o PDT. O apoio à ministra Dilma Rousseff (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto, uma das exigências dos pedetistas para integrar a chapa do prefeito à briga pelo Piratini, teve tratamento diferente nas duas manifestações de Fogaça.
Pela manhã, ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o prefeito deixou claro que poderá subir no palanque da ministra petista, caso a aliança seja definida pelo PMDB nacional.
– Se o PMDB nacional tomar essa decisão (de apoio a Dilma), não há como o partido regionalmente assumir de maneira formal uma outra decisão. Esta tem de ser a linha do partido aqui no Estado, seguir a linha adotada nacionalmente – disse.
O prefeito, porém, ponderou que, no momento, o diretório gaúcho defende a tese da candidatura própria, liderada pelo governador do Paraná, Roberto Requião. O problema é que a convenção nacional do PMDB, realizada no fim de semana em Brasília, praticamente selou a união PT-PMDB.
– O PMDB tem de ser um PMDB só, não pode ser dois, três, quatro ou cinco. Tem de haver unidade e caráter nacional no partido – disse Fogaça à rádio.
Questionado sobre a possibilidade de subir no palanque da ministra, respondeu:
– Tenho de dizer com clareza e sinceridade que a convivência com a ministra Dilma foi altamente produtiva e boa para a cidade de Porto Alegre. Minha relação com Dilma e com Lula é muito boa.
À noite, em entrevista a Zero Hora, o prefeito recuou e evitou comentar a possibilidade de se unir à petista usando o argumento da defesa da candidatura própria ao Planalto. A seguir, leia o resumo da conversa por telefone. (Zero Hora) Leia mais.
Possibilidade de o PMDB gaúcho apoiar Dilma Rousseff abriria uma nova fase no embate entre petistas e pemeedebistas no Estado
Os esforços petistas e pedetistas para fortalecer a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência com apoio dos peemedebistas gaúchos colocaram o cenário eleitoral no Estado de cabeça para baixo. De repente, aliados de Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB) – atuais pontas-de-lança de uma rivalidade de quase 20 anos – foram obrigados a avaliar as vantagens e os prejuízos de uma reviravolta histórica.
Ontem, disposto a assegurar a aliança com o PDT, Fogaça sinalizou que seguirá o que o PMDB nacional decidir sobre a disputa presidencial (leia entrevista na página 6). Como os caciques que comandam o partido estão fechados com Dilma, o prefeito da Capital, que precisa renunciar ao cargo até o início de abril para concorrer a governador, na prática admite subir no palanque da ministra, uma exigência dos pedetistas para selar a união. Também ontem, em encontro com o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Jr., Fogaça avalizou outra condição da sigla, a vaga de vice na chapa.
Mantido esse cenário, Fogaça vai impor constrangimentos a ele próprio e a Tarso. Se o adversário aparecer ao lado de Dilma, o candidato petista terá de se esforçar para provar ser o preferido da ministra e do presidente Lula. Nem mesmo caciques da campanha tarsista sabem explicar como será o comportamento de Lula na disputa gaúcha. Há quem acredite que o presidente não virá ao Estado. O ex-prefeito de Bagé, Luiz Fernando Mainardi, pensa diferente:
– Se o PMDB do RS apoiar Dilma, Lula e a ministra vão estar no palanque de Fogaça. Acho que vai haver dois tipos de comício, um com Tarso e outro com Fogaça. (Zero Hora) Leia mais.
Queda do emprego no setor em 2009 foi a maior desde 2002
O emprego na indústria brasileira diminuiu em dezembro e fechou 2009 com a maior queda da série histórica, com o recuo da produção do setor resultante da crise financeira mundial. Leituras de períodos maiores, como a trimestral, no entanto, evidenciam que o mercado de trabalho industrial está em recuperação, que deve ser sentida de forma mais significativa neste ano.
O emprego industrial caiu 0,6% em dezembro sobre novembro e 2,7% contra igual mês do ano anterior, encerrando 2009 com queda de 5,3%, o maior recuo da série histórica iniciada em 2002, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"O tom de 2009 foi de maiores demissões por conta da queda na produção industrial provocada pela crise global. A recuperação da produção veio só no segundo semestre e o mercado de trabalho demora mais a reagir", afirmou Andre Macedo, responsável pela pesquisa do IBGE. "A sequência de taxas negativas no emprego começou em outubro de 2008 e no meio do ano derrubou o emprego industrial. No segundo semestre, houve uma ligeira recuperação."
Apesar dos dados ruins do mês, outros indicadores mostraram leituras melhores. A média móvel trimestral aumentou 0,4% em dezembro sobre novembro, no quinto mês de alta, e o emprego no quarto trimestre teve alta de 1,6% sobre o trimestre, quando o avanço havia sido menor, de apenas 0,3%.
