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02.07.2009 | 20:27:27
Quem diria

PT e Sarney tudo boa gente

O PT do Senado depois uma reunião, que contou com a assessoria de Dilma Rousseff, José Dirceu, Gilberto Carvalho e Ricardo Berzoini, achou um bode expiatório para a crise do Senado: DEM.

Consequentemente encontrou a saída para apoiar a permanência de José Sarney na presidência da Casa, pois a proposta de uma licença temporária é uma espécie de férias para Sarney esfriar a cabeça e se recompor.

Segundo o líder Mercadante, desde 2003 o DEM ocupa a 1ª secretaria da Mesa Diretora. Em um surto de amnésia o líder petista esqueceu que naquele ano o DEM abriu mão da 1ª vice-presidência para atender ao anseio do PT de ocupar aquele cargo, ficando com a 1ª secretaria que tradicionalmente pela proporcionalidade da bancada pertencia ao PT.

Além disso, o PT ajudou a eleger todas as Mesas Diretoras desde 2003. Só em 2009 lançou candidato à presidência da Casa, Tião Viana, que foi derrotado por Sarney.

O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), depois de muitas idas e vindas, subiu a tribuna do plenário do Senado, nesta quinta-feira, 2, para anunciar solenemente que a responsabilidade dos maus feitos do Senado é responsabilidade do DEM.

Dessa forma, justificou o apoio a Sarney, socializou a crise entre todos os senadores, apresentou a mesma proposta do PSDB de uma comissão paralela a Mesa Diretora para discutir a modernização do Senado e a propôs uma licença temporária para o presidente.

Alguns senadores da bancada petista fizeram coro a proposta. Mas, a maioria fez questão de frisar que tudo depende do encontro que teriam a noite com o presidente Lula.

O ponto alto do discurso de Mercadante foi à afirmação que a bancada estava tomando aquela decisão em nome da governabilidade do governo Lula, por isso, a partir de agora a bancada petista do Senado marcharia de mãos dadas com o PMDB.

A partir de agora, os senadores do PT serão parte da família de Renan e Sarney, aquela que usa a coisa pública para satisfazer interesses privados em favor de familiares e afilhados.

Será tudo boa gente.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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02.07.2009 | 18:13:08
Top Blog

Quero seu voto

Este "Política & Cia. Iltda." está classificado para a finalíssima do Prêmio Nacional TopBlog, entre os 100 melhores blogs de política do País.

A próxima fase será decidida por júri popular, portanto, basta clicar no link do prêmio ao lado esquerdo da página para votar.

A votação vai até o dia 11 de agosto.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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02.07.2009 | 17:05:10
Tirando da reta

Lula nega que Sarney tenha pedido audiência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse há pouco que o presidente do Senado, José Sarney, não pediu para conversar com ele. “O Sarney não pediu conversa comigo. Se ele pedir, eu atendo. Ele é o presidente do Senado.”
Há uma expectativa entre políticos de que o presidente Lula se encontre com Sarney até o fim da semana. O tema do encontro seria a pressão que o presidente do Senado tem sofrido por conta das denúncias de irregularidades administrativas. (Carolina Pimentel na Agência Brasil)

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02.07.2009 | 16:20:59
Conflitos

Protestos marcam o 2 de Julho em Salvador

O desfile cívico de 2 de julho em Salvador, data em que a Bahia celebra a expulsão definitiva das tropas portuguesas que resistiram à independência do Brasil, na manhã desta quinta-feira foi marcado pelo protesto de servidores insatisfeitos com o governo e a prefeitura da capital. 

Faixas, cartazes, palavras de ordem, papéis e até ovos foram usados nos protestos dos servidores. O governador Jaques Wagner (PT), por exemplo, enfrentou manifestações contra a política cultural de sua gestão. Usando máscaras cirúrgicas, um grupo ligado à área gritava palavras de ordem contra a decisão do governo de cortar verbas de museus e institutos. Perto do centro histórico, manifestantes pediram, com vaias, a demissão do secretário de Cultura, Márcio Meirelles, e mais verbas para a educação. Wagner considerou os protestos normais e alegou que, durante o percurso, também foi aplaudido.

Já o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) teve que enfrentar servidores municipais em greve desde o dia 7 de junho, que cobraram reajuste salarial e melhoria das condições de trabalho. Houve confusão e empurra-empurra no início do evento, quando parte dos servidores que permanecem em atividade decidiram retirar as faixas de protesto dos grevistas.

O presidente do Sindicato dos Funcionários da Prefeitura de Salvador, Gustavo Mercês, disse ter sido cercado por seguranças da prefeitura, que tentavam impedir a continuidade dos protestos. O clima se intensificou quando o prefeito e seu padrinho político, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), passaram pela multidão para hastear as bandeiras. Os manifestantes jogaram papéis, ovos e até um guarda-chuva contra Carneiro. A Polícia Militar foi chamada e o tumulto foi controlado.

Já temendo os protestos, Carneiro confirmou sua participação no evento em cima da hora. Durante toda a semana circularam informações de que ele não participaria das comemorações e, em nota, a assessoria do prefeito informou que ele cumpriria "intensa agenda" em Brasília e São Paulo nesta quinta-feira, 2.

Integrantes do PSOL também levaram para o desfile o movimento "Fora Sarney", que pede a destituição do presidente do Senado. (Heliana Frazão no Portal do UOL)

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02.07.2009 | 16:00:06
Tema de hoje

As carteiradas de Arthur Virgílio

O retrato fiel de que o Senado está no chão são as carteiradas distribuídas, faz uma semana, pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), sem que ninguém tome dele a mínima satisfação.

O líder do PSDB não poupou nem a sessão de pesar pela morte do médico e deputado federal José Aristodemo Pinotti (DEM-SP).

Nos últimos dias, Arthur Virgílio, remoeu o mesmo discurso como um daqueles discos arranhados de antigamente. Do alto do púlpito chama seus pares as falas. Afirma, que ali, que existem senadores não corruptos ou coniventes são covardes, ressalvando as exceções.

O líder do PSDB diz com todas as letras que os corruptos são os que se locupletaram dos feitos de Agaciel.

Os não corruptos ou coniventes são os que aceitaram alguns mimos de Agaciel e temem que o ex-todo-poderoso diretor bata com a língua nos dentes.

O que intriga é que ninguém rechaça o senador Arthur Virgílio. Ele fala e o plenário o ouve calado.

É como se todos os senadores colocassem o guizo no pescoço com a exceção de Jarbas Vasconcelos, que no início do ano fez o mesmo discurso de Arthur Virgílio em relação ao seu partido – PMDB - e também não foi contestado.

Fossem em tempos idos e já teria senador lavando a honra na bala. Existem exemplos históricos, um deles teve como personagem o pai do senador Fernando Collor.

As carteiradas diárias de Arthur Virgílio no plenário do Senado estão sendo solenemente ignoradas, inclusive pela tropa de choque de Renan Calheiros, que sempre esteve a postos para defender o seu chefe.

Não é possível, apesar do esfacelamento do Senado, que não exista na Casa um único senador entre os 79 atingidos por Virgílio que não tenha o mínimo de vergonha na cara.

Nem ao menos enxerga-se que exista quem concorde com o discurso do líder.

O que está acontecendo é fora do comum.

Até quando o plenário ouvirá calado o desafio de Virgílio?

Essa é a pergunta que não quer calar.

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02.07.2009 | 15:58:57
Língua solta

FHC diz que Lula fala coisas "levianas" quando está fora do Brasil

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou nesta quinta-feira as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a intenção da oposição com o possível afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

"O presidente, às vezes, abusa das palavras. Sabe que se o presidente do Senado eventualmente renunciar, haveria uma nova eleição. Não é verdade o que ele disse, eu lamento que o presidente diga coisas tão levianas. O presidente Lula, quando está fora do Brasil, não presta atenção nas palavras", disse FHC.

Ontem, Lula disse que a oposição quer afastar Sarney para colocar o tucano Marconi Perillo no lugar. (Wanderley Preite Sobrinho na Folha Online)

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02.07.2009 | 15:49:01
Casa de escândalos

PT quer que Sarney se licencie

Após reunião na manhã desta quinta-feira (2), a bancada petista chegou à conclusão de que vai tentar convencer o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de que a licença temporária é a melhor alternativa neste momento de crise aguda na Casa.