Macedo vê uma recuperação do emprego mais significativa em meados deste ano. "Normalmente, há uma defasagem de três a quatro meses entre produção industrial e emprego. A indústria já tem resultados preliminares positivos para janeiro e fevereiro, mas só haverá resultado no mercado de trabalho pelo meio do ano." (Reuters no Valor)
Lucro de bancos e desemprego na indústria batem recordes
Apesar da crise global que freou a economia brasileira, o lucro de oito bancos privados que já publicaram seus balanços aumentou 24,1% no ano passado, na comparação com 2008. O Itaú Unibanco registrou o maior ganho da década do setor bancário no país: R$ 10,067 bilhões, 29% a mais do que o lucro contábil informado no ano anterior. Na indústria, porém, os efeitos da crise internacional atingiram em cheio o nível de emprego, que encolheu 5,3%, a maior queda desde 2002, quando o IBGE iniciou a sua série histórica. A folha de pagamento das fábricas, por sua vez, recuou 2,8%. Segundo projeções da Fiesp, foram fechadas cerca de 180 mil vagas no setor industrial em 2009. Para analistas, a recuperação do emprego nas indústrias deve se acentuar em meados do ano.
Mínimo em SP sobe acima do previsto
O governador José Serra (PSDB) mudou o critério de aumento do piso salarial de São Paulo ao usar como referência, pela primeira vez, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) estadual, em vez da taxa nacional. Em ano de eleições, o índice do Estado superou o do salário mínimo nacional. Os reajustes propostos para as três faixas salariais pelo governo estadual variam de 6,42% a 10,89%. O governo federal concedeu 9,68% para o mínimo em 2010. Enquanto o piso nacional é de R$ 510, o paulista ficará entre R$ 560 e R$ 580. A Assembléia Legislativa - onde Serra tem maioria - precisa aprovar o projeto. Desde 2007, São Paulo adota um mínimo regional, a exemplo do Rio de Janeiro, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e do Paraná, que registra o piso mais alto do país - de R$ 605,52 para trabalhadores rurais e R$ 610,12 para empregados domésticos e dos setores de comércio e serviços.
Criticado, Brasil volta a defender diálogo com Irã
O chanceler Celso Amorim reiterou a oposição do Brasil à adoção de novas sanções ao Irã para diplomatas europeus, essa disposição tem atrapalhado o esforço de obter consenso no Conselho de Segurança da ONU para pressionar Teerã a respeito de seu programa nuclear. "Não sou ingênuo sobre as dificuldades de um acordo. Mas o outro caminho, o das sanções, foi perseguido nos casos do Iraque e do Irã sem que nada tivesse acontecido". disse Amorim ao Estado, salientando que sanções afetam "setores mais frágeis da sociedade". Para ele, as conclusões sobre as intenções do Irã "não podem ser tiradas de um lado só". isto é, das potências ocidentais.
Emprego na indústria teve maior queda desde 2002
A crise mundial não poupou o setor industrial brasileiro no ano passado. O índice de ocupação da indústria, registrou retração de 5,3% na maior queda em sete anos, segundo o IBGE. O resultado só não foi pior porque o governo investiu numa forte política de renúncia fiscal, reduzindo impostos principalmente para produtos dos segmentos de automóveis e eletrodomésticos da linha branca. A reação, entretanto, só aconteceu no segundo semestre do ano passado, quando a crise já não atingia com a mesma força a economia do país. Assim, o índice de ocupação na indústria acumulou expansão de 2,8% de julho a novembro de 2009.
Servidor terá tíquete de R$ 304
Novo valor do vale-alimentação para funcionários do Executivo começa a ser pago no contracheque de fevereiro, sem retroatividade, e será unificado no país. Aumento no benefício chega a 141%.
União dará incentivo fiscal à produção de fertilizantes
O governo prepara um pacote de incentivos fiscais à substituição de importação de fertilizantes. Hoje o país compra no mercado externo cerca 65% do insumo consumido na produção agrícola, importação que no ano passado custou US$ 2,5 bilhões. A meta e chegar à autossuficiência, informou o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, ao Valor. "Estamos, forçando um entendimento entre a Petrobras e a Vale para produzir fertilizantes em larga escala aqui, sobretudo na mina de Nova Olinda (AM)", disse o ministro. "Falta fertilizante no mundo e eles nos mandam o que sobra. Ainda assim, por um preço elevado. Então, passa a ser uma questão de natureza estratégica a produção de fertilizantes aqui", completou. As medidas de incentivo constam de um dos três projetos de lei que serão encaminhados ao Congresso Nacional na primeira quinzena de março - os outros dois tratam da criação do novo Código de Mineração do Brasil e de uma agência reguladora para o setor. Um quarto projeto, com propostas de mudança na política de royalties sobre a atividade mineral, será enviado posteriormente. Com este, que é mais complexo e ainda não tem uma data para ser remetido ao Congresso, o governo quer aumentar os royalties cobrados sobre as exportações de minério "in natura" e manter esses encargos num nível mais baixo para a produção de insumos minerais usados nas indústrias locais. Com essas alterações, espera-se incentivar a siderurgia nacional e desestimular a exportações de minério de ferro, que é um desejo já manifestado várias vezes pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Saúde reforçada
Governo anuncia mais 3.243 profissionais da área de saúde para o Carnaval. Entre eles, são 693 médicos. Ponte Duarte Coelho será interditada hoje à noite e é melhor evitar ir de carro ao Centro neste período. Desfile do Galo terá novidades.