O anúncio oficial foi feito da tribuna do plenário do Senado pelo líder da bancada na Casa, Aloizio Mercadante, nesta tarde de quinta-feira, 2.

À noite, os senadores petistas se reuniram com o presidente Lula para dar ciência da decisão e solicitar que ela seja dividida com ele.

- O afastamento é a nossa recomendação. Nossa bancada considera que a licença temporária poderia contribuir para um cenário mais apropriado Mas nós não sentimos até o momento do presidente Sarney uma posição neste sentido, disse Mercadante.

Durante seu pronunciamento, o senador Mercadante aproveitou para responder ao jornalista Clóvis Rossi, que publicou artigo sob o título "O PT na vanguarda. Do atraso" na FOLHA DE S.PAULO desta quinta-feira, 2, criticando a postura da bancada petista do Senado. Assinante da FOLHA ou do UOL leia o artigo de Clóvis Rossi aqui.

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02.07.2009 | 15:21:02
Casa de escândalos

Agripino desafia Mercadante a apontar participação do DEM em irregularidades no Senado

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), desafiou o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), a apontar alguma irregularidade administrativa praticada na Casa da qual o partido tenham participado. Hoje (2), o petista reafirmou que o DEM tem “uma responsabilidade administrativa imensa” pela crise no Senado, uma vez que mantém a 1ª secretaria sob seu comando há pelo menos três legislaturas.

“Quero que o senador Mercadante aponte alguma irregularidade praticada pelo Democratas. Se ele está falando isso, tem a obrigação de apontar as falhas do DEM. Do contrário, o senador vai ficar no campo da leviandade”, afirmou José Agripino.

O líder do DEM lembrou que a bancada do PT votou, em 2003, a favor da eleição de José Sarney (PMDB-AP) para a presidência, assim como em Renan Calheiros (PMDB-AL) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). “Os três senadores mantiveram Agaciel Maia [ex-diretor-geral do Senado] no cargo. Quem mantém ou demite um diretor é o presidente do Senado”, destacou José Agripino.

Agaciel Maia foi demitido por Sarney após a imprensa publicar denúncias de que, ao longo de 14 anos à frente da diretoria-geral da Casa, teria praticado uma série de irregularidades como, por exemplo, a edição de atos secretos para beneficiar servidores e parentes de parlamentares, inclusivo do atual presidente do Senado. (Marcos Chagas/Agência Brasil

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02.07.2009 | 14:53:05
Fora com jornalistas

Senado isola áreas para Sarney passar

O Senado Federal amanheceu esta quinta-feira (2) com cordões de isolamento instalados na entrada do plenário e na porta do gabinete do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), impedindo o acesso de jornalistas a essas áreas. Na chegada de Sarney ao Senado nesta manhã os repórteres foram impedidos por um forte aparato de segurança de fazer as tradicionais perguntas sobre o possível afastamento do presidente do comando da Casa, devido à crise gerada pelas denúncias de atos secretos, irregularidades em nomeações e contratos do Senado. Segundo a assessoria de Sarney, a decisão de isolar certas áreas foi adotada em virtude de incidentes que teriam ocorrido na tarde desta quarta-feira (1), quando ele deixava o Senado. Na tarde desta quarta-feira um repórter do programa CQC diz ter sido agredido pelos seguranças do presidente do Senado. Já o porta voz da presidência disse que Sarney quase foi derrubado.  Nesta quinta, Sarney deve se encontrar com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Depois disso, deve conversar com o presidente Lula. Lula também deve se reunir com a bancada do PT. (Cláudio Humberto)

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02.07.2009 | 13:13:30
Sem padrinho

Arraes será o novo presidente da Embrapa contra a vontade do PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve nomear amanhã o agrônomo geneticista Pedro Arraes como novo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Embrapa está sem presidente desde março, quando o físico Sílvio Crestana se demitiu.
Arraes é funcionário de carreira da estatal e ocupa, pela segunda vez, o cargo de chefe da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antonio de Goiás, na região metropolitana de Goiânia.
Embora Arraes seja primo do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a escolha dele é técnica e não política. Tanto é que o presidente Lula, desta vez, decidiu escolher o novo presidente da Embrapa sem consultar nenhum partido, nem o mesmo o PT, que foi padrinho de Crestana.
Arraes tem 56 anos, é Ph.D em Genética e Melhoramento de Plantas e está na Embrapa há 29 anos. Dirigiu o Labex, o Laboratório virtual da Embrapa nos Estados Unidos entre 2003 e 2007.
A escolha de Arraes não agrada ao PT, que defendia um nome ligado aos deputados Pedro Eugênio e Fernando Ferro, ambos de Pernambuco. Eles queriam a indicação do também geneticista José Geraldo Eugênio, que foi secretário de Agricultura de Eduardo Campos no governo de Pernambuco. (João Domingos em O ESTADO DE S.PAULO)

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02.07.2009 | 12:59:38
Corrupção

Secretários do Pará têm bens bloqueados

Em decisão liminar, a Justiça do Pará mandou bloquear contas e bens de oito suspeitos de terem participado da aquisição supostamente irregular de 1 milhão de kits escolares para o governo estadual, sob o custo alegado de R$ 47,8 milhões.
Entre os suspeitos, estão duas secretárias estaduais e os controladores da agência de publicidade Double M, que intermediou a compra de parte dos kits. Conforme a Folha revelou em março, o governo usou a agência, uma das que fizeram a campanha da governadora Ana Júlia Carepa (PT) em 2006, para comprar as agendas e as mochilas do material.
O kit foi distribuído a alunos da rede estadual de ensino.
A decisão de anteontem respondeu a um pedido do Ministério Público do Pará, que investiga o caso e deve denunciar por improbidade administrativa ao menos parte dos suspeitos. Com o bloqueio, a Justiça visa assegurar que, se o desvio se comprovar, o ressarcimento ao erário seja garantido.
Só da secretária da Educação, Iracy Gallo, e de dois de seus adjuntos, o valor bloqueado é de até R$ 33,9 milhões.
Este dinheiro se refere ao que o governo já pagou até agora pelos kits, e não corresponde necessariamente à soma dos bens dos três.
Dos sócios da Double M, o valor congelado é o mesmo que, segundo a Promotoria, a agência já recebeu do governo para comprar as agendas e mochilas: R$ 25,9 milhões.
A secretária estadual do Trabalho, Ivanise Gasparim, teve até R$ 1 milhão de seus bens bloqueado.
Na sentença, o juiz Marco Antonio Castelo Branco diz que "as alegações de não realização de procedimento licitatório para a compra dos Kits, de pagamento indevido de honorários à empresa Double M e de aquisição de produtos com valores acima dos praticados no mercado [...] não parecem, a princípio, simples conjecturas divorciadas dos fatos".
Ele justifica o bloqueio dos bens com o argumento de que o não deferimento da liminar poderia "implicar em potencial inutilidade de uma decisão a ser proferida no futuro". (João Carlos Magalhães na FOLHA DE S.PAULO)

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02.07.2009 | 11:48:01
Memória

Sarney sabe o caminho das pedras

A crise do Senado não é o primeiro trauma na vida do ex-presidente José Sarney: o ônibus em que visitava o centro do Rio, em 1987 foi apedrejado pela multidão aos gritos de "salafrário, está roubando o meu salário". Na manifestação, organizada pelo PT, CUT e PDT, que agora o defendem, ele feriu levemente a mão. Meses antes, um “badernaço” contra o Plano Cruzado II paralisou Brasília, com saques e depredações. (Cláudio Humberto com foto de Carlos Carvalho/Angular)

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02.07.2009 | 11:12:53
Curta e grossa

Santinho!!!

Destratado por Dilma Rousseff em reunião sobre a Transnordestina, o secretário-executivo da Integração Nacional, Luiz Antonio Eira, pediu demissão em caráter irrevogável. A cena, presenciada por empresários e pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE), se deu quando Eira ponderou que, diante do novo cronograma ali acertado (a ferrovia não ficará mais pronta em 2010), seria necessário ajustar também os desembolsos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, hoje todo comprometido com a obra.
"Se o Ministério da Integração acha que vai dispor desses recursos, nem por cima do meu cadáver", gritou Dilma. Eira tentou se explicar. Os gritos aumentaram, e os termos pioraram. Quem viu descreve a atitude da ministra como "grosseira" e "desrespeitosa".

"Ou respondia a ela na hora, ou deixava o cargo", disse Eira a um colega da Casa Civil. Consultor legislativo, ele retornará à Câmara. O episódio criou mal-estar com o PMDB, partido do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, e objeto do desejo de Lula para formar chapa com Dilma em 2010.

O desfecho é inédito, mas as cenas de Dilma, não. Recentemente, a ministra falou cobras e lagartos para o presidente da Funasa, Danilo Forte. Em público. (Renata Lo Prete no Painel da FOLHA DE S.PAULO)

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02.07.2009 | 10:56:53
Casa de escândalos

Escândalos derrubaram três presidentes desde 2001

A eventual renúncia de José Sarney (PMDB-AP) ao comando do Senado será a quarta queda de um presidente da Casa desde 2001. Antônio Carlos Magalhães, Jáder Barbalho e Renan Calheiros já tiveram de abrir mão do cargo por envolvimento em escândalos.

Em maio de 2001, o baiano Antônio Carlos Magalhães, um dos principais líderes do PFL (atual DEM) e presidente do Senado, teve de renunciar ao mandato para evitar sua cassação e a perda de direitos políticos por oito anos. Acusado de violar o sigilo dos votos registrados pelo painel eletrônico do Senado, ACM foi alvo de um pedido de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar.

A violação do sigilo, segundo concluiu o Conselho de Ética do Senado, teve ainda a participação do então senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), que também renunciou. Tanto ACM quanto Arruda voltaram ao Congresso na eleição seguinte, em 2002: o primeiro foi novamente eleito senador e o segundo, deputado federal. (Daniel Bramatti em O ESTADO DE S.PAULO) Leia
mais.

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02.07.2009 | 10:49:24
Aposentados

Nervos à flor da pele

À beira de um ataque de nervos, o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), pediu ontem ao senador Paulo Paim (PT-RS), a representantes dos pensionistas do INSS e a líderes da base e da oposição, um novo prazo para levar à votação o reajuste dos aposentados e a extinção do fator previdenciário.
O governo não tem dinheiro em caixa para bancar uma previsível derrota no plenário. Fontana propôs que essas matérias sejam votadas apenas em agosto — o acordo era fazê-lo em 8 de julho. E argumenta que a prioridade é a recuperação do salário mínimo até 2023, além de um reajuste vitaminado para as aposentadorias acima de um salário mínimo.
Uma derrota no plenário, avalia, pode desestabilizar a política de investimentos do governo, abrir um flanco na base eleitoral petista e prejudicar a candidatura a presidente da República da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). (Luiz Carlos Azedo com Guilherme Queiroz na coluna Brasília-DF no Correio Braziliense)

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02.07.2009 | 10:35:45
Casa de escândalos

Operação segura-Sarney

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), começou o dia de ontem enfraquecido, disposto a renunciar. Chegou a dizer a aliados que não tinha mais condições políticas de governar a Casa. No início da noite, no entanto, a situação mudou. Senadores petistas foram em bloco conversar com Sarney. A tese do afastamento perdeu força graças a uma operação deflagrada da Líbia pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversa telefônica, Lula pediu ao senador que não tomasse uma decisão antes de conversarem pessoalmente em Brasília. Para garantir a permanência do aliado no cargo foi além. E escalou um time de peso a fim de impedir que o PT engrossasse o coro pela licença de Sarney.

A mando do presidente, entraram em campo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da República, o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu (PT-SP) e o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. Os três dispararam ligações a petistas e peemedebistas nos quais reafirmaram a necessidade de preservar a parceria entre os partidos, considerada estratégica para a disputa em 2010, e de combater a oposição, que estaria agindo de olho na sucessão presidencial. Uma série de fatores levou à contra-ofensiva em defesa de Sarney. Conforme revelou o Correio na semana passada, Lula não quer o aliado magoado com o PT e o governo, o que prejudicaria a candidatura de Dilma.

Além disso, não deseja reviver a disputa renhida entre petistas e peemedebistas pela Presidência do Senado. Hoje, admitem auxiliares do presidente, seriam grandes as chances de um oposicionista ou de um “nome ético” ou dito “independente” vencer o páreo. As consequências disso seriam problemas para o Planalto, como o início dos trabalhos das CPIs da Petrobras e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Interesses particulares de caciques do Congresso também deram fôlego à campanha em favor de Sarney. Presidente da Câmara, o deputado Michel Temer (PMDB), por exemplo, quer ser vice na chapa de Dilma. Ele sabe que, em caso de tensão entre PT e PMDB, será mais difícil conquistar a vaga. (Daniel Pereira e Denise Rothenburg) Leia mais no Correio Braziliense

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02.07.2009 | 10:28:52
15 anos do Real

FHC e Lula

O presidente Lula patrocinou dois aperfeiçoamentos importantes no conjunto do Real. Primeiro, o programa de compra de reservas, iniciado em 2003, quando começaram a sobrar dólares nas contas brasileiras. O segundo foi elevar o presidente do Banco Central ao nível de ministro de estado, o que conferiu mais autonomia e poder ao condutor da política monetária. Outro avanço paralelo foi o conjunto de reformas microeconômicas, como as novas regras do crédito imobiliário, que melhoraram o ambiente de negócios.

O resto é FHC. A responsabilidade fiscal, primeira perna do tripé, começou a ser construída em 1995, com a reestruturação da dívida de estados e municípios, encorpou com as metas de superávit primário (iniciadas em 1998) e completou-se com a crucial Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000.

O câmbio flutuante começou torto, em meio à crise de 1999, mas acabou emplacando. E o regime de metas de inflação, a terceira perna, começou a funcionar há dez anos. Os instrumentos paralelos foram as reformas, inclusive da Previdência, as privatizações, o saneamento do sistema financeiro (1995) e a renegociação da dívida externa pública.

Compreende-se que o governo Lula se tenha fingido de morto diante dos 15 anos da introdução da nova moeda, comemorados ontem. Sobretudo porque as próximas eleições presidenciais colocarão de novo PSDB e PT frente a frente.

Foi a mesma história no início de 1994, quando o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, expos os detalhes do Plano Real ao então presidente do PT, José Dirceu.

FHC buscava apoio para o que considerava um programa nacional. Dirceu queria saber se o PSDB teria candidato à presidência.

Na ocasião, os tucanos nem tinham candidato. Mas o PT calculou que um sucesso econômico, ainda que provisório, daria forte sustentação ao PSDB, assim como o efêmero Cruzado dera uma ampla vitória eleitoral ao PMDB, em 1986. Acrescente-se que os economistas do PT não eram preparados para esse tipo de teoria (a que sustentou o Real) e Lula acabou sendo levado a um brutal erro de avaliação. Disse que o Real era um pesadelo para os trabalhadores, isso quando os mais pobres se beneficiavam de um enorme ganho de renda com a súbita estabilização da moeda.

O cálculo político do PT estava certo. O Real deu duas vitórias a FHC (94 e 98). Mas a análise econômica estava completamente equivocada, um erro no qual o PT perseverou ao longo do tempo. Criticou e combateu no Congresso e nos tribunais praticamente todas as medidas do Plano Real. Para esquecer tudo quando Lula chegou à presidência.

Como foi possível fazer dessa transição um movimento crível para a sociedade? Primeiro, Lula foi ajudado pelo enorme desgaste que sucessivas crises, locais e internacionais, impuseram ao governo FHC. Inclusive a última, de 2002, quando o mercado se deteriorou pelo medo das políticas econômicas até então pregadas pelo PT, isto gerando inflação e crise externa, que, ironicamente, acabaram ajudando o próprio Lula.

Sua trajetória foi aberta, ainda, pela dificuldade do candidato tucano, José Serra, de lidar com o desgaste de um governo do qual participara e do qual tentou se distanciar.

Mas como os eleitores aprovaram um governo Lula que, eleito em nome da mudança, manteve intactas as bases da política econômica? Dois fatores essenciais: a fantástica onda de crescimento mundial que carregou um Brasil já normalizado com a estabilidade macroeconômica; e a enorme distribuição de renda promovida por Lula com a ampliação do Bolsa Família e, sobretudo, com os aumentos reais do salário mínimo (o governo paga o mínimo para quase 20 milhões de aposentados, pensionistas e outros beneficiários). E mais, paralelamente, as contratações e aumentos para o funcionalismo público.

Mas o fato de Lula ter aderido aos pressupostos do Real — primeiro, por medo e, depois, porque estavam funcionando, e nunca por convicção — trouxe um preço para o país. Lula simplesmente não avançou além daqueles dois aperfeiçoamentos na área do BC. Nenhuma reforma importante, nenhuma providência para continuar a desindexação da economia, nenhum progresso na qualidade dos gastos públicos, nada de reforma tributária. Tudo por fazer. (Carlos Alberto Sardenberg em O GLOBO)

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02.07.2009 | 10:07:05
Rumo a 2010

Sem acordo, PSDB se prepara para prévias

A Executiva Nacional do PSDB aprovou ontem, por unanimidade, proposta de regulamentação das prévias para escolher seu candidato à Presidência.

A regulamentação evitou fixar data para a realização das prévias, mas é o primeiro passo para tentar resolver o impasse entre as pré-candidaturas dos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

A expectativa do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), é que Serra e Aécio cheguem a um acordo até setembro, prazo final para recadastramento dos filiados com direito a participar da escolha — aqueles com filiação deferida pelo partido até 30 outubro de 2008.

— Acho que vamos ter um acordo até o fim do ano — aposta Guerra, que prevê a realização das prévias entre dezembro e fevereiro.

Só após a conclusão do recadastramento dos filiados é que o PSDB pretende marcar a data. (Adriana Vasconcelos e Catarina Alencastro em O GLOBO)

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02.07.2009 | 10:02:04
Ações

Emissão da Petrobras deixa mercado tenso

A falta de informações sobre uma nova emissão de títulos da Petrobras deixou investidores tensos ontem e ajudou a derrubar as ações da estatal. A empresa captou US$ 1,250 bilhão no mercado internacional, com vencimento em 2019, com objetivo de rolar sua dívida. Mas só divulgou a taxa da emissão — rendimento anual de 6,875% ao ano — bem após o fechamento do mercado, o que alimentou rumores de que poderia ter pago caro. O receio não se confirmou: na captação anterior, de US$ 1,5 bilhão, em fevereiro, a taxa foi de 8,125%. Mas o estrago já estava feito. Os papéis da petrolífera ficaram entre os piores desempenhos do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), com perdas de 2,57% para as ações ordinárias (ON) e de 2% para as preferenciais. (Juliana Rangel em O GLOBO)

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02.07.2009 | 09:56:31
Licença ou renúncia

O que prevê o regimento do Senado

Embora não esteja prevista de forma expressa no regimento interno do Senado, a licença da presidência da Casa já ocorreu duas vezes: em 2001, quando era presidente Jader Barbalho (PMDB-PA), e em 2007, na gestão Renan Calheiros (PMDB-AL).
Os dois, após o período de licença, acabaram renunciando ao cargo, o que levou a nova eleição para a presidência da Casa.
Não há prazo estipulado para a licença. No caso de Renan, ele, inicialmente, pediu afastamento por 45 dias; em seguida, prorrogação por mais 35 dias.
Nesse caso, o então vicepresidente Tião Viana (PT-AC) ficou interinamente no comando do Senado por mais de 80 dias.
Na licença do presidente da Casa, quem assume interinamente é o primeiro vice-presidente. Caso Sarney opte pela licença, assumirá o senador tucano Marconi Perillo (GO).
Já a renúncia a um dos cargos da Mesa Diretora é prevista no regimento.
Após ser formalizada pelo integrante da Mesa, precisa ser publicada no Diário Oficial do Senado, no dia seguinte à decisão. A partir da publicação, contamse cinco dias úteis para a realização de nova eleição para o cargo vago.
Não há impedimento para que qualquer senador dispute a vaga. Mas a Constituição estabelece que se respeite “tanto quanto possível” a proporcionalidade das bancadas. (O GLOBO)

Publicado ou Escrito por Chico Bruno
